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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Museu Militar de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça de Camões, no interior da Torre de Menagem do Castelo de Chaves.
Museu fundado em 1978.
Conserva diversos objetos da História Militar Portuguesa, desde a Idade Média aos nossos dias. Do acervo fazem parte armas, uniformes, bandeiras, desenhos e plantas.
O primeiro piso alberga a sala de Dom João I, dedicada à época da Reconquista. Exibe diversos materiais dessa época, com destaque para uma réplica do elmo e espada de Dom João I, uma bandeira da fundação de Portugal e da Ordem de Avis, uma armadura e espadas do século XVII, e miniaturas de guerreiros dos povos que passaram por Chaves até ao século XIV.
O segundo piso é dedicado à temática das Guerras Peninsulares (1808-1815). Foi através da cidade de Chaves que a II Invasão Francesa, liderada pelo Marechal Soult, penetrou em Portugal. O acervo é variado: um Sarilho composto por três Carabinas de Artilharia, uniformes de Infantaria e da Companhia dos Caçadores de Chaves, quadros relativos ao General Silveira, I Marquês de Chaves, e diversas peças de campanha do século XVIII.
O terceiro piso é dedicado à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Alberga o espólio do General José Celestino da Silva, um capacete das tropas alemãs, espingardas, uniformes e várias peças de artilharia.
No piso superior encontra-se a sala dedicada à Guerra Colonial (1961-1974). Trata-se de espólio usado nas províncias ultramarinas pelas forças inimigas, como canhangulos, uma espada gentílica, uma metralhadora ligeira, uma espingarda de repetição, uma pistola-metralhadora de tambor, azagaias, catanas e mocas gentílicas.
Ainda é possível ver nos jardins exteriores, os canhões utilizados para defender os limites da cidade, quer dos espanhóis, quer das invasões francesas.

Capela de Santa Catarina (Chaves)

Portugal \ Vila Real \ Chaves | Santa Maria Maior

Rua 1º Dezembro, Chaves.
Tem origem numa capela mandada construir em 1249, junto ao castelo, por Dom Lourenço Pires de Chaves.
Em 1681, Gregório de Castro Moraes, governador da Província, ordenou a trasladação para a atual localização, dado que interferia com a estrutura defensiva da Praça de Chaves.
O atual templo é uma construção maneirista e barroca, de planta longitudinal simples, com coro-alto. A fachada principal, em cantaria, é rasgada por portal de verga reta enquadrada por pilastras que suportam entablamento onde assenta frontão triangular encimado por cruz e pináculos e, sobre estes, um óculo circular. Os alçados são circunscritos por cunhais apilastrados e termina em empena recortada encimada por sineira albergando a imagem pétrea da padroeira e por catavento de ferro.
O interior é coberto com falsa abóbada de berço em estuque e acolhe um retábulo de talha dourada.

sábado, 22 de setembro de 2018

Pelourinho de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça da República, Chaves, junto à Igreja Matriz de Santa Maria Maior.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 11 de outubro de 1933.
O pelourinho original foi erguido em 1515, um ano após a atribuição do foral concedido por Dom Manuel, em frente aos então Paços do Concelho (demolidos em 1864), na atual Praça onde ainda permanece.
Em 1870 foi apeado e erguido no pequeno largo da Madalena, colocando-se um catavento de ferro cravado no capitel. Mais tarde foi novamente apeado para a construção de um fontanário local.
Em 1911 foi reerguido no Largo de Camões, aproveitando os originais fuste e capitel que estavam guardados, e adicionados a base de um antigo cruzeiro existente próximo da Capela do Pópulo, um pequeno plinto no meio do capitel, uma esfera armilar oriundo de um chafariz e quatro pináculos.
Em 1920 voltou a ser apeado e novamente reerguido em 1934 no mesmo local onde foi erigido o primitivo monumento.

De base cúbica, assenta numa plataforma quadrangular de cinco degraus quadrangulares, possuindo mais um degrau do lado Este, devido ao declive do pavimento da Praça. É encimado por coluna de fuste torçado constituído por três elementos e rematado por capitel onde coexiste uma pirâmide truncada invertida, lavrada nas faces, uma das quais ostentando o brasão real e outra com o brasão de Chaves, encimado por colunelos torcidos nos cantos e um quinto, ao centro, liso e maior, a suportar a esfera armilar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Forte de São Neutel

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Avenida dos Heróis de Chaves, Chaves.
Classificado como Monumento Nacional desde 22 de março de 1938, conjuntamente com o Castelo de Chaves e restos da fortificação abaluartada na cidade, e o Forte de São Francisco.
Foi a configuração do terreno que obrigou à sua construção durante as Guerras da Restauração. A sua edificação, tipo Vauban, foi construída entre 1664 e 1668 sob a orientação do Governador Militar, General Andrade e Sousa.
Em julho de 1912 foi palco de combate entre as forças realistas, comandadas por Paiva Couceiro, e as tropas fieis ao regime republicano.
A partir de 1925 passou a albergar a cadeia comarcã de Chaves, apeada em 1964, sendo a pedra aproveitada nas obras de recuperação do Forte de São Francisco e do muro de suporte do Largo da Lapa.

