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domingo, 22 de agosto de 2021

Alcobaça

Portugal \ Leiria \ Alcobaça \ União das Freguesias de Alcobaça e Vestiaria

    

    Cidade sede de concelho situada a 31 km a sudoeste de Leiria.


    Localiza-se num vale, a cerca de 39 metros de altitude, na confluência dos rios Alcôa e Baça, rodeada de colinas verdejantes.

 

O território é ocupado desde tempos pré-históricos.

Durante a ocupação romana era chamada de Helcobatiae.


Posteriormente foi invadida por vários povos provenientes do norte, mas apenas os Visigodos deixaram indícios. Datará provavelmente desta época a construção do castelo.

No século IX foi ocupada pelos árabes. Era então chamada de Al Cobaxa.

Em 1150 foi conquistada por Dom Afonso Henriques que a doou à Ordem de Cister em 8 de abril de 1153. Dessa oferta fazia parte um território de 440 km2 e estabelecia a fundação de um mosteiro.


Com a chegada dos monges, iniciou-se a construção do mosteiro e o desenvolvimento de uma nova povoação em seu redor, interrompidos por ataques mouros, em 1184 e 1195, que levaram à dispersão dos frades e à interrupção dos trabalhos.

Dom Sancho I (1185-1211) ordenou a reconstrução do castelo para defesa dos monges e dos habitantes da povoação.

Em 1269, o mosteiro ficou na história por ter sido palco das primeiras aulas públicas em Portugal.

Em 1514, Dom Manuel I outorgou-lhe foral novo.

A 30 de agosto de 1995 foi elevada a cidade.

Em 28 de janeiro de 2013, a freguesia foi anexada a Vestiaria.


jf-alcobacaevestiaria.pt (História), 2021
monumentos.gov.pt (Núcleo urbano da cidade de Alcobaça); 2021

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vila de São Martinho do Porto

País: Portugal
Concelho: Alcobaça
Freguesia: São Martinho do Porto

Antiga povoação de pescadores muito procurada por turistas.
O casario é composto por dois núcleos distintos: a parte baixa, junto à praia, mais vocacionada para a atividade turística; e a parte alta, constituída por casas mais antigas, habitada pelos locais, e onde se situa a igreja matriz.

Data de 1257 a primeira referência à existência da vila, mencionada numa carta de foral concedida por Frei Estêvão Martins, XII Abade do Convento de Alcobaça.
Até ao século XVI serviu como pequeno porto de mar.
Em finais do século XVIII, com o assoreamento do porto em Salir do Porto, a vida e dinâmica portuária é transferida para a baía de São Martinho.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Baía de São Martinho do Porto

País: Portugal
Concelho: Alcobaça
Freguesia: São Martinho do Porto

Baía de caraterísticas únicas, em forma de concha, que se abre ao Atlântico entre os morros de Santana, a sul, e do Farol, a norte.
A atual forma é muito recente. Outrora, a grande extensão de terrenos agrícolas que se estendem por detrás da praia, estava inundada por um velho golfo medieval – a Lagoa de Alfeizerão – a qual era navegável até Alfeizerão e até à Tornada (Caldas da Rainha). Em frente à lagoa, encontrava-se uma ilha, atualmente constituída pelas serras da Pescaria (a norte da lagoa) e do Bouro (a sul).
O assoreamento progressivo, acentuado pelas atividades humanas (agricultura e desflorestação), e a divisão da ilha pelo mar, resultou a atual baía. 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Praia de São Martinho do Porto

País: Portugal
Concelho: Alcobaça
Freguesia: São Martinho do Porto 

A praia de São Martinho do Porto é uma das mais bonitas praias de Portugal.
É composta por um vasto areal em semicírculo que se alonga numa extensão de 2 km.
Duas arribas que estreitam a entrada do oceano, criam uma baía de águas calmas.
O areal é constituído por uma acumulação de areias brancas e finas com origem nas linhas de água e nas correntes marinhas que circulam e transportam grandes quantidades de material arenoso ao longo da costa e que por ação das marés são parcialmente desviadas para o interior da Concha.
É ideal para férias em família e propicio a desportos náuticos.

domingo, 4 de outubro de 2015

Praça da República (Alcobaça)

País: Portugal
Concelho: Alcobaça
Freguesia: União das Freguesias de Alcobaça e Vestiaria

Praça da República, Alcobaça.
Até à saída dos frades do convento, fez parte integrante do complexo Abacial.
Antiga Praça do Peixe, Praça das Amoreiras e ainda Praça Príncipe Dom Carlos.
A designação de Praça da República data de 8 de outubro de 1910, denominação ainda raríssima nessa época.
Já foi utilizada como mercado de frutas e legumes, depois como mercado de peixe e posteriormente como parque de estacionamento.
A atual configuração data de 1992.  
Está rodeada por edifícios históricos onde se destacam os dois Arcos designados por Cister e Claraval, integrados em construções setecentistas, que ligam este largo à Praça Afonso Henriques, outrora o antigo celeiro às outras dependências do mosteiro.
Tem ao centro uma fonte-escultura em homenagem aos monges.
Conta com esplanadas, área relvada e bancos de jardim.

domingo, 27 de setembro de 2015

Mosteiro de Alcobaça

País: Portugal
Concelho: Alcobaça
Freguesia: União das Freguesias de Alcobaça e Vestiaria

Praça 25 de abril, Alcobaça.
A Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça está classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1989.
Foi fundado em 1166, em cumprimento do voto de doação feita por Dom Afonso Henriques aos Cistercienses, aquando da conquista de Santarém aos mouros. A obra ficou concluída em 1223.
É a mais pura e majestosa abadia que os monges de Cister ergueram em toda a Europa.
Depois da extinção das ordens religiosas de Portugal, em 1834, o mosteiro foi ocupado por parte de várias instituições da cidade e pelo poder laico, que instalou neste espaço todo o tipo de instituições, desde tribunais, bases militares, matadouro a lar de idosos.
A igreja é considerada a maior de Portugal.
No transepto encontram-se duas das maiores obras-primas da escultura portuguesa, os túmulos de Dom Pedro e Dona Inês, duas sumptuosas joias da escultura e estatuária, datados de 1361 (Dona Inês) e 1367 (Dom Pedro). Os túmulos estão colocados um em cada braço e um em frente ao outro, por ordem do monarca, para que a primeira coisa que visse no Juízo Final fosse a sua amada.
O claustro de Dom Dinis, também conhecido por Claustro do Silêncio, é o claustro principal do mosteiro, mandado construir em 1308 pelo rei Dom Dinis. Atrai a elegância da arte gótica nas austeras galerias e arcos duplos, de acordo com a regra cisterciense da austeridade.