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segunda-feira, 23 de março de 2020

Sernada do Vouga

Portugal \ Aveiro \ Águeda \ Macinhata do Vouga

Aldeia ferroviária situada a 4 km a norte de Macinhata do Vouga.
É banhada pelo rio Vouga, a poucos metros a jusante da foz do rio Caima.
A povoação é pequena, com ruas íngremes, que sobe da Estação em direção à Capela de Santo Amaro, que se ergue sobranceira.
           
O lugar cresceu no início do século XX, com a construção da linha ferroviária do Vale do Vouga. Era local de interligação para Espinho, Aveiro e Viseu. Além da estação, dispunha de oficinas de manutenção e o casario acabou por prosperar ao seu redor, com a finalidade de albergar as famílias dos trabalhadores ferroviários.
Em janeiro de 1990, com a desativação da linha do Dão (Sernada-Viseu), perdeu parte da sua relevância ferroviária de então.
Possui ainda, em perfeita operacionalidade, as oficinas que garantem as condições do material circulante, sendo um autêntico Museu Vivo, dotada de um espólio rico e muito interessante como comboios a vapor, automotoras ou vagões.

domingo, 21 de agosto de 2016

Hospital Asylo Conde de Sucena

País: Portugal
Concelho: Águeda
Freguesia: União das Freguesias de Águeda e Borralha

Rua da Misericórdia, Águeda.
Mandado construir por José Rodrigues de Sucena, I Conde de Sucena, durante a primeira década de 1900. Ficou concluído em 1909 e substituiu o velho Hospital da Misericórdia que se situava no Barril, por não ter condições de higiene.
Em 1917, o Ministério da Guerra requisitou o edifício para nele instalar o Sanatório Militar de Águeda, destinado a repouso dos soldados vindos do Corpo Expedicionário Português em França.
A 15 de Agosto de 1922 é finalmente inaugurado como hospital, passando a ser gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Águeda.
Em 30 de maio de 1949, José Sucena, filho do fundador e II Conde de Sucena, doou o Hospital à Santa Casa da Misericórdia de Águeda, que finalmente tomou posse definitiva do edifício, do qual detinha apenas o usufruto até essa data.
Em 10 de junho de 1976 foi oficializado como Hospital Concelhio, passando a ser gerido por uma comissão.
Em 24 de fevereiro de 1979 foi criado o Centro Hospital Aveiro Sul, constituído pelas já existentes unidades de Aveiro e Águeda.
A 4 de março de 1987, as duas unidades cresceram e passaram a assumir a sua própria autonomia, com o Hospital de Águeda a ser classificado como Distrital.

O imóvel encontra-se cercado por muro baixo sobreposto por gradeamento em ferro decorado, tendo acesso por portão com inscrição colocado entre pilares.
A fachada principal está dividida em três panos, sendo o central mais elevado, que corresponde à capela. Coroando os ângulos do templo e dos cunhais laterais, elevam-se imagens da Virgem e de Santos. Ao nível do piso térreo, tem um avançamento sobreposto por varanda com alpendre de ferro forjado.
A capela termina em frontão triangular, revestido de azulejos, exibindo as armas do Conde Sucena. É encimado por cruz no vértice. O interior tem paredes e tetos decorados com pinturas e um retábulo de madeira pintada a ouro.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Quinta da Aguieira

País: Portugal
Concelho: Águeda
Freguesia: Valongo do Vouga

Rua Visconde da Aguieira, Lugar da Aguieira, Valongo do Vouga.
Quinta vinícola que ocupa uma grandiosa área, constituída pela Casa solarenga dos Viscondes da Aguieira, com capela privativa, os anexos agrícolas e as famosas caves.
Foi construída no século XVIII e renovada no seguinte.
Os diferentes corpos da área residencial encontram-se ligados por uma passagem superior fechada, com três vãos de janela de cada lado.
A sua capela, dedicada a Nossa Senhora do Bom Despacho, foi fundada em 1735 por João Gomes Martins e sua mulher Maria Eufrásia Gomes Pacheco. Exibe um certo requinte decorativo, contrastando com a sobriedade das restantes construções. A fachada é rasgada por portal de verga reta encimado por frontão, óculo polilobado e brasão. O interior é coberto por um teto dividido em nove caixotões pintados com cenas da Paixão, de tipo corrente, datado da primeira metade do século XVIII. Conserva um retábulo de madeira entalhada dourada, formado por dois pares de colunas salomónicas com grinaldas e uma pequena escultura da padroeira, também do século XVIII.
Em 1997 foi adquirida pela Aveleda, empresa vinícola líder de mercado na Região dos Vinhos Verdes, e um dos maiores produtores de vinho em Portugal. A quinta possui cerca de 21 hectares de vinha. 
A fama dos vinhos desta propriedade remontam ao início do século XX.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

The Umbrella Sky

País: Portugal
Concelho: Águeda
Freguesia: União das Freguesias de Águeda e Borralha