O traçado geral é relativamente comum, um quadrado com quatro baluartes, de configuração estrelada com dupla linha defensiva e fosso interno, apresentando nos ângulos, guaritas hexagonais. O que lhe dá especial notoriedade são as suas dimensões invulgares, cerca de 200 metros de longo, e o muro na crista da esplanada, que não consta dos tratados de arquitetura militar.
Apresenta uma única entrada, ladeada por possantes pilares, com remates em aleta, os quais amparavam a estrutura da sustentação da ponte levadiça. O portal, em arco de volta perfeita, é encimado por escudo real, ladeado por uma inscrição alusiva à sua edificação e, sobre este, um nicho em arco de volta perfeita.
No interior encontra-se a capela maneirista de Nossa Senhora das Brotas (1611), um antigo edifício militar e um anfiteatro composto por bancadas e palco circular (1994). No fosso interior, junto ao baluarte sudeste, situa-se uma fonte de mergulho. 

domingo, 19 de agosto de 2018

Igreja de Santa Maria Maior de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça de Camões, Chaves.
Igreja Matriz de Chaves.
Classificada como Monumento Nacional.
Templo construído no século XII, em estilo românico, sobre a primitiva igreja de Aquae Flaviae, destruída durante as invasões bárbaras.
Em 1258/9 foi beneficiada de obras, ao mesmo tempo que o castelo.
Em 1462, Dom Afonso, Duque de Bragança é enterrado numa campa rasa da igreja.
Em 1561, o licenciado Domingos Gonçalves, prior da igreja, manda, à sua custa, ampliar e beneficiar a igreja e construir a capela-mor, alterando-lhe o estilo para renascentista e maneirista.

A fachada principal é rasgada por um portal maneirista edificado durante a reconstrução do século XVI. Apresenta arco de volta perfeita, ladeada por pilastras suportando frontão triangular e encimada por óculo circular.
A imponente torre, à esquerda, é um dos vestígios que resta da construção original. É rasgada por duas sineiras por face, em arco de volta perfeita, com molduras e frisos de interligação decorados com boleados, motivos vegetalistas e em ziguezague, tendo na fachada principal uma imagem esculpida de Cristo. O portal da torre, precedido por nártex, tem arco de volta perfeita e tímpano liso, com quatro arquivoltas e molduras decoradas com motivos geométricos ou vegetalistas, assentes em colunelos com capitéis esculpidos de estilização vegetal. A torre tem cobertura em coruchéu.
O portal lateral virado para a Praça da República, data também do século XVI, e é mais rico que o principal. É composto por arco de volta perfeita, moldurado e sobrepujado por dois medalhões com as imagens de São Paulo e São Pedro. Está enquadrada por pilastras assente em plintos, suportando frontão triangular, assente em friso com decoração vegetalista enrolada e zoomórfica.
O interior preserva a estrutura medieval, de três naves e cinco tramos, separados por colunas cilíndricas de granito, sob as quais assentam oito arcos de volta perfeita. Tem cobertura em madeira do século XIX, substituindo a original de abóbada de canhão.
À entrada, o coro-alto prolonga-se pelas três naves e tem balaustrada em madeira pintada. A pia batismal é composta por taça monolítica decorada com motivos vegetalistas e o órgão, datado do século XVII, em estilo tardo-barroco, é de influência alemã. Assenta em duas mísulas, típico da organaria nortenha e é composto por três castelos em meia cana, sendo o central mais elevado, com decoração antropomórfica e vegetalista e coreto de barriga curva.
Ao longo da nave rasgam-se seis capelas laterais e duas colaterais, em arco de volta perfeita, albergando retábulos tardo-barrocos. É iluminada por belos vitrais representando cenas da vida de Nossa Senhora.
O arco triunfal, quebrado, é encimado por painéis de azulejos rococós, monocromos azuis sobre fundo branco, dedicados à Assunção da Virgem.
A capela-mor, mandada construir em 1561, apresenta cobertura de abóbada estrelada em pedra polinervada e revestimento de um friso com inscrição. O retábulo-mor é recente e reaproveita elementos de talha em marmoreados fingidos e dourado, de três eixos, definidos por pilastras, que intercalam três nichos, coroada por Calvário. Ladeando o retábulo, do lado do Evangelho, rasga-se um nicho ladeado por pilastras suportando frontão triangular coroado por urnas laterais e cruz central, possuindo no seu interior fundo relevado com estrelas e o sol e, no teto, um querubim. A capela é antecedida por grade de comunhão, em pau-preto e ladeada por capela lateral e sacristia.
A capela do Santíssimo, adossada à capela-mor pelo lado do Evangelho, e comunicando com a mesma, é coberta por cúpula de pendentes com lanternim e teia em pau-preto com inscrição em metal. Alberga retábulo de talha policroma de três eixos. Os painéis de azulejos azuis e brancos, que ladeiam o vão, são rococós e apresentam temática às Virtudes.
Na parede posterior da capela-mor abre-se a meia altura, um nicho que abriga uma imagem de granito representando a padroeira Santa Maria Maior, considerada uma das mais antigas peças da nossa estatuária. Termina em friso com inscrição e cornija com duas gárgulas, reforçada por contrafortes nos cunhais e coroada por pináculos.
Na igreja encontram-se sepultados os lendários irmãos Ruy e Garcia Lopes que conquistaram a cidade aos sarracenos em 1160 e a entregaram a Dom Afonso Henriques. Por este feito, teriam sido recompensados pelo soberano com os domínios da povoação e seu castelo.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves

