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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Torre da Porta Nova

Portugal \ Braga \ Barcelos \ União das Freguesias de Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)


Largo da Porta Nova, Barcelos.

Também chamada de Torre do Cimo da Vila ou da Cadeia.

Está classificado como Monumento Nacional desde 19 de fevereiro de 1926.

Fazia parte da muralha medieval que cercava a então vila de Barcelos. Das três portas principais que existiam, só chegou até aos nossos dias, a Torre do Cimo da Vila, na saída para Viana e Ponte de Lima.

O nome de Porta Nova aparece somente no século XVI, com a abertura da ponta final da Rua Direita (atual Rua de Dom António Barroso) e a construção de uma nova porta, em substituição da porta sob a Torre do Cimo da Vila.

 

Torre de planta quadrangular composta interiormente por quatro pisos. O remate da torre é renascentista, datado do século XVI, composto por cornija com gárgulas de canhão, encimado por merlões piramidais escalonados, coroados por círculos, numa estranha morfologia.

A fachada oeste, a principal, é rasgada no piso inferior por porta em arco quebrado e nos superiores por fresta e duas janelas, a inferior em arco de volta perfeita e a superior em arco quebrado.

A fachada norte é rasgada apenas por uma janela em arco quebrado no último registo.

A fachada sul, primitivamente voltada para o interior da vila, era fechada por estrutura em madeira. É composta por pano avançado nos pisos inferiores, rasgado por portal em arco quebrado. Os pisos superiores, inicialmente fechados pela dita estrutura em madeira, deram lugar, em 1631, a um pano em cantaria rasgado por diversas janelas quadrangulares.

A fachada este está parcialmente escondida por outros edifícios.

Funcionou como cadeia, pelo menos, desde 1595 até 1932.

monumentos.gov.pt 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Cruzeiro do Senhor do Galo

Portugal \ Braga \ Barcelos \ União das Freguesias de Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)


        Rua Dr. Miguel Fonseca, Barcelos. Localizado no interior do recinto do Paço dos Condes de Barcelos (Museu Arqueológico).

        Cruzeiro românico construído no século XIV. Originalmente encontrava-se no Alto de Barcelinhos, local onde existia a forca de Barcelos.

        Numa das faces estão representados o galo, o enforcado e São Tiago, ao passo que na outra face estão gravadas as figuras de Nossa Senhora e de São Bento, padroeiros de Barcelos.


        Conta a famosa lenda do Enforcado e do Galo de Barcelos.

        Existem várias versões sobre esta lenda, no entanto, todas elas estão em sintonia em relação à existência do galego em peregrinação a Santiago de Compostela, que é preso, à sua presença diante do juiz e aos acontecimentos posteriores.

        Uma das lendas passa-se numa estalagem muito concorrida, à beira da estrada velha. Certo dia, um romeiro que cumpria um voto a São Tiago de Compostela pernoitou na estalagem. A estalajadeira ficou logo enfeitiçada de amores por ele, mas o peregrino não foi acometido da mesma paixão, por estar em jornada piedosa. A mulher, despeitada pela indiferença do homem, urdiu a sua vingança, escondendo-lhe na bagagem valiosas pratas. Na manhã seguinte, o peregrino foi preso por ladrão, quando lhe encontraram as peças de prata no bornal. Levado à presença do juiz que se preparava para almoçar galo assado, o homem jurou-se inocente, mas perante as provas e segundo o costume, o juiz condenou-o à forca. O peregrino, subitamente inspirado pela intervenção divina, disse então ao juiz: - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo assado cantar e provar a minha inocência. No momento em que penduravam o homem na forca, o galo ergueu-se e cantou mesmo. O juiz, perante o milagre, correu à forca e encontrou o peregrino pendurado pelo pescoço, mas salvo por São Tiago que o segurava pelos pés.

        Segundo a mesma lenda, o peregrino terá voltado a Barcelos alguns anos mais tarde e terá erguido o monumento.

domingo, 13 de março de 2016

Barcelos

Portugal \ Braga \ Barcelos \ União das Freguesias de Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)


Cidade minhota situada a 20 km a oeste de Braga, sede do distrito.

É considerada a Rainha do Artesanato.

Não é a principal urbe do Minho, mas talvez a que melhor a carateriza.

A cidade espraia-se num terreno levemente ondulado a 39 metros de altitude, na margem direita do rio Cávado.