Iniciativa que decorre entre os meses de julho e setembro, no centro de Águeda.
A cidade enche-se de milhares de guarda-chuvas coloridos que flutuam pelas ruas da baixa, pendurados em fios. Além de protegerem da chuva e do sol, criam um cenário multicolorido, graças ao reflexo das suas cores. As instalações destes chapéus completam-se com objetos urbanos decorados, como bancos de rua, candeeiros, caixas elétricas, escadarias ou fachadas.
O Umbella Sky cobriu Águeda pela primeira vez em 2012 e desde então tem-se alargado para as ruas vizinhas.
É apenas uma das muitas iniciativas do AgitÁgueda, festival de arte pública que nasceu em 2006 e ocorre anualmente em julho, composto por animação de rua, concertos, tasquinhas, entre outras atividades. 
As imagens do The Umbrella Sky já correram mundo através das redes sociais, levando à cidade milhares de visitantes.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Serra do Caramulo

País: Portugal
Concelhos: Águeda, Oliveira de Frades, Tondela e Vouzela


Serra localizada perpendicularmente à serra do Buçaco, numa zona de transição entre a Beira Alta e a Beira Litoral e os distritos de Viseu e Aveiro.
Tem 40 km de comprimento e 20 km de largura, atingindo o máximo de 1076 metros de altitude no Caramulinho (freguesia de Guardão, concelho de Tondela), alto de onde se avista o mar e a serra da Estrela em dias sem nebulosidade.
Serra de origem granítica e xistosa, com paisagens de grande beleza natural.
As urzes e a carqueja predominam a sua flora.
A serra é povoada desde tempos longínquos, comprovada, por exemplo, pela existência de castros e pela presença romana.
As suas aldeias, seculares, ainda mantêm o seu encanto, aspeto rural e tradicional caraterística serrana, compostas por casas e espigueiros em granito típico da região. 
Durante o século XX foram construídos na vila do Caramulo vários sanatórios para doentes de tuberculose, dado a pureza do seu ambiente e a “frescura dos ares”. A serra foi durante muitos anos conhecida como um local de cura. As antigas instalações têm vindo a dar lugar a modernas unidades hoteleiras.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Capela das Almas da Areosa

País: Portugal
Concelho: Águeda
Freguesia: Aguada de Cima


Rua Vale da Areosa, Lugar de Almas da Areosa, Aguada de Cima.
Templo barroco construído em 1769.
Apresenta planta poligonal composta por nave octogonal e capela-mor retangular, encimada por cupulim.
A fachada principal é rasgada por portal em arco abatido, encimado por janela igualmente em arco abatido ladeada por aletas decoradas com berloques e concheados.
É constituída por abóbada e cantarias em grés regional de tonalidade branca.
Os retábulos datam da segunda metade do século XVIII.
O seu terreiro é palco de uma feira mensal e das festas em honra de São Miguel Arcanjo que tem lugar no último domingo de Setembro.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Pateira de Fermentelos

País: Portugal
Concelhos: Águeda, Aveiro e Oliveira do Bairro


Lagoa situada nos territórios dos concelhos de Águeda, Aveiro e Oliveira do Bairro.
Belíssima laguna, considerada a maior lagoa natural da Península Ibérica.
Está classificada com o estatuto de proteção comunitária pela Directiva Aves. Faz parte integrante da Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro e da Rede Natura 2000.
Mede 7,5 km de comprimento no sentido norte-sul e 1,6 km de largura máxima no sentido este-oeste, mas a profundidade, que não excede os 6,5 metros tem vindo a diminuir.
É navegável na quase totalidade da sua extensão.
Constitui a sobrevivência de um antigo braço marinho do fim da Era Quaternária, onde desaguavam os rios Águeda, Cértima e Vouga, antes da constituição da ria de Aveiro. É o que resta do antigo estuário do rio Vouga e um dos últimos vestígios do antigo traçado da costa marítima que foi substituída por uma nova costa que cresce desde perto de Gaia ao cabo Mondego. Esta nova costa veio a servir de dique que reteve o Vouga e obrigou a formar a ria que tinha outro traçado: ia por Ovar, Estarreja e Angeja (Albergaria-a-Velha), até perto de Águeda. O último vestígio dessa grande reentrância marítima é precisamente a Pateira de Fermentelos.
Esta zona lagunar foi cobiçada durante séculos pela riqueza agrícola, variedade de caça e pesca. A Casa Real e as famílias nobres vigiavam estes terrenos, avivando os marcos divisórios arrancados pelas populações inconformadas com a propriedade privada. O local era largamente florestado onde se caçavam javalis e veados – e daqui procede o topónimo primitivo de Foramontanelos, por ser local adstrito à Coroa, ao serviço da montaria, sendo “foro” de montanos ou monteiros. Esta zona húmida adquiriu a designação de Pateira por ter sido um local de eleição de Dom Manuel I que ali caçava patos.
As águas da Pateira são povoadas por uma fauna e flora riquíssimas e serve de refúgio a centenas de patos e outras aves migratórias como cegonhas, galeirões, garças, guarda-rios, lontras, mergulhões, milhafres, narcejas, perdizes e tartaranhões.
Nas suas águas proliferam as mais variadas espécies piscícolas: achigãs (considerado um ex-libris gastronómico da Pateira), barbos, carpas, enguias, lagostins, lampreias, pimpões, robalos e tainhas.