Concelho: Vila Verde
Freguesia: Soutelo
lugares, património, lazer, artesanato, gastronomia, figuras, festas e tradições
Largo de São João, São João de Ovar.
Localizada no interior de adro murado,
ligeiramente sobrelevado, com acesso por escadas.
Capela transformada em igreja paroquial.
Construída em finais do século XVII.
O seu alpendre, diante da fachada, foi
removido cerca de 1965.
A
fachada principal, revestida a azulejos, é rasgada por portal de entablamento
ladeado por grandes postigos retangulares. Encimada por empena com cornija na
base, contendo no interior óculo losangular e relógio junto do vértice.
No eixo, torre sineira estreita, construída
em 1935, de planta quadrangular. Rasgada em três faces por ventanas de arco
pleno. Termina em cobertura piramidal coroada por cruz, rodeada nos ângulos por
pináculos.
No
interior, o arco triunfal é composto por pilastras com as faces decoradas de
almofadas corridas. Era o antigo arco do retábulo-mor, elevado em 1924, para servir
como arco triunfal da nova capela-mor.
O retábulo principal, em talha dourada, é
originário da capela de São Pedro. É constituído por quatro colunas torcidas
decoradas com pâmpanos aves e crianças, suportando entablamento e três arcos. Quanto
às imagens representadas, destaca-se a Virgem com o Menino, de oficina coimbrã
do século XVI, bem como um São João Baptista, também de execução coimbrã, do
século XVII.
No
exterior, merece motivo de interesse, o túmulo em granito com tampa, segundo se
crê, do primeiro pároco da paróquia de Cabanões, Alfonso Petri Capellanus, e as
bases dos pilares do desaparecido alpendre.
monumentos.gov.pt
Rua Dr. Miguel Fonseca, Barcelos.
Assenta numa plataforma poligonal de granito, sobranceira à ponte medieval.
Está classificado como Monumento Nacional desde junho de 1910.
Paço senhorial construído entre
1406 e 1419, por ordem de Dom Afonso, VIII Conde de Barcelos e I Duque de
Bragança, para lhe servir de residência.
Apesar de ter sido desmantelado
ao longo dos séculos, conhecem-se as suas proporções originais. Era composta
por seis casas torres, sendo uma delas, sobre a ponte, a mais alta de todas. Sobre
a porta desta exibia uma estátua, datada de 1732, representando Barcelos.
O edifício foi-se arruinando
durante séculos e algumas das paredes foram desmanteladas. Alguma da pedra foi empregue
para a construção da torre sineira da matriz e para diversas construções como
por exemplo, calcetar diversas ruas.
Em 1874, o paço foi doado ao
Município de Barcelos, ficando este obrigado a conservar as ruínas e dar-lhe
utilidade.
Atualmente é composto por três corpos incompletos, de diferentes tamanhos, de onde se destaca a elevada chaminé tubular. As fachadas são rasgadas por portais em arco quebrado e angular e por janelas de verga reta, algumas com cruzeta (influência francesa) e conversadeiras interiormente.
Nas ruínas do paço foi
instalado, em 1920, por iniciativa do Dr. Miguel da Fonseca, um museu arqueológico
municipal, com o nome Museu Lapidar de Barcelos, com o objetivo de guardar as
peças recolhidas por todo o concelho. O seu nome seria alterado, na década de
1940, para Museu Arqueológico Municipal de Barcelos. Faz parte do seu acervo o
Cruzeiro do Senhor do Galo que conta a famosa Lenda do Enforcado e do Galo de
Barcelos, e a cabeça da estátua de Barcelos, exposta numa mísula colocada na
fachada sul do paço.