Mostrar mensagens com a etiqueta Arouca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arouca. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Capela da Misericórdia de Arouca

País: Portugal
Concelho: Arouca
Freguesia: União das Freguesias de Arouca e Burgo

Praça Brandão de Vasconcelos, Arouca, adossada à antiga Casa da Câmara.
Classificada como Imóvel de Interesse Público desde 8 de maio de 1959.
Pequeno templo maneirista edificado em 1612.
A fachada é rasgada por um portal em arquivolta de arco pleno, inserido num alfiz com colunelos simples e pináculos. É encimada por um óculo sobre o qual se eleva o escudo de Portugal. 
Do lado direito da fachada foi edificada a torre sineira, de elevada estatura, dividida em quatro registos, com portal de entrada no primeiro e janela de sacada precedida de guarda de ferro no segundo.
O interior, de uma só nave, é coberto por um teto trapezoidal composto por 45 caixotões de madeira, datados de 1773, totalmente decorado com pinturas de Evangelistas, Apóstolos e Doutores da Igreja e cenas de temática mariana e do Nascimento, Vida e Paixão de Cristo. Alberga, do lado do Evangelho, a Capela do Senhor dos Passos, de talha dourada e policromada com ornatos em concha, e do lado da Epístola, um púlpito de madeira trabalhada e policromada com base pétrea e mísula concheada, e a tribuna dos mesários, com varandim abalaustrado. Todo o interior é revestido a azulejos seiscentistas de padrão azuis e amarelos, exceto na parede fundeira onde exibe o retábulo-mor, de modelo maneirista e que se divide em dois registos: o primeiro albergando três tábuas pintadas com temas marianos (Anunciação, Visitação e Creche) e dois nichos com estatuária; o segundo com cinco pinturas (Virgem com São João, Santo António, São Francisco) e duas com temas da Paixão de Cristo, também em tábua, e um crucifixo. 
Conta com um espaço museológico ligado à arte sacra.

sábado, 20 de maio de 2017

Antiga Câmara de Arouca

País: Portugal
Concelho: Arouca
Freguesia: União das Freguesias de Arouca e Burgo


Praça Brandão de Vasconcelos, Arouca. 
Encontra-se adossada à Capela da Misericórdia.
A sua construção foi iniciada em 30 de Janeiro de 1805, depois do príncipe regente Dom João ter autorizado a Câmara a lançar o imposto de dois reais sobre a venda de cada quartilho de vinho e por cada arrátel de carne, para financiar as obras de construção da nova Câmara.
Mais tarde os serviços camarários mudaram de instalações e passou a albergar a Cadeia e posteriormente o Hospital.

Trata-se de um edifício eclético, de dois pisos e planta retangular, onde se destaca a cantaria das molduras que ganham evidência pelo contraste com o pano, e ainda pelo ritmo que a variedade dos vãos imprime à fachada. O pórtico é encimado por cantaria de linhas curvas ligado a pedra de armas com o brasão nacional. A cercá-la, no andar nobre, duas janelas de sacada com guardas de ferro, molduradas com bacias de pedra sobre mísulas.
No interior, o destaque vai para a escada centralizada de patamar alto para onde abrem três portas que dão acesso às divisões do segundo andar.

sábado, 13 de maio de 2017

Praça Brandão de Vasconcelos (Arouca)

País: Portugal
Concelho: Arouca
Freguesia: União das Freguesias de Arouca e Burgo

Praça Brandão de Vasconcelos, Arouca.
O verdadeiro coração da vila de Arouca, local onde as pessoas convivem e se encontram. Está situada mesmo em frente à fachada principal do Mosteiro.
Praça criada no final do século XIX, no local onde existiu a Igreja de São Bartolomeu, fundada no século XVI e que foi derrubada devido às suas precárias condições.
A regeneração do centro histórico de Arouca, iniciada em 2012, contemplaram nesta praça o deslocamento do chafariz do centro para uma das extremidades, a construção de um anfiteatro e o rebaixamento do pavimento em calçada, de modo a favorecer a vista quer da capela da Misericórdia, quer da antiga cadeia. Durante os trabalhos foram encontrados dois crânios e parte da ossada de duas pernas, datadas do período medieval, o que atesta a existência da referida igreja. 

sábado, 29 de abril de 2017

Mosteiro de Arouca

País: Portugal
Concelho: Arouca
Freguesia: União das Freguesias de Arouca e Burgo

