País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Santa Maria Maior
Rua Infantaria 19, Chaves.
Está classificado como Monumento Nacional
desde 22 de março de 1938.
A sua origem remonta aos romanos que terão
edificado a primeira cintura de muralhas que envolveu o aglomerado.
No século VIII, os muçulmanos terão
reforçado a fortificação.
Em 888 foi tomada por Afonso de Leão que
determinou a reconstrução das suas defesas. Esta edificação é atribuída ao
conde Odoário.
Sucedem-se as destruições e reconstruções
das suas muralhas por parte dos árabes e cristãos.
Entre 1258 e 1259, Dom Afonso III mandou
reconstruir as muralhas e deu início à edificação da torre de menagem. A construção
desta torre foi uma resposta à construção do Castelo de Monterey, no lado
oposto da fronteira, no reino da Galiza. As obras de fortificação estiveram
encarregues a Fernando Fernandes Cogominho.
Dom Dinis, seu sucessor, deu prosseguimento
às obras, concluindo a torre de menagem e a cerca da vila.
Data de 1509 a representação mais antiga
que se conhece do Castelo de Chaves, desenho de Duarte d’Armas. Mostra um
castelo de planta quadrangular, com quatro torres circulares nos quatro ângulos.
Isolada no canto sudoeste situa-se a torre de menagem que ainda hoje subsiste. Um
segundo perímetro de muralhas encerrava o castelo e a vila.
Durante as Guerras da Restauração
(1640-1668), o castelo foi modernizado e adaptado para o sistema abaluartado,
ao estilo Vauban. Foram reconstruidas as muralhas, mais
baixas, escavados fossos, e erigidos o revelim da madalena
e os fortes de São Francisco e São Neutel. O novo sistema defensivo multiplicou por três o perímetro
da área fortificada. O traçado original de toda a estrutura defensiva da vila
ficou a dever-se ao francês Michel L’École.
No contexto da Guerra Peninsular, as suas
defesas voltariam a ser guarnecidas.
A partir de 1880 começam a ser utilizadas
várias instalações militares para fins civis. Outras estruturas serão demolidas
ou amputadas e o crescimento da vila acabará por absorver e ocultar grande
parte das cortinas e baluartes da maior praça de guerra transmontana.
O atual conjunto é marcado pelo castelo
medieval, em posição dominante sobre a cidade, com planta retangular compreendendo
a torre de menagem e, externamente, fortificações abaluartadas ao estilo
Vauban. O sistema defensivo de Chaves tem aspetos que são únicos em Portugal. Não
há nenhum outro caso com uma obra exterior do outro lado de um rio, ou um forte
destacado com as dimensões e a importância de São Neutel.
Do castelo medieval sobreviveu apenas
parte da muralha e a torre de menagem.
lugares, património, lazer, artesanato, gastronomia, figuras, festas e tradições
domingo, 29 de maio de 2016
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Paço dos Duques de Bragança (Chaves)
País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Santa Maria Maior
Praça de Camões, Chaves.
Alberga o Museu da Região Flaviense.
Edifício mandado construir por Dom
Afonso, I Duque de Bragança. A construção terá começado em 1410 e terá
terminado em 1446. Não terá sido uma residência digna de um nobre, mas antes um
pequeno albergue.
O atual edifício foi mandado construir em
1739 pelo Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, General
Francisco da Veiga Cabral, para servir como quartel da Guarda Principal da
praça-forte de Chaves e como prisão militar. Era composto apenas por um piso.
Após as obras de ampliação do quartel no
início da década de 1940, chegou a possuir três pisos, quando aí funcionaram as
casernas de um Regimento de Infantaria. Destas obras resultaram a destruição de
dois panos da muralha medieval.
Em 1962 procedeu-se ao apeamento do último
piso.
De salientar o belo portal encimado pelas armas reais, em pedra.
sábado, 30 de abril de 2016
Vilarinho das Paranheiras
País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Aldeia
situada a 2 km de Vidago e a 15 km de Chaves.
Localiza-se na margem esquerda do rio
Tâmega.
O povoado desenvolve-se junto à estrada
nacional, estando o núcleo histórico situado mais para o interior. É composto por
um interessante casario tradicional, com algumas belas fachadas e janelas.
O seu território é ocupado desde tempos
longínquos, comprovado pela existência do Castro da Ribeira de Vilarinho, posteriormente
romanizado.