A cidade de Chaves, capital do Alto Tâmega, situa-se no noroeste transmontano, no extremo norte do país junto à fronteira com Espanha, a cerca de 64 km a norte da sede de distrito, Vila Real.
Encontra-se a 331 metros de altitude, na orla de uma veiga fecundíssima e vasta, banhada pelo rio Tâmega, que divide a cidade em duas freguesias, ficando a Este da ponte a freguesia da Madalena, e a Oeste a freguesia de Santa Maria Maior.
A cidade é protegida pelo altaneiro castelo e por uma cerca que rodeia o casario histórico, composto por caraterísticas varandas.
Está abrigada a nordeste pela corda montanhosa do Brunheiro e a oeste pelos contrafortes da serra do Larouco.
É um dos mais importantes centros termais da Europa, visitada por milhares de portugueses e estrangeiros.
O concelho de Chaves é composto por 39 freguesias e desenvolve-se ao longo do vale do rio Tâmega, que tem posição central no território concelhio. É delimitado pelas encostas das terras altas em seu redor, a nascente e a poente, de relevos graníticos e xistosos que chegam a atingir os 1000 metros de altitude. Confina a norte com a Comunidade espanhola da Galiza, a nascente pelos municípios de Vinhais e Valpaços, a sul por Vila Pouca de Aguiar e a poente por Montalegre e Boticas.

