Mostrar mensagens com a etiqueta Marvao. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marvao. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Câmara Velha de Marvão

Portugal \ Portalegre \ Marvão \ Santa Maria de Marvão


 


Praça do Pelourinho e Rua 24 de janeiro nº 1, Marvão.

Casa da Cultura de Marvão.

É o mais significativo edifício de arquitetura civil de toda a vila.

Foi construído em finais dos séculos XV, inícios do XVI, em estilo manuelino.

Funcionou como câmara, tribunal e prisão até 1956, ano em que se inauguraram os atuais Paços do Concelho. A partir dessa data, serviu de arrecadação e arquivo até 2002.

A 24 de janeiro de 2003 foi convertida em Casa da Cultura. Constituída pelo Arquivo Histórico, Sala de Leitura (antiga Sala da Guarda), Galeria de Arte, Antigo Tribunal, Sala de Reuniões, Auditório e Oficina de Artesanato (Antiga Prisão).


A fachada virada para o Pelourinho tem adossada a Torre do Relógio, que se eleva acima do edifício. 


O interior da torre permite ver a escada de acesso ao topo, constituída por degraus toscos embutidos na parede. É por esta entrada que se acede às antigas celas da prisão, onde se encontram a oficina de artesanato de Maria Joaquim Bonacho e uma exposição retratando uma antiga Escola Primária.


Pela porta situada na Travessa da Cadeia, entra-se no segundo e terceiro pisos do edifício.

Na antiga Sala da Guarda, situada no segundo andar, pode-se observar o buraco através do qual desciam os prisioneiros para o cárcere situado no piso inferior.


A Sala do antigo Tribunal é encantadora e bastante singular, dado o contraste entre a modéstia do espaço e o forte mobiliário com pormenores barrocos, provavelmente datado da segunda metade do século XVIII, com destaque para o cadeirão do juiz.  Foi nesta sala que o estadista José Mouzinho da Silveira trabalhou como Juiz de Fora. Um dos mais importantes políticos portugueses do século XIX, ligado à instituição do Regime Liberal em Portugal. Conserva uma exposição permanente sobre a sua vida e obra.


A fachada virada para a rua 24 de janeiro, a tardoz, era a principal entrada para a câmara, dado grande parte de o edifício estar ocupado pelas prisões. Obra de 1930, composta por dois planos e revestida a raspadinho, técnica de simulação de granito, executada com cal parda da Escusa. Está coroada de ameias e por quatro torrinhas decoradas, respetivamente, da esquerda para a direita, pela Cruz de Malta, pela esfera armilar, pelo antigo brasão municipal e pela Cruz de Cristo.

Painel informativo junto ao monumento, 2021
cm-marvao.pt/pt/museus/casa-da-cultura, 2021
monumentos.gov.pt (Núcleo Urbano da Vila de Marvão / Núcleo Intramuros de Marvão), 2021

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Ponte da Portagem

Portugal \ Portalegre \ Marvão \ São Salvador da Aramenha


    Rua da Ponte Romana, Lugar da Portagem, sobre o rio Sever.

    Está classificada, juntamente com a Torre medieval da Portagem, como conjunto de Interesse Público desde 28 de junho de 2013.

    Edificada entre finais do século XVI e inícios do XVII, aproveitando materiais provenientes de uma ponte romana desmantelada, possivelmente na atual zona de Olhos d’Água, nas imediações da cidade de Ammaia A destruição desta travessia destinou-se a evitar o atravessamento do rio, por mercadores, que passavam diretamente as suas mercadorias para Castela, sem pagar as taxas alfandegárias, que eram cobradas no edifício da torre aduaneira, a jusante.


    Ostenta cinco arcos de volta perfeita que suportam um tabuleiro rampante, com cerca de 52 metros de comprimento por 3,80 metros de largura. Entre os arcos, os pegões (pilhares) apresentam talhamares triangulares a montante, sendo a jusante, de secção retangular. 


    O pavimento, em pedra irregular, é limitado por guardas (muretes) de um metro de altura.

Painel informativo junto ao monumento, 2021
monumentos.gov.pt (Ponte Romana da Portagem), 2021

Ponte da Ribeira das Trutas

 Portugal \ Portalegre \ Marvão \ São Salvador da Aramenha


Bairro Novo, Lugar da Portagem, sobre a ribeira das Trutas, afluente do rio Sever.

Situa-se a cerca de 1000 metros a norte da cidade romana da Ammaia, na sua Zona de Proteção.

É também conhecida por Ponte do Cavalete.

A ponte primitiva terá sido construída no século I, durante o período romano. Mais tarde, provavelmente entre o final do século XVI e o início do século XVII, foi reconstruída, aproveitando as partes que se encontravam em bom estado.


É constituída por três arcos de volta abatida, sendo os das extremidades mais pequenos e quebrados.