A povoação é antiquíssima e sobre a sua origem há diversas teorias, atribuindo-se aos cartagineses (séculos IX a.C. – II a.C.) o estabelecimento de uma barca de passagem, derivando o nome de barcellus (barca pequena).

Em 713, durante o período árabe, era denominada por Barcellenos.

Cerca de 1154 recebe carta de foral pelas mãos de Dom Afonso Henriques.

As Inquirições de 1220 referem o rei como senhor de Barcelos.

Em 1256, Dom Afonso III confirma o foral.

Em 1298 torna-se na primeira vila condal portuguesa, instituída por Dom Dinis, que a atribui a Dom Afonso Meneses, cujo papel foi preponderante para a negociação do tratado de Alcanises.

Em 1385, Dom João I atribui a Dom Nuno Álvares Pereira, o título de VII conde de Barcelos. 

A 1 de novembro de 1401 é doada, pelo Condestável, a Dom Afonso, como prenda de casamento deste com sua filha Dona Beatriz Pereira de Alvim. Mais tarde, o novo Senhor da vila manda construir o paço e uma cerca defensiva em redor da vila.


A 28 de agosto de 1484, com a morte de Dom Fernando, X Conde de Barcelos e III Duque de Bragança, degolado em Évora, por ordem de Dom João II, todos os bens da Casa de Bragança, da qual faziam parte as terras de Barcelos, são confiscados e integrados nos bens da Coroa. 

A 2 de setembro de 1491, o paço é dado, por Dom João II, para residência do Alcaide-mor de Barcelos e Capitão-Fronteiro, Francisco de Mendanha. 

Em 1496, após a morte de Dom João II, o rei Dom Manuel manda regressar os herdeiros da Casa de Bragança, exilados em Espanha, e restitui a Dom Jaime, IV Duque de Bragança, todas as terras, honras e regalias que os monarcas anteriores já haviam dado. 

A 7 de agosto de 1515, Dom Manuel I outorga-lhe foral novo. 

No século XVI, Dom Sebastião (1557-1578) fê-la ducado, sendo Dom João, filho de Dom Teodósio de Bragança, o seu primeiro duque. 

Em 1640, com a ascensão ao trono de Dom João IV, XV Conde de Barcelos, III Duque de Barcelos e VIII Duque de Bragança, o paço passa a fazer parte dos bens da Casa Real. 

Em 1928 foi elevada à categoria de cidade. 

A 28 de janeiro de 2003, a freguesia de Barcelos foi extinta e integrada na União das Freguesias de Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro).

monumentos.gov.pt 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Paço dos Condes de Barcelos

Portugal \ Braga \ Barcelos \ União das Freguesias de Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)


Rua Dr. Miguel Fonseca, Barcelos.

Assenta numa plataforma poligonal de granito, sobranceira à ponte medieval.

Está classificado como Monumento Nacional desde junho de 1910.

Paço senhorial construído entre 1406 e 1419, por ordem de Dom Afonso, VIII Conde de Barcelos e I Duque de Bragança, para lhe servir de residência.

Apesar de ter sido desmantelado ao longo dos séculos, conhecem-se as suas proporções originais. Era composta por seis casas torres, sendo uma delas, sobre a ponte, a mais alta de todas. Sobre a porta desta exibia uma estátua, datada de 1732, representando Barcelos.

O edifício foi-se arruinando durante séculos e algumas das paredes foram desmanteladas. Alguma da pedra foi empregue para a construção da torre sineira da matriz e para diversas construções como por exemplo, calcetar diversas ruas.

Em 1874, o paço foi doado ao Município de Barcelos, ficando este obrigado a conservar as ruínas e dar-lhe utilidade.

Atualmente é composto por três corpos incompletos, de diferentes tamanhos, de onde se destaca a elevada chaminé tubular. As fachadas são rasgadas por portais em arco quebrado e angular e por janelas de verga reta, algumas com cruzeta (influência francesa) e conversadeiras interiormente.


Nas ruínas do paço foi instalado, em 1920, por iniciativa do Dr. Miguel da Fonseca, um museu arqueológico municipal, com o nome Museu Lapidar de Barcelos, com o objetivo de guardar as peças recolhidas por todo o concelho. O seu nome seria alterado, na década de 1940, para Museu Arqueológico Municipal de Barcelos. Faz parte do seu acervo o Cruzeiro do Senhor do Galo que conta a famosa Lenda do Enforcado e do Galo de Barcelos, e a cabeça da estátua de Barcelos, exposta numa mísula colocada na fachada sul do paço.

monumentos.gov.pt