Terra de ocupações remotas, são muitos os vestígios deixados por civilizações pré-históricas, como por exemplo antas, necrópoles ou interessantes gravuras rupestres. Admite-se mesmo, a possibilidade da existência de povoamento no Paleolítico, comprovado pela existência de um instrumento de pedra encontrado na serra do Brunheiro.
Nasceu como castro no cimo das montanhas, mais tarde romanizado e instalado no vale do Tâmega, onde atualmente se encontra a cidade. O imponente núcleo monumental e centro cívico situar-se-ia no cerro envolvente da área hoje ocupada pela torre de menagem e em todo o espaço anteriormente ocupado pelo castelo medieval. O seu atual recorte lembra ainda o traçado de um acampamento romano, com o Fórum, o Capitólio e a Decumana que seria a rua Direita. Neste perímetro foram encontrados os mais relevantes vestígios arqueológicos romanos.
Ponte Romana de Trajano
A civilização Romana foi a mais marcante para esta região. Edificaram a primeira muralha que envolveu o novo aglomerado populacional, construíram a imponente ponte de Trajano sobre a via Bracara-Asturica, implantaram balneários termais tirando proveito das águas quentes mineromedicinais, erigiram uma barragem e exploraram filões auríferos e outros recursos do solo e subsolo.
No ano 78, o imperador romano Tito Flávio Vespasiano tornou-a sede de município com a denominação de Aquae Flaviae. A povoação converteu-se numa das principais cidades romanas da Península Ibérica. O seu nome significa Águas de Flávio, em homenagem ao imperador e à excelência das suas águas termais. De Flaviae é que derivou o nome de Chaves e por isso os seus habitantes são denominados Flavienses.
Para ela convergiam várias vias romanas: a de Bracara Augusta (Braga), a de Asturica (Astorga), a de Lamecum (Lamego), entre outras menos importantes. Delas sobram marcas espalhadas ao longo de toda a região. A mais famosa é a Via Romana de Chaves a Astorga, que ligava as duas importantes cidades do Noroeste peninsular romano. Esta via atravessava Chaves dirigindo-se depois pela serra até Vinhais, atravessando alguns riachos nos quais ainda restam as famosas pontes romanas.
Após a queda do império romano, Chaves foi invadida pelos povos Bárbaros – Suevos, Visigodos e Alanos -, provenientes do leste europeu.
Aquando da invasão dos Suevos no século III, Xavias era sede de um bispado, conhecendo-se o nome dos bispos Idácio, autor duma crónica dos factos ocorridos no Império Romano entre 379 e 469, e que é a primeira história do reino dos Suevos, e de Cuniuldo.
Em 411, Chaves foi quase destruída devido às guerras entre Frumário e seu irmão Remismundo, que disputavam o direito ao trono. Terminaram com a vitória do primeiro e a prisão do notável bispo Idácio de Chaves, em 26 de julho de 460.
Com o desaparecimento dos Suevos, foi ocupada pelos Godos.
Em 713, os muçulmanos, vindos do Norte de África, invadiram a região e venceram Rodrigo, o último monarca visigodo. A invasão dos árabes provocou a fuga dos cristãos para as montanhas e para os antigos castros. Os novos conquistadores terão reforçado a fortificação.
Em 744, Afonso I de Castela expulsou os árabes que mais tarde a reconquistaram.
Em 888 foi reconquistada por Afonso III o Magno, rei das Astúrias e Leão, que a reconstruiu parcialmente.
Em 923 voltou a cair no domínio mouro.
Em 995 o Magno reconquista a povoação aos mouros e terá dado início à construção de uma cerca.
Em 1080 aparece pela primeira vez a designação de Chaves.
Em 1093, Afonso VI de Leão e Castela, entregou-a como dote à princesa Teresa, quando esta casou com o conde Dom Henrique de Borgonha, passando a integrar os domínios do Condado Portucalense.
Em 1129 voltou a cair em poder dos Sarracenos.
Em 1160 regressou à coroa portuguesa, conquistada pelos lendários irmãos Ruy e Garcia Lopes, que a ofereceram a Dom Afonso Henriques. Por este feito, foram recompensados pelo soberano com os domínios da povoação e seu castelo. Os corpos dos irmãos encontram-se sepultados na Igreja de Santa Maria Maior de Chaves.
Em 1220, foi invadida por Dom Afonso IX de Leão, visando assegurar para a sua esposa, Dona Teresa, infanta de Portugal, a posse dos castelos que o pai desta, Dom Sancho I lhe legara em testamento, e que o irmão, Dom Afonso II lhe reivindicava.
Em 1231 foi devolvida a Portugal, em virtude de negociações tratadas na vila do Sabugal (então leonesa), entre Dom Sancho II e Fernando III de Leão.
Em 1253 realizou-se em Santo Estêvão de Chaves, o casamento de Dom Afonso III com sua sobrinha, a infanta Dona Beatriz, filha ilegítima de Dom Afonso X de Castela, o Sábio. Nesta data, Chaves estaria quase despovoada e diminuída na sua importância.
A 15 de maio de 1258, Dom Afonso III outorga foral à povoação de Santo Estêvão de Chaves, elevando-a à categoria de vila. Assina também o início das obras de reforço das muralhas de Chaves e a edificação da torre de menagem.
Castelo de Chaves
Dom Dinis (1279-1325) deu prosseguimento às obras do castelo, concluindo a maciça e alta torre de menagem e a fortificação muralhada.
Em 1350, recebe uma carta régia com as obrigações tributárias, concedida por Dom Dinis e confirmada por seu filho Dom Afonso IV. Embora não se trate de um foral, este documento régio é emitido para pôr fim a uma contenda entre Chaves e Montenegro.
No contexto da crise de 1383-1385, iniciada com a morte do rei Dom Fernando sem deixar herdeiros masculinos, a vila tomou partido por Dona Beatriz e Dom João I de Castela.
Em 1386, as forças do Condestável Dom Nuno Álvares Pereira, a mando de Dom João I, Mestre de Avis, montou em redor de Chaves um cerco que durou quatro meses (entre janeiro e abril), até à rendição do seu alcaide-mor, Martim Gonçalves de Ataíde. Em recompensa, o monarca doou estes domínios ao Condestável.
Dom Afonso
Em 1401, Dom Nuno incluiu a doação do senhorio de Chaves no dote da sua filha Dona Beatriz quando ela se casou com o conde de Barcelos, Dom Afonso, filho bastardo daquele rei e que foi o primeiro duque de Bragança. Passou assim a ser um senhorio da casa ducal, cuja família ali residiu por longas temporadas a ali faleceu em 1461 contando 90 anos de idade. Por isso, o castelo de Chaves é denominado por alguns escritores como o Castelo do Duque de Bragança.