O tabuleiro, com cerca de 20 metros de comprimento por 2,60 metros de largura, é rampante, sendo mais elevado sensivelmente ao centro. Revestido com calçada recente, de pequenas pedras. De cada um dos lados, muretes baixos que lhe conferem proteção e que terminam, a norte, em dois blocos cilíndricos, semienterrados, da mesma largura dos muretes, mas ligeiramente mais elevados.


Junto à ponte situa-se um parque de merendas.

PR5 Caminho dos Olhos d’Água; 2021
monumentos.gov.pt (Ponte da Ribeira das Trutas), 2021

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Marvão

Portugal \ Portalegre \ Marvão \ Santa Maria de Marvão




    Vila alentejana, sede de concelho, situada a 22 km a nordeste de Portalegre, junto à raia, em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede.

    É uma das mais emblemáticas e bonitas vilas alentejanas.



    O burgo localiza-se no alto de um rochedo quartzítico, quase inacessível, chamado de Serra do Sapoio, dominando tudo ao seu redor. A sua altitude varia entre os 801 e os 867 metros, no castelo.



    Toda a vila de Marvão encontra-se dentro de muralhas que se ligam ao castelo, mais a norte e no ponto mais alto do rochedo. 



    A maioria do edificado é datada do século XV-XVI e caraterizado por casas de dois pisos.

    O núcleo intramuros de Marvão encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 29 de setembro de 1948.


Ponte da Portagem

    O acesso à vila faz-se através de uma só estrada, ingreme e sinuosa, a partir do sítio da Portagem.


Ibn Maruán

    Reza a lenda que o nome da vila deriva do nome Ibn Maruán, cavaleiro islâmico do século IX, que aqui se recolhia.

    Terá sido ocupado em 876-877 pelo mulani rebelde ao Emirato de Córdova, Ibn Maruán.

    A primeira referência a Marvão, data do século X, em crónicas árabes.

    Entre 1161 e 1167 foi conquistada pelos exércitos cristãos, ficando na posse dos Templários.

    Em 1226 recebeu foral por Dom Sancho II, englobando no seu termo uma vasta região do atual distrito de Portalegre.

    No reinado de Dom Afonso III (1248-79), Marvão é doada à Ordem do Hospital e, mais tarde, ao seu filho Dom Afonso (1271).

    Em 1299 foi tomada por Dom Dinis, para que não caísse em mãos estrangeiras, pois as filhas do seu irmão Afonso estavam casadas com fidalgos espanhóis. Ainda nesse ano o seu foral foi confirmado.

    No século XIV, Dom Dinis manda reconstruir a fortificação. A vila desenvolve-se graças ao clima de paz da conquista definitiva do Reino do Algarve e do Tratado de Alcanizes.

    Em 1361, Dom Pedro I empreende medidas contra o despovoamento de Marvão.

    Em 1378, Dom Fernando I força o povoamento do lugar, instituindo um couto de homiziados e concedendo vários privilégios. Neste lugar, situado no topo de uma fraga, sem água e sem terras, era difícil de povoar, a não ser soldados meio desterrados e gente do município.

    Durante o século XV (1407, 1436 e 1497) recebeu privilégios vários, para potenciar o seu povoamento.

    Em 1512 recebeu foral novo outorgado por Dom Manuel I.

    Em 1527, a vila atingiu o seu pico demográfico.

    Entre 1640 e 1662, as sucessivas guerras da Restauração conduziram ao início do despovoamento da vila. Foi o abade Dom João Dama quem empreendeu a reparação do castelo e os consertos dos lanços da muralha em ruínas.

    Em 1755, o terramoto provocou algumas fendas nos principais edifícios religiosos e civis.

    No século XIX, a Praça ficou sem guarnição, perdendo a função militar e demograficamente.

    A 30 de setembro de 1895, o seu concelho foi extinto, sendo anexado ao de Castelo de Vide.

    A 13 de janeiro de 1898 o concelho foi restaurado.


PR6 MRV – Fabulosa Barragem da Apartadura; 2021
monumentos.gov.pt (Núcleo Urbano da Vila de Marvão / Núcleo Intramuros de Marvão), 2021

terça-feira, 30 de junho de 2015

Cidade Romana de Ammaia

País: Portugal
Concelho: Marvão
Freguesia: São Salvador da Aramenha

Estrada da Calçadinha nº 4, São Salvador da Aramenha.
Está situada na várzea do rio Sever.
Ruínas classificadas como Monumento Nacional desde 1949.
É indubitavelmente o mais importante vestígio da sua época, existente na região do norte Alentejo.
A sua área central é constituída pela Quinta do Deão e pela Tapada da Aramenha, possuindo uma área de 25 hectares.
Terá sido fundada entre os séculos I a.C. e I d.C.
Ammaia foi elevada a Civitas por volta do ano 44/45, tendo obtido o estatuto de Municipivm ainda durante o século I.
Embora as suas ruínas tivessem sido classificadas em 1949, estiveram abandonadas até finais de 1994. 
No Museu encontra-se uma parte do imenso espólio recolhido e recria a original dimensão deste importante e vasto local.