Durante as invasões francesas, foi nesta
terra que os soldados invasores escolheram para atravessar o rio Tâmega, para a
margem direita, provavelmente pelos pontões de pedra ainda existentes e onde o
rio tem menos profundidade.
Em 2013, a sua freguesia foi anexada à de Vidago.
Em 2013, a sua freguesia foi anexada à de Vidago.
Arcossó
País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Aldeia
situada a 3 km a noroeste de Vidago e a 18 km a sudoeste de Chaves, na
fronteira com os concelhos de Vila Pouca de Aguiar (Capeludos) e Boticas
(Pinho).
Localiza-se no cabeço de um monte,
junto à margem do rio Tâmega.
O casario, rural, foi bastante alterado
com novos materiais utilizados no segundo quartel do século XX e ainda nas muitas
intervenções recentes. No entanto, ainda denota alguma da sua importância passada,
confirmada na existência de algumas quintas mais ou menos senhoriais.
É essencialmente agrícola, inserida
numa região vinhateira que se prolonga por toda a ribeira de Oura e pelas
margens do Tâmega até Vilarinho das Paranheiras e Anelhe. Além da vinha, é também
rica em oliveiras e nas mais variadas árvores de fruto.
A
maioria dos habitantes trabalha na vizinha vila de Vidago.
A povoação é antiquíssima, anterior à
nacionalidade.
Em 1 de outubro de 1835, Dona Maria
II agraciou o arcossense Pedro António Machado Pinto de Sousa Canavarro com o título
de Barão de Vila Pouca de Aguiar, mudado posteriormente, a seu pedido, para Barão
de Arcossó. Foi o seu único Barão.
Em 31 de dezembro de 1853 foi anexada ao
concelho de Vila Pouca de Aguiar.
A 20 de junho de 1925, o então lugar de Vidago
cresceu imenso, sendo desanexado da freguesia.
Em 24 de outubro de 1955 voltou a
integrar o concelho de Chaves.
Em 2013 a sua freguesia foi anexada à de Vidago.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Parque Termal de Vidago
País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Alameda
António Viana, Vidago.
Parque centenário, criado em 1910,
considerado um dos melhores exemplos da arquitetura romântica do século XX em
Portugal.
Tem cerca de 70 hectares de parque e
floresta, formado pelo Palace Hotel, pelas fontes termais e antigo balneário, campo
de golfe e um tranquilo lago.
Apresenta cuidados jardins que
convidam ao relax, e cerca de 40 espécies de árvores diferentes, como alfazemas,
azevinhos, cameleiras, magnólias, pinheiros e plátanos, algumas das quais
centenárias.
É atravessada por riachos e caminhos
pedestres.
O Green de Vidago
foi inaugurado em 1936, com projeto do consagrado arquiteto paisagista Philip
Mackenzie Ross. É considerado um dos melhores campos de golfe da Europa, com 18
buracos.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Vidago Palace Hotel
País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União
das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Alameda
António Viana, Vidago.
Está inserido no interior do centenário Parque Termal.
Luxuoso hotel iniciado em 1908 e
inaugurado a 6 de outubro de 1910, um dia depois de instaurada a República. À
sua inauguração estava prevista a presença real de Dom Manuel II, mas a revolta
republicana obrigou o rei ao exílio.
Foi construído ao estilo neorromântico da
Belle Époque, projeto de Ventura
Terra. Reflete o esplendor que atingiu Vidago enquanto vila termal, digno de
alojar famílias reais e aristocratas e de aliciar o turismo europeu de luxo.
A década de 1960 trouxe o início da sua
decadência.
Em 1990 encerrou, reabrindo em 1995
depois de obras de recuperação.
Encerrado para obras em 2009,
reabriu com o esplendor de outros tempos, projeto do conceituado arquiteto
Álvaro Siza Vieira.
O hotel oferece uma série de
serviços como campo de golfe, campos de ténis, piscina, restaurante e um centro
de conferências.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Pavilhão da Água
País: Portugal
Concelho: Porto
Freguesia: União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde
Concelho: Porto
Freguesia: União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde
Estrada da Circunvalação, Porto.
Localiza-se no interior do Parque
da Cidade, junto à sua entrada norte.
Pavilhão construído no âmbito da Expo’98,
em Lisboa, sendo um dos mais visitados do certame. É da autoria dos arquitetos
Alexandre Burmester e José Carlos Gonçalves.
Edifício projetado de forma a dar a
ilusão de estar suspenso no ar.
Foi oferecido pela empresa Unicer à
Câmara Municipal do Porto. Esteve encaixotado durante cerca de quatro anos e só
reabriu as portas no dia 28 de dezembro de 2002.
