Mostrar mensagens com a etiqueta Ferreira do Zezere. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ferreira do Zezere. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de setembro de 2015

Ferreira do Zêzere

Portugal \ Santarém \ Ferreira do Zêzere \ Ferreira do Zêzere

Ferreira do Zêzere é uma vila ribatejana, sede de concelho, situada a 84 km a nordeste de Santarém, capital do distrito, sensivelmente no centro do país.
Ocupa a chapada de um outeiro, a 347 metros de altitude, na margem da albufeira de Castelo do Bode, rodeada por uma paisagem com algum relevo composto por maciços calcários. A presença de extensas áreas florestais, em consequência de alguma deficiência do ordenamento territorial, marca presença nas encostas e é alvo de incêndios frequentes.

Em 1159, as suas terras foram doadas por Dom Afonso Henriques ao templários. Até esta data pertenciam ao Castelo de Ceras.
Em 1190, Dom Sancho I doou a um dos seus guerreiros, Pêro Ferreira, uma herdade em Vale de Orjaes, que aquele povoou e que mais tarde veio a constituir o morgado de Águas Belas.
Em 1220, Dom Afonso II oferece as propriedades de Vale de Orjaes e de Vila Verde, que incluíam a herdade de Ferreira, ao seu homem de confiança, Pêro Ferreira.
No ano de 1222, Pêro Ferreira e sua esposa Maria Vasques, deram carta de foral aos povoadores da sua herdade que assim passou a chamar-se Villa Ferreira.
Em 1225, Pêro Ferreira deixa em testamento as suas propriedades e Villa Ferreira à Ordem do Templo.
Em 1319, a Ordem do Templo cede à Ordem de Cristo, Vila de Rei e Ferreira que constituem uma só comenda.
Em 1362, Dom Nuno Rodrigues, mestre da Ordem de Cristo, colocou a primeira pedra para a construção de um paço em Ferreira.
Em 1453, o comendador Dom Gonçalo de Sousa manda reconstruir a Igreja de São Miguel.
Em 1505, Ferreira é separada da comenda de Vila de Rei.
Em 1515, Dom Manuel I concede foral à vila de Ferreira.
Em 1531 foi elevada a vila por Dom João III.
Em finais do século XVI foi atingida por uma grande peste.
No século XIX foi invadida pelas tropas napoleónicas.
Foi também no século XIX que se mudou o nome para Ferreira do Zêzere, de modo a evitar a confusão com outras terras do mesmo nome.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Dornes

País: Portugal
Concelho: Ferreira do Zêzere
Freguesia: Nossa Senhora do Pranto

Dornes é uma aldeia ribatejana situada a 13 km a norte de Ferreira do Zêzere.
Está disposta numa língua de terra sobre o Zêzere, rodeada por uma bela paisagem harmoniosa, feita de água, onde os habitantes ainda viajam nos pequenos barcos de três tábuas.
Desde o século XX que a localidade está mais estreita, altura em que foi construída a barragem de Castelo de Bode, criando uma albufeira que fez alargar as margens de uma ribeira afluente do Zêzere que corre paralelo ao rio.
Quando a maré baixa é possível ver os vestígios das casas de Dornes que foram submersas para que a barragem fosse possível.

Em 28 de janeiro de 2013 a sua freguesia foi extinta, passando nesta data a pertencer à então nova freguesia de Nossa Senhora do Pranto.

Igreja Matriz de Dornes

País: Portugal
Concelho: Ferreira do Zêzere
Freguesia: Nossa Senhora do Pranto

Rua de Nossa Senhora do Pranto, Dornes.
Templo dedicado a Nossa Senhora do Pranto ou das Dores.
Mandada construir em 1285 pela rainha Santa Isabel. Conta a tradição popular que as gentes da região andavam preocupadas com um choro que se ouvia vindo da serra. Guilherme de Pavia, homem de inteira confiança da esposa de Dom Dinis expôs o caso à rainha santa, que mostrando saber o que se passava, por conhecimento divino, disse ao seu feitor para voltar à serra e procurar sem medo. A origem do choro foi encontrada: uma senhora carpia a sua dor pelo filho que levava morto nos braços. Recolheram-na e deram-lhe o nome de Nossa Senhora das Dores ou do Pranto. Os habitantes de uma localidade vizinha tentou leva-la, mas o carro de bois que deveria transportar a imagem recusou-se a andar. As pessoas interpretaram a recusa dos animais como um sinal divino. Assim, a imagem acabou por ser levada para Dornes, onde foi construído um orago em sua homenagem e onde, todos os anos, se celebra uma curiosa romaria: as 38 paróquias vizinhas vão, uma por cada semana, em visita à localidade.
Da primitiva construção gótica não restam vestígios, exceto as legendas e inscrições mencionadas.
Em 1543 a igreja foi reconstruida. 
O interior, coberto por abóbada de caixotões, conserva altares de talha dourada (séculos XVII e XVIII), azulejos barrocos, um púlpito datado de 1544 e uma pintura com o escudo da rainha Santa Isabel.
Junto à igreja encontra-se uma torre pentagonal que serve de torre sineira ao templo religioso. A sua construção é atribuída aos Templários mas poderá remontar ao período romano.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Torre do Ladrão Gayão

País: Portugal
Concelho: Ferreira do Zêzere
Freguesia: União das Freguesias de Areias e Pias

Torre situado no cimo de um monte, no Lugar de Pereiro, Areias
É também conhecida por Torre do Langayão, do Langalhão ou da Murta.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1943.
A torre encontra-se rodeada de vegetação.
Outrora torre de menagem duma fortaleza ou atalaia construída na época medieval, da qual apenas subsistem vestígios de duas faces com duas seteiras entaipadas e restos dos cunhais.
Conta uma popular lenda que na torre vivia um gigante e que por lá passava um caminho, o qual as pessoas evitavam passar por medo. Certo dia, um anão que por lá passava foi impedido de prosseguir o seu caminho pelo gigante que o queria assaltar. O anão fez com que este se baixasse, tirou um punhal da bolsa e matou-o. Ao cair fez um enorme buraco, o qual ainda hoje podemos ver. Conta-se que a torre está assombrada pelo gigante ladrão Gayão, que protege o seu tesouro, fruto dos seus assaltos, das mãos alheias.