quarta-feira, 29 de junho de 2016

Westminster Abbey

Country: England
Region: Greater London
Borough: City of Westminster

Broad Sanctuary, London.
Tem a designação oficial de Collegiate Church of St. Peter in Westminster.
Declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1987.
É considerada uma das mais deslumbrantes igrejas góticas de toda a Inglaterra.
Foi mandada construir em 1050 por Edward the Confessor, no local de uma antiga igreja datada dos séculos VII-VIII. Foi consagrada a St. Peter no dia 28 de Dezembro de 1065.
A sua atual edificação deve-se ao rei Henry II (1154-1189).
Em 1245, Henry III ordenou várias remodelações ao estilo gótico francês, tomando como modelos as catedrais de Reims e Amiens.
Em 1534, Henry VIII, após a cisma com a Igreja Católica, extinguiu os mosteiros e este edifício torna-se no símbolo da soberania britânica universal.
Em 1540 a Abadia de Westminster torna-se Catedral.
O templo mede mais de 150 metros de comprimento e excede os 30 metros de altura.
No interior, as abóbadas góticas conferem-lhe um aspeto majestoso. Relicários, esculturas e o trono da coroação são algumas das suas preciosidades. A destacar também os claustros, o tesouro e o jardim mais antigo do país.
É nesta sumptuosa abadia que decorre, há perto de 1000 anos as cerimónias de coroação, casamentos, baptizados e funerais da monarquia.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Trafalgar Square

Country: England
Region: Greater London
Borough: City of Westminster

Trafalgar Square, London.
A maior praça londrina, símbolo do outrora poder britânico.
Encontra-se ladeada pela National Gallery, Canada House, South Africa House e a famosa silhueta da igreja de St. Martin-in-the Fields.
A vitória naval do almirante Nelson sobre a frota franco-espanhola em frente a Trafalgar no ano de 1805 – que terminou com a morte de Nelson – está na origem da construção desta praça, projetada por Nash em 1820 e construída em 1840 por Sir Charles Barry.
Os símbolos desta praça são a coluna de Nelson, as estátuas vitorianas de grandes generais ingleses e as duas fontes.
Aqui confluem Pall Mall, Mall, Whitehall, Charing Cross, a Cockspur Street e ainda Strand.

Tower of London

Country: England
Region: Greater London
Borough: Tower Hamlets

Tower Hill, London.
Classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1988.
É o maior castelo normando do reino, com cerca de 7 hectares.
Foi mandada erigir no século XI por William the conqueror, sobre um antigo acampamento romano. Na época não era mais do que uma construção de madeira.
Só entre 1275 e 1285, durante o reinado de Edward I, é que este forte normando se transformou num castelo medieval. A fortaleza foi ampliada e, à primeira torre, a White Tower, seguiram-se outras doze.
Até James I chegar ao trono (1603-1625), a Tower constituía a principal residência dos reis ingleses.
Outrora, uma torre de vigia erguia-se perto da ponte levadiça sobre o fosso de 38 metros.
É ainda hoje guardado como no século XV, durante o tempo de Henry VII, pelos Beefeaters, os Yeomen Warders, no seu uniforme Tudor tradicional, debruado a vermelho, como manda a tradição. 
A Ceremony of the Keys (Cerimónia das Chaves) resistiu ao passar dos séculos: todos os dias às 22h a Tower é trancada.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Tower Bridge