Largo de Santa Mafalda e Avenida 25 de Abril, Arouca.
Dedicada a São Pedro, São Paulo e Santa Maria de Arouca.
Está classificado como Monumento Nacional desde 16 de junho de 1910.
É considerada a maior obra em granito construída em Portugal.
Possui uma arquitetura religiosa pré-românica, barroca e classicista.
Foi fundado pelos irmãos Vandilo e Loderigo, nobres de Moldes e filhos do Senhor de Moldes, possivelmente antes do século VIII, embora a época de construção registe as datas de 915-925.
Em 961, depois da morte de Loderigo e Vandilo, os seus descendentes venderam o direito de padroado a Dom Ansur e Dona Eileuva, senhores do vale de Arouca.
Entre os séculos X ao XI, não era mais do que uma pequena casa para religiosos de ambos os sexos.
A partir do século XI, passou a receber apenas monjas da Ordem Beneditina.
No século XII, com o domínio da congregação religiosa por parte de Dom Toda Viegas e família, a sua riqueza e engrandecimento tornaram-se notáveis.
Ainda neste século, Dom Afonso Henriques concedeu vários privilégios e doações às monjas, como foi o caso das cartas de couto de 1132 e de 1143.
Nos primeiros anos do século XIII, o mosteiro passou para a posse da Coroa.
Em 1210, Dom Sancho I deixou-o em testamento à sua filha Dona Mafalda, que aqui ingressou entre 1217 e 1220, trazendo inúmeros benefícios materiais.
Em 1224, a infanta Santa Mafalda, e rainha por casamento com o rei de Espanha, introduziu nele a regra de Cister ou de São Bernardo, e colocou-a sob a dependência de Alcobaça.
Em 1256, aquando da morte de Dona Mafalda, era considerado um dos mais importantes da Península Ibérica.
Em outubro de 1257 recebeu uma importante doação de Dom Afonso III.
Nos séculos XV e XVI foram realizadas diversas obras de reconstrução e ampliação do mosteiro.
No século XVII o mosteiro arde.
No século XVIII o mosteiro foi muito ampliado. Data deste período a construção do imponente edifício tal como o vemos hoje. 
Em 1834, já como mosteiro feminino, viria a extinguir-se em virtude da lei que aboliu as ordens religiosas, e as monjas que permanecem são despojadas a pouco e pouco do seu património, transitando todos os seus bens para a Fazenda Pública.
Em 1886, após a morte da sua última monja, é criada a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, para preservar o culto da padroeira de Arouca e administrar os objetos do convento.   
Do antigo mosteiro do século X e das sucessivas reconstruções medievais, apenas resta um pequeno troço do muro de uma igreja.
Forma um grande retângulo com três pátios interiores de onde se salienta, a norte, a igreja, e, do lado oposto, o antigo celeiro.

A igreja, transformada em Matriz, foi renovada entre 1704 e 1718. É composta por uma capela-mor inserida na tipologia nortenha.
Apresenta um imponente coro com 24 metros de comprimento e 104 esplêndidos cadeirais em talha, datada de 1743. É encimado por 30 pinturas em sumptuosos painéis dourados, a representar a vida de Santa Mafalda e de diversos santos (alguns deles cistercienses). O conjunto é considerado uma das obras-primas da talha portuguesa e do barroco nacional.
Numa das alas da igreja do mosteiro, repousa a urna de Santa Mafalda.
O órgão monumental, datado do século XVIII, é considerado uma raridade. 

Uma grande parte do Mosteiro está ocupado pelo Museu de Arte Sacra, considerado o mais importante espaço nacional particular com estas características, logo a seguir ao da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi criado em 1933, após a morte da última freira, pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda (RIRSM).

Atualmente é possível ver o duplo claustro em estilo neoclássico, iniciado em 1781, a cozinha, o grande refeitório, a sala do capítulo, revestida de azulejos de Coimbra com cenas rurais, e várias salas com pinturas, tapeçarias, mobiliário, ourivesaria, estatuária, arte-sacra, paramentos, livros litúrgicos, o altar-mor e vitrais.
Contém algumas obras do extinto convento, como manuscritos, alfaias e livros litúrgicos, esplêndidas custódias de prata, móveis, tapeçaria, peças de arte religiosa, a imagem de São Pedro em calcário datada do século XV e ourivesaria com destaque para um tríptico gótico e um relicário de Santa Cruz, também gótico.   
A mais valiosa coleção do Museu são os pergaminhos musicais do século XVIII, usados no coro com iluminuras. São cuidadosos trabalhos artísticos que embelezam a primeira e maior letra dos pergaminhos. Estes documentos estão distribuídos por quatro volumes.
Importa referir um minúsculo díptico relicário românico, em prata dourada do século XI e XII, que se suspeita ter pertencido a Santa Mafalda.
Apresenta uma boa coleção de escultura, com peças do século XV e XVI e do melhor período do barroco do século XVIII.
Na pintura, destaque para os quadros designados de pré-primitivos, duas pinturas de André Gonçalves, do século XVIII, mostrando Santa Mafalda a salvar o convento de um incêndio e pinturas de Diogo Teixeira datadas do século XVI. 
O espaço guarda também uma coleção de paramentaria bordada a ouro.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Paradinha

País: Portugal
Concelho: Arouca
Freguesia: Alvarenga

Aldeia tradicional de xisto e lousa, situada num pequeno vale, a escassos metros da margem do rio Paiva, Alvarenga.
A Paradinha é uma aldeia rural que foi constituída ao longo de séculos, por gente que se dedicava ao trabalho da terra. Viviam do gado arouquês e pastorícia, do mel, da cera, da pesca no rio e da caça. Tinham moinhos para moer os cereais, a azenha comunitária para o fabrico do azeite e um lagar para vinho em cada casa.
Os habitantes descolavam-se às feiras e às lojas da freguesia para trocarem os produtos que produziam por outros como o sal, açúcar, arroz, massas, bacalhau, etc. 
Durante a II Guerra Mundial foi atravessada por trabalhadores da exploração do volfrâmio, provenientes de todo o país.
As difíceis condições de vida fizeram com que partissem em busca de uma oportunidade. A maioria emigrou para o Brasil.
No início da década de 1990 não passava de uma aldeia fantasma. Dos 30 moradores que Paradinha tinha na década de 1950 sobraram três que, em 1993, se deslocaram para outro lugar da freguesia. 
Nos anos seguintes, a aldeia transformou-se num amontoado de habitações degradadas e cobertas por denso silvado. 
Na última década, gente da cidade, sedenta de um lugar calmo e paradisíaco, acabou por adquirir as casas.