Em 1483 recebeu a visita de Dom João II que ali permaneceu três dias. O principal motivo da visita prendia-se com a intenção de avaliar o sentimento das populações face ao processo que desenrolava contra Dom Fernando, III Duque de Bragança e Senhor de Chaves, que culminou com a sua execução, por ordem do monarca.
Em 1487, Dom João II confirma a sua Feira Franca anual.
A 7 de dezembro de 1514, Dom Manuel I outorga foral novo à cidade. É na verdade o único foral comprovado.
Em agosto de 1580 é surpreendida pelo ataque espanhol ordenado pelo conde de Monterey e liderado pelo seu irmão Dom Baltazar de Zuñiga. O ataque pretendeu obrigar a vila de Chaves a reconhecer Felipe II de Espanha. Foram feitas prisões e substituíram-se titulares de cargos.
Só em maio de 1581, por ordem de Felipe II, e já como Filipe I de Portugal, é que será reposta a normalidade, restituindo-se Chaves e outros Senhorios da Casa de Bragança à sua legítima posse e ao respeito dos privilégios e direitos que eram já usufruto daquela casa senhorial.
Forte de São Francisco
Durante as Guerras da Restauração (1640-1668), a vila foi beneficiada por várias linhas de muralhas, tendo-lhe sido modernizadas as defesas, adaptadas aos então modernos tiros de artilharia. Foram construídos o revelim da Madalena e os fortes de São Francisco e São Neutel.
Em maio de 1762 cai nas mãos do exército espanhol que ali permanecerá até ao fim desse ano. Obras por concluir, falta de reparações e de manutenção, assim como a pouca preparação das tropas e de armamento, estão na origem do desaire.
Na invasão francesa comandada pelo General Soult, em 1808, Chaves foi a primeira cidade atacada. Depois de algumas lutas, finalmente as tropas francesas conseguiram o objetivo e Chaves foi tomada em 11 de Março. Seguindo em direção ao Porto, Soult deixou apenas uma guarnição em Chaves. Doze dias depois, tropas portuguesas lideradas pelo Brigadeiro Silveira retomaram a praça e os soldados franceses foram feitos prisioneiros, incluindo o governador francês da Praça. Chaves assume desta forma um importante papel na luta contra os franceses.
No período conturbado das lutas liberais, a população flaviense colocou-se maioritariamente ao lado da fação miguelista.
Em 1823, a batalha de Santa Bárbara, às portas da cidade, dá a vitória aos absolutistas que detinham aquela praça de guerra com o apoio da população civil e das guarnições ali estacionadas.
A 20 de setembro de 1837 é celebrada a Convenção de Chaves, após o combate de Ruivães, pondo termo à revolta cartista, conhecida pela revolta dos marechais.
Em 1853 foi criado o atual concelho.
A partir de 1880, várias instalações militares começam a ser utilizadas para fins civis. Outras estruturas serão demolidas ou amputadas e o crescimento da vila acabará por absorver e ocultar grande parte das cortinas e baluartes da maior praça de guerra transmontana.
A 8 de julho de 1912, Chaves foi palco de violentos combates numa tentativa de restauração da monarquia, entre as forças realistas de Paiva Couceiro e as do governo republicano chefiadas pelo coronel Ribeiro de Carvalho, de que resultou o fim da primeira incursão monárquica.
Em 1919, Chaves foi distinguida com a Ordem Militar da Torre e Espada.
A 12 de março de 1929 foi elevada à categoria de cidade, pelo então Presidente da República Marechal Carmona.
Em 2013, algumas das suas freguesias foram anexadas passando de 51 para 39 sedes.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Igreja da Misericórdia de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Largo Caetano Ferreira, Chaves, adossada ao antigo Hospital da Misericórdia.
Construção de finais do século XVII, em estilo barroco. Começou a ser construída em 1532 e terá sido erguida no local onde se encontrava uma capela dedicada a Nossa Senhora das Lágrimas, de inícios do século XV, que servia os vizinhos Paços dos Duques de Bragança.
É precedida por uma ampla escadaria, executada em 1921, no local onde funcionou, até 1839, um cemitério.
Apresenta uma frontaria cuidadosamente decorada, organizada em três panos e dois registos. Três portais antecedem a galilé, sendo o central mais largo, encimado no corpo superior por um esquema semelhante, mas com janelas resguardadas por balaustradas de madeira. O conjunto é separado por pilastras, tendo fronteiro colunas torsas sobrepostas, com capitel coríntio e remates em coruchéu. Termina em frontão com nicho integrando painel com Mater Omnium, ladeado por volumosas aletas com ornamentação vegetalista e coroado em frontão de volutas interrompido por cruz latina, entre coruchéus.
Adossado à fachada lateral direita encontra-se a Provedoria, datada de 1601, com a sua fachada linear e singela, contrastando com a rica decoração da igreja. É apenas animada pela balaustrada da janela e pelo frontão triangular. Lateralmente, uma robusta pilastra é sobrepujada por sineira coroada por cruz latina de reduzidas dimensões.
O interior, de uma só nave, é caraterizado por uma exuberante decoração. 
Sob a galilé situa-se o coro-alto composto por balaustrada granítica. 
As paredes são totalmente revestidas de valiosos painéis de azulejos azuis e brancos do século XVIII, ilustrando vários motivos e cenas bíblicas (Bodas de Canã, Ressurreição de Lázaro e Multiplicação dos Pães), atribuíveis a Oliveira Bernardes.
Cobre a nave, um teto de madeira pintada, de ornamento floral, tendo ao centro representada a Visitação. Nas extremidades figuram a esfera armilar coroada e o escudo nacional também coroado. Em redor, um enquadramento constituído por uma balaustrada com querubins sobre plintos, segurando grinaldas e castelãs. Obra pintada em 1743, assinada por Jerónimo da Rocha Braga.
O altar-mor é constituído por um grande retábulo de talha dourada e policroma, construído no século XVIII, em estilo barroco, profusamente decorado com querubins, cachos, folhagens, volutas e colunas torsas, apresentando planta de três eixos verticais, tendo ao centro uma ampla tribuna coroada por anjos de vulto que enquadram as arquivoltas do remate. Alberga um trono volumoso sob cobertura em caixotões. Saliente encontra-se um sacrário coroado por crucifixo com a imagem escultórica de Cristo com cabeleira.
Na sacristia estão pinturas das quais merece menção uma tábua do século XVII representando o Purgatório. 
Uma tela do século XVI, representando a Visitação, tem a assinatura de Afonso Sanches Coelho.
A fachada posterior assenta no paramento externo da cerca urbana medieval.