Country: England
Region: Greater London
Boroughs: Tower Hamlets e Southwark

Tower Bridge Road, London.
Famosa ponte, conhecida em todo o mundo.
Iniciada em 1886, segundo projeto do arquiteto Horace Jones. Inicialmente o projeto tinha um modus operandi demasiado medieval, onde as básculas seriam levantadas por correntes. O projeto foi revisto em conjunto com John Wolfe-Barry e o mecanismo escolhido acabou por consistir num sistema hidráulico, sendo impulsionado por água pressurizada, que por sua vez seria bombeada por máquinas a vapor. Com a morte de Jones, Wolfe-Barry deu às torres um estilo mais aproximado ao vitoriano gótico, à semelhança dos fortes escoceses da Idade Média com as básculas a abrirem como uma ponte levadiça de um castelo. Foi inaugurada em 1894 com a presença do príncipe de Gales, Edward VII.
As duas torres têm 65 metros de altura e foram revestidas a granito vindo da região de Cornwall e pelas pedras de Portland para que a ponte ficasse parecida com a Tower of London.
Atualmente, as suas básculas já não dependem das máquinas a vapor. Um moderno sistema eletrónico é responsável por essa tarefa.
Alberga um museu aberto em Outubro de 1993 que conta a história da sua construção.
Os dois tabuleiros superiores pedestres foram encerrados e hoje albergam a “Tower Bridge Experience” onde se explica o funcionamento da ponte, e dá acesso aos tabuleiros pedonais superiores ou ao tabuleiro inferior. O antigo mecanismo ainda pode ser visto na antiga sala de máquinas da ponte. Os antigos motores a vapor foram reconstruídos com figuras artificiais.
Existe ainda neste local, um restaurante subterrâneo, uma zona de exposições e uma loja de souvenirs.
Ainda continua a ser bastante importante para o tráfego londrino, fazendo parte de um dos mais importantes corredores de tráfego da cidade, o London Inner Ring. 

domingo, 19 de junho de 2016

Temple Bar

Country: England
Region: Greater London
Council: City of London

Paternoster Row, London.
Localizada junto à Saint Paul’s Cathedral.
A única porta que resta na cidade de Londres. Marcava o limite entre as cidades de Londres e de Westminster.
Foi erigida em 1672, durante o reinado do Charles II, para substituir uma estrutura precedente de madeira, que sobreviveu ao grande incêndio de Londres, mas que estava caindo em ruínas. Projeto de Sir Christopher Wren, construção de Joshua Marshall e Knight de Thomas, com estátuas da autoria de John Bushnell.
Até 1878 esteve na junção da Fleet Street com a Stran, altura em que foi desmantelada porque impedia o fluxo de tráfego e a construção do Royal Courts of Justice.
Durante muitos anos não foi encontrado nenhum lugar para ele na cidade até que em 1887, o fabricante de cerveja Sir Henry Meux, adquiriu as pedras e reconstruiu a Bar como passagem na sua propriedade situada no parque de Theobalds, em Hertfordshire. Durante esse período foi declarada como Scheduled Ancient Monument, mas com o passar dos anos sofreu continuamente o vandalismo e a deterioração.
Em 1976, Sir Hugh Wontner fundou o Temple Bar Trust, com a finalidade de retorná-la à cidade.
Em 2001 a Courts of Common Council of the Corporation de Londres decidiu financiar todos os custos da sua remoção e reconstrução. O trabalho começou imediatamente e foi terminado em Novembro 2004. 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Saint Martin-in-the-Fields

Country: England
Region: Greater London
Borough: City of Westminster

Trafalgar Square, London.
Uma das igrejas mais famosas de todo o mundo, dedicada a Saint Martin of Tours. 
Construída no local de uma antiga igreja medieval, o atual edifício foi edificado entre 1722 e 1726 pelo arquiteto James Gibbs (émulo de Wren), em estilo neoclássico.
O seu interior, repleto de galerias, recorda os templos românicos. De salientar a janela veneziana, a leste, e o coro.
A sua popularidade deve-a aos eventos de música clássica e à tradição caritativa de ajuda aos mais vulneráveis e desfavorecidos.
Ainda hoje a BBC World Service transmite inúmeros concertos que têm lugar nesta igreja.
Diariamente (excepto ao domingo), há um Craftsmarket no adro da igreja onde se pode adquirir, a bom preço, obras artísticas e roupa.
Alberga um premiado café na cripta.