É gerido, desde 2011, pelas Águas do
Porto.
Representa uma viagem ao fantástico
universo da água enquanto recurso estratégico e essencial à vida, bem como as
ameaças e oportunidades que se colocam.
A interatividade é a marca
distintiva deste espaço que propõe
uma série de experiências, simulam acontecimentos e explicam fenómenos. Estas
experiências interativas conferem aos visitantes o estatuto de construtores do
seu próprio saber, através de diversas ações que permitem constatar a
importância da água e desvendar as suas aplicações diárias, lúdicas e
científicas.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Primavera Perfume Hotel
País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Alameda
Teixeira de Sousa, Vidago, em frente ao Hotel Palace.
Belo edifício que nasceu para ser residência
de Álvaro Branco, emigrante nos Estados Unidos, que o mandou construir na
primeira metade do século XX.
A grande afluência às águas termais
de Vidago fez com que começasse a dar algumas dormidas.
Em 1973, o seu genro, Antero
Magalhães Rodrigues, mandou ampliar as instalações e constituiu a Pensão
Primavera, que ao longo dos anos foi sofrendo diversas ampliações, como o
aumento dos quartos e a construção do bar.
Em outubro de 2010 a Pensão
Primavera encerra para dar lugar a uma profunda reestruturação. Surge o
Primavera Perfume Hotel, em dezembro de 2011, onde o elemento água, natureza e
os aromas são o mote.
O hotel dispõe de bar, restaurante e piscinas interior e exterior.
O hotel dispõe de bar, restaurante e piscinas interior e exterior.
domingo, 10 de abril de 2016
Vidago
País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Vila
termal situada a 17 km de Chaves.
Localiza-se numa enorme depressão de
terreno, onde confluem o rio Avelames e a ribeira de Oura. Está rodeada pelas
serras do Alvão e da Padrela, tendo a norte o histórico pico de Santa Bárbara.
As suas águas de virtudes
terapêuticas deram a Vidago a visibilidade que ainda hoje perdura.
A povoação, dominada pela colina do
Alto do Côto, ainda conserva o esplendor da época áurea do termalismo.
Subsistem belos edifícios da belle époque
com destaque para o Vidago Palace, situado no imenso parque verde onde se localizam
as fontes termais.
Nasceu a partir do Largo do Olmo,
histórica praça rodeada por casas solarengas com capelas privativas.
O
topónimo provém provavelmente do latim Vitris
agrum, que designaria campo ou terra de vinha. Mais tarde evoluiria para Vidiago e mais recentemente Vidago.
O seu povoamento remonta, pelo
menos, a épocas pré-romanas, comprovada pela arqueologia, topografia e da
própria toponímia locais.
Ponto de passagem entre Aquae Flaviae e outras cidades, os
romanos terão aproveitado as suas águas para se curarem.
Data de 1863 a descoberta das
propriedades das suas águas alcalinas. Vidago era então uma pequena aldeia
pertencente à freguesia de Arcossó, irrelevante na geografia continental.
Em 1886 começaram a ser engarrafadas
as águas de Vidago.
No início do século XX tornou-se uma vila
turística de excelência, provavelmente a principal estância turística de
Portugal e uma das principais da Península Ibérica, destino de eleição da
aristocracia portuguesa e europeia, em busca das propriedades terapêuticas das
famosas águas.
A 20 de junho de 1925 foi elevada à categoria de vila.
sábado, 9 de abril de 2016
Santuário do Alto do Côto
País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)
Rua
do Santuário, Vidago.
Santuário plantado no alto de uma colina, dominando toda a vila e boa parte
da ribeira de Oura.
É composto por uma pequena capela e por uma torre.
A capelinha foi erigida pelos vidaguenses
durante a década de 1930. Alberga a sepultura de Dona Eugénia Adelaide Morais
Campilho Malvão, benfeitora dos pobres e que o povo acreditava tratar-se de uma
santa.
A torre foi inaugurada em 4 de
agosto de 1957, também às custas da população. Nele foi instalado um relógio
mecânico que viria a funcionar até 1988, ano em que foi substituído por um
relógio computorizado.
Em 1997, o local foi beneficiado de
obras, da responsabilidade da autarquia. Os coretos foram cobertos,
construíram-se muros de vedação e novas escadas de acesso ao recinto.
Proporciona um excelente miradouro sobre a vila.
Subscrever:
Mensagens (Atom)