sábado, 7 de julho de 2018

Museu da Região Flaviense

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça de Camões, Chaves.
Instalado no Paço dos Duques de Bragança.
Inicialmente recebeu o nome de Museu da Região Flaviense, mas posteriormente foi atribuída esta designação à rede de museus municipais, que abrange os vários museus temáticos da região, passando este museu, que encabeça a rede, a designar-se por Núcleo de Arqueologia e de Pré-História.
A sua origem remonta a 1929, aquando da passagem de Chaves de vila a cidade. A primeira casa foi na antiga igreja do Convento das Freiras.
Em 1945 foi transladado para uma casa senhorial que integrava a capela de Santa Catarina, no Largo do Anjo (atual 8 de julho).
Está, desde 1978, instalado no atual edifício.
Possui um acervo onde está reunido, essencialmente, arqueologia e etnografia recolhida durante dezenas de anos por arqueólogos amadores, doações de filantropos e beneméritos e ainda do resultado das diversas escavações arqueológicas levadas a cabo na região. O espólio remonta entre o III milénio a.C. e o período correspondente à romanização.
Os primeiros vestígios datam do Calcolítico. Do seu acervo fazem parte objetos líticos (machados, enxós, pontas de seta, lâminas, etc.), cerâmica (vasos decorados), objetos de adorno (contas de colar e elementos de fiação e tecelagem), metais (punhais, pontas de lança, machados, anéis, braceletes, argolas, etc.), estátuas em pedra (estelas e menires) e elementos de moagem (mós).
Do período romano conserva uma das mais ricas coleções epigráficas, nomeadamente de caráter votivo, honorifico, funerário e viário. Destaque para a coleção numismática, objetos de adorno, cerâmica, materiais de construção, estatuetas e elementos de fiação e tecelagem. Realce ainda para as aras, uma lápide alusiva a um combate de gladiadores, a estátua de Faiões e os utensílios de uso quotidiano.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Paços do Concelho de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça de Camões, Chaves. 
Edifício construído na primeira metade do século XIX para residência de António de Souza Pereira Coutinho, Morgado de Vilar de Perdizes.
Em 1861, ainda inacabado, foi adquirido pela Câmara Municipal que termina as obras e o adapta para servir como sede da sua administração. 
A fachada principal é composta por três pisos, com três panos simétricos definidos por pilastras toscanas, sendo o central, de dois registos, rasgado por pórtico de verga abatida moldurada e ladeado por dois óculos ovalados com moldura alteada coroada por cornija em empena. Termina em frontão triangular com brasão coroado no tímpano e rematado por relógio moldurado de pedra decorada com volutas e motivos fitomórficos assente em altas aletas. 
No seu interior destaca-se a imponente escadaria em granito que dá acesso aos andares superiores, o silhar de azulejos azuis com temática campestre, e o salão nobre.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Convento de São Francisco

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Alto da Pedisqueira, no interior do Forte de São Francisco.
Tem origem no convento de São João da Veiga, pertencente à Ordem dos Templários e fundado durante os primórdios da nacionalidade, nos arredores da vila. No século XVII, já sob a alçada da Ordem da Soledade de São Francisco, foi transferido para o atual local. As obras foram iniciadas em 1635 e o novo convento foi dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Para a sua construção muito contribuiu Dom João IV de Portugal, VIII Duque de Bragança. Durante a sua edificação, teve de ser abraçado pelo perímetro fortificado da vila, de forma a neutralizar a ameaça daquela colina à segurança imediata de Chaves.
É composto por igreja de estrutura maneirista, de planta retangular constituída por nave única e capela-mor, campanário e claustro.
A fachada principal da igreja possui nártex, rasgado por três arcos assentes em pilastras toscanas, sendo a central maior, e encimada por janela. Os arcos são sublinhados por friso horizontal, coroado por esferas sobre plintos embebidos no alinhamento das pilastras. Termina em frontão triangular, integrando nicho no tímpano. Interiormente tem coberturas em falsas abóbadas de berço, coro alto, púlpito e retábulos.
À fachada lateral esquerda adossa-se a capela de São João Baptista, com abóbada decorada com pinturas murais barrocas.
O campanário, à direita, é rasgado por dois óculos e, sobre a cornija, duas sineiras. Termina em frontão volutado vazado por óculo, coroado por fogaréus e bola central.
O claustro, de planta quadrangular, tem dois pisos, o primeiro com arcada de arcos abatidos sobre colunas, conservando visível parte do antigo sistema de condução das águas pluviais, e o segundo por colunata toscana, com cornija sobre colunas, assente em muretes.

Após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, funcionou como Hospital Militar (a partir de 1838), Escola Primária (1842), Ciclo Preparatório (1974) e alojamento para 17 famílias de retornados das ex-colónias (1974). A adaptação a Pousada foi iniciada em 1994, projeto de Eduardo Coimbra Brito e Pedro Jalles Ferreira e ficou concluída em 1997.

domingo, 10 de junho de 2018

Forte de São Francisco

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Rua da Pedisqueira, Chaves, implantada na elevação mais a norte da cidade. Alberga no seu interior uma unidade hoteleira.
Está classificado como Monumento Nacional desde 22 de março de 1938, conjuntamente com o Castelo de Chaves e restos da fortificação abaluartada na cidade, e o Forte de São Neutel.
Foi construído no local onde a Ordem de São Francisco estava a erguer um novo convento. Teve de ser abraçado pelo perímetro fortificado e integrado no recinto, de forma a neutralizar a ameaça daquela colina à segurança imediata da então vila.
A sua construção teve início a 26 de maio de 1644, sob a direção do Governador Militar, Dom Rodrigo de Castro, Conde de Mesquitela. A obra ficou concluída em 1647.
Apresenta planta em estrela regular, com quatro baluartes pentagonais, destacados nos ângulos de um retângulo. Nos ângulos dos baluartes elevam-se guaritas circulares rematadas por cornija e cobertas por domo.
O portal principal, em arco de volta perfeita, é ladeado por possantes pilares suportando segmento de frontão, encimado por espaldar com escudo nacional e terminado em frontão interrompido por bola. É rematado por guarita hexagonal com cobertura piramidal coroada por pináculo também piramidal. Ladeiam o espaldar os sulcos verticais para recolher as traves em ferro, de suporte da ponte levadiça em madeira, que a precede, sustentada por duas correntes de ferro. Possui trânsito abobadado seccionado por tripla porta.
À saída do trânsito estrutura-se uma ampla avenida, arborizada e ladeada por muros de pedra, desembocando num largo de distribuição para os diferentes edifícios que constituem a Pousada. A nascente situa-se o antigo Convento de São Francisco e o primitivo Hospital militar, interligados atualmente por novos corpos, e a poente dispõe-se um edifício em L invertido que corresponde aos antigos edifícios militares.
A entrada Oeste é a mais recente, constituída por um arco de volta perfeita, enquadrada por moldura retangular e terminada em friso e cornija reta. É rematada por brasão com as armas de Portugal.
A entrada Este, de grande simplicidade, foi construída para serviço dos frades do convento. Apresenta portal em arco de volta perfeita, sendo acedida por escadaria de pedra.