domingo, 29 de maio de 2016

Castelo de Chaves

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Santa Maria Maior

Rua Infantaria 19, Chaves.
Está classificado como Monumento Nacional desde 22 de março de 1938.
A sua origem remonta aos romanos que terão edificado a primeira cintura de muralhas que envolveu o aglomerado.
No século VIII, os muçulmanos terão reforçado a fortificação.
Em 888 foi tomada por Afonso de Leão que determinou a reconstrução das suas defesas. Esta edificação é atribuída ao conde Odoário.
Sucedem-se as destruições e reconstruções das suas muralhas por parte dos árabes e cristãos.
Entre 1258 e 1259, Dom Afonso III mandou reconstruir as muralhas e deu início à edificação da torre de menagem. A construção desta torre foi uma resposta à construção do Castelo de Monterey, no lado oposto da fronteira, no reino da Galiza. As obras de fortificação estiveram encarregues a Fernando Fernandes Cogominho.
Dom Dinis, seu sucessor, deu prosseguimento às obras, concluindo a torre de menagem e a cerca da vila.
Data de 1509 a representação mais antiga que se conhece do Castelo de Chaves, desenho de Duarte d’Armas. Mostra um castelo de planta quadrangular, com quatro torres circulares nos quatro ângulos. Isolada no canto sudoeste situa-se a torre de menagem que ainda hoje subsiste. Um segundo perímetro de muralhas encerrava o castelo e a vila.
Durante as Guerras da Restauração (1640-1668), o castelo foi modernizado e adaptado para o sistema abaluartado, ao estilo Vauban. Foram reconstruidas as muralhas, mais baixas, escavados fossos, e erigidos o revelim da madalena e os fortes de São Francisco e São Neutel. O novo sistema defensivo multiplicou por três o perímetro da área fortificada. O traçado original de toda a estrutura defensiva da vila ficou a dever-se ao francês Michel L’École. 
No contexto da Guerra Peninsular, as suas defesas voltariam a ser guarnecidas.
A partir de 1880 começam a ser utilizadas várias instalações militares para fins civis. Outras estruturas serão demolidas ou amputadas e o crescimento da vila acabará por absorver e ocultar grande parte das cortinas e baluartes da maior praça de guerra transmontana.
O atual conjunto é marcado pelo castelo medieval, em posição dominante sobre a cidade, com planta retangular compreendendo a torre de menagem e, externamente, fortificações abaluartadas ao estilo Vauban. O sistema defensivo de Chaves tem aspetos que são únicos em Portugal. Não há nenhum outro caso com uma obra exterior do outro lado de um rio, ou um forte destacado com as dimensões e a importância de São Neutel.
Do castelo medieval sobreviveu apenas parte da muralha e a torre de menagem.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Paço dos Duques de Bragança (Chaves)

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Santa Maria Maior

Praça de Camões, Chaves.
Alberga o Museu da Região Flaviense.
Edifício mandado construir por Dom Afonso, I Duque de Bragança. A construção terá começado em 1410 e terá terminado em 1446. Não terá sido uma residência digna de um nobre, mas antes um pequeno albergue.
O atual edifício foi mandado construir em 1739 pelo Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, General Francisco da Veiga Cabral, para servir como quartel da Guarda Principal da praça-forte de Chaves e como prisão militar. Era composto apenas por um piso.
Após as obras de ampliação do quartel no início da década de 1940, chegou a possuir três pisos, quando aí funcionaram as casernas de um Regimento de Infantaria. Destas obras resultaram a destruição de dois panos da muralha medieval.
Em 1962 procedeu-se ao apeamento do último piso.
De salientar o belo portal encimado pelas armas reais, em pedra.

sábado, 30 de abril de 2016

Vilarinho das Paranheiras

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)


Aldeia situada a 2 km de Vidago e a 15 km de Chaves.
Localiza-se na margem esquerda do rio Tâmega.
O povoado desenvolve-se junto à estrada nacional, estando o núcleo histórico situado mais para o interior. É composto por um interessante casario tradicional, com algumas belas fachadas e janelas.

O seu território é ocupado desde tempos longínquos, comprovado pela existência do Castro da Ribeira de Vilarinho, posteriormente romanizado.
Durante as invasões francesas, foi nesta terra que os soldados invasores escolheram para atravessar o rio Tâmega, para a margem direita, provavelmente pelos pontões de pedra ainda existentes e onde o rio tem menos profundidade. 
Em 2013, a sua freguesia foi anexada à de Vidago.

Arcossó

País: Portugal
Concelho: Chaves
Freguesia: Vidago (União das Freguesias de Vigado, Arcossó, Selhariz e Vilarinho das Paranheiras)

Aldeia situada a 3 km a noroeste de Vidago e a 18 km a sudoeste de Chaves, na fronteira com os concelhos de Vila Pouca de Aguiar (Capeludos) e Boticas (Pinho).
Localiza-se no cabeço de um monte, junto à margem do rio Tâmega.