A 25 de março de 1809, o General Silveira, com as tropas e milícias transmontanas ao seu comando, assaltou e tomou a praça de Chaves, guarnecida por tropas franceses do exército de Soult, as quais, refugiando-se neste forte, foram obrigadas a render-se, após renhidos combates nos dias 21 a 24.
Em 1974, foi cedido para instalar o Ciclo Preparatório de Chaves e para alojar 17 famílias de retornados das ex-colónias.
Em 1994 deu-se início à construção da Pousada, projeto do arquiteto Eduardo Coimbra Brito e Pedro Jalles Ferreira. Ficou concluído em 1997, sendo inaugurada em maio.

domingo, 29 de maio de 2016

Castelo de Chaves

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Santa Maria Maior

Rua Infantaria 19, Chaves.
Está classificado como Monumento Nacional desde 22 de março de 1938.
A sua origem remonta aos romanos que terão edificado a primeira cintura de muralhas que envolveu o aglomerado.
No século VIII, os muçulmanos terão reforçado a fortificação.
Em 888 foi tomada por Afonso de Leão que determinou a reconstrução das suas defesas. Esta edificação é atribuída ao conde Odoário.
Sucedem-se as destruições e reconstruções das suas muralhas por parte dos árabes e cristãos.
Entre 1258 e 1259, Dom Afonso III mandou reconstruir as muralhas e deu início à edificação da torre de menagem. A construção desta torre foi uma resposta à construção do Castelo de Monterey, no lado oposto da fronteira, no reino da Galiza. As obras de fortificação estiveram encarregues a Fernando Fernandes Cogominho.
Dom Dinis, seu sucessor, deu prosseguimento às obras, concluindo a torre de menagem e a cerca da vila.
Data de 1509 a representação mais antiga que se conhece do Castelo de Chaves, desenho de Duarte d’Armas. Mostra um castelo de planta quadrangular, com quatro torres circulares nos quatro ângulos. Isolada no canto sudoeste situa-se a torre de menagem que ainda hoje subsiste. Um segundo perímetro de muralhas encerrava o castelo e a vila.
Durante as Guerras da Restauração (1640-1668), o castelo foi modernizado e adaptado para o sistema abaluartado, ao estilo Vauban. Foram reconstruidas as muralhas, mais baixas, escavados fossos, e erigidos o revelim da madalena e os fortes de São Francisco e São Neutel. O novo sistema defensivo multiplicou por três o perímetro da área fortificada. O traçado original de toda a estrutura defensiva da vila ficou a dever-se ao francês Michel L’École. 
No contexto da Guerra Peninsular, as suas defesas voltariam a ser guarnecidas.
A partir de 1880 começam a ser utilizadas várias instalações militares para fins civis. Outras estruturas serão demolidas ou amputadas e o crescimento da vila acabará por absorver e ocultar grande parte das cortinas e baluartes da maior praça de guerra transmontana.
O atual conjunto é marcado pelo castelo medieval, em posição dominante sobre a cidade, com planta retangular compreendendo a torre de menagem e, externamente, fortificações abaluartadas ao estilo Vauban. O sistema defensivo de Chaves tem aspetos que são únicos em Portugal. Não há nenhum outro caso com uma obra exterior do outro lado de um rio, ou um forte destacado com as dimensões e a importância de São Neutel.
Do castelo medieval sobreviveu apenas parte da muralha e a torre de menagem.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Paço dos Duques de Bragança (Chaves)

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Santa Maria Maior

Praça de Camões, Chaves.
Alberga o Museu da Região Flaviense.
Edifício mandado construir por Dom Afonso, I Duque de Bragança. A construção terá começado em 1410 e terá terminado em 1446. Não terá sido uma residência digna de um nobre, mas antes um pequeno albergue.
O atual edifício foi mandado construir em 1739 pelo Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, General Francisco da Veiga Cabral, para servir como quartel da Guarda Principal da praça-forte de Chaves e como prisão militar. Era composto apenas por um piso.
Após as obras de ampliação do quartel no início da década de 1940, chegou a possuir três pisos, quando aí funcionaram as casernas de um Regimento de Infantaria. Destas obras resultaram a destruição de dois panos da muralha medieval.
Em 1962 procedeu-se ao apeamento do último piso.
De salientar o belo portal encimado pelas armas reais, em pedra.

sábado, 30 de abril de 2016

Vilarinho das Paranheiras

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)


Aldeia situada a 2 km de Vidago e a 15 km de Chaves.
Localiza-se na margem esquerda do rio Tâmega.
O povoado desenvolve-se junto à estrada nacional, estando o núcleo histórico situado mais para o interior. É composto por um interessante casario tradicional, com algumas belas fachadas e janelas.

O seu território é ocupado desde tempos longínquos, comprovado pela existência do Castro da Ribeira de Vilarinho, posteriormente romanizado.
Durante as invasões francesas, foi nesta terra que os soldados invasores escolheram para atravessar o rio Tâmega, para a margem direita, provavelmente pelos pontões de pedra ainda existentes e onde o rio tem menos profundidade. 
Em 2013, a sua freguesia foi anexada à de Vidago.

Arcossó

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)

Aldeia situada a 3 km a noroeste de Vidago e a 18 km a sudoeste de Chaves, na fronteira com os concelhos de Vila Pouca de Aguiar (Capeludos) e Boticas (Pinho).
Localiza-se no cabeço de um monte, junto à margem do rio Tâmega.
O casario, rural, foi bastante alterado com novos materiais utilizados no segundo quartel do século XX e ainda nas muitas intervenções recentes. No entanto, ainda denota alguma da sua importância passada, confirmada na existência de algumas quintas mais ou menos senhoriais.
É essencialmente agrícola, inserida numa região vinhateira que se prolonga por toda a ribeira de Oura e pelas margens do Tâmega até Vilarinho das Paranheiras e Anelhe. Além da vinha, é também rica em oliveiras e nas mais variadas árvores de fruto.
A maioria dos habitantes trabalha na vizinha vila de Vidago.

A povoação é antiquíssima, anterior à nacionalidade.
Em 1 de outubro de 1835, Dona Maria II agraciou o arcossense Pedro António Machado Pinto de Sousa Canavarro com o título de Barão de Vila Pouca de Aguiar, mudado posteriormente, a seu pedido, para Barão de Arcossó. Foi o seu único Barão.
Em 31 de dezembro de 1853 foi anexada ao concelho de Vila Pouca de Aguiar.
A 20 de junho de 1925, o então lugar de Vidago cresceu imenso, sendo desanexado da freguesia.
Em 24 de outubro de 1955 voltou a integrar o concelho de Chaves.
Em 2013 a sua freguesia foi anexada à de Vidago.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Parque Termal de Vidago

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)


Alameda António Viana, Vidago.
Parque centenário, criado em 1910, considerado um dos melhores exemplos da arquitetura romântica do século XX em Portugal.
Tem cerca de 70 hectares de parque e floresta, formado pelo Palace Hotel, pelas fontes termais e antigo balneário, campo de golfe e um tranquilo lago.
Apresenta cuidados jardins que convidam ao relax, e cerca de 40 espécies de árvores diferentes, como alfazemas, azevinhos, cameleiras, magnólias, pinheiros e plátanos, algumas das quais centenárias.
É atravessada por riachos e caminhos pedestres. 
O Green de Vidago foi inaugurado em 1936, com projeto do consagrado arquiteto paisagista Philip Mackenzie Ross. É considerado um dos melhores campos de golfe da Europa, com 18 buracos.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Vidago Palace Hotel

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)

Alameda António Viana, Vidago.
Está inserido no interior do centenário Parque Termal.
Luxuoso hotel iniciado em 1908 e inaugurado a 6 de outubro de 1910, um dia depois de instaurada a República. À sua inauguração estava prevista a presença real de Dom Manuel II, mas a revolta republicana obrigou o rei ao exílio.
Foi construído ao estilo neorromântico da Belle Époque, projeto de Ventura Terra. Reflete o esplendor que atingiu Vidago enquanto vila termal, digno de alojar famílias reais e aristocratas e de aliciar o turismo europeu de luxo.
A década de 1960 trouxe o início da sua decadência.
Em 1990 encerrou, reabrindo em 1995 depois de obras de recuperação.
Encerrado para obras em 2009, reabriu com o esplendor de outros tempos, projeto do conceituado arquiteto Álvaro Siza Vieira.
O hotel oferece uma série de serviços como campo de golfe, campos de ténis, piscina, restaurante e um centro de conferências.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Primavera Perfume Hotel

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)


Alameda Teixeira de Sousa, Vidago, em frente ao Hotel Palace.
Belo edifício que nasceu para ser residência de Álvaro Branco, emigrante nos Estados Unidos, que o mandou construir na primeira metade do século XX.
A grande afluência às águas termais de Vidago fez com que começasse a dar algumas dormidas.
Em 1973, o seu genro, Antero Magalhães Rodrigues, mandou ampliar as instalações e constituiu a Pensão Primavera, que ao longo dos anos foi sofrendo diversas ampliações, como o aumento dos quartos e a construção do bar.
Em outubro de 2010 a Pensão Primavera encerra para dar lugar a uma profunda reestruturação. Surge o Primavera Perfume Hotel, em dezembro de 2011, onde o elemento água, natureza e os aromas são o mote. 
O hotel dispõe de bar, restaurante e piscinas interior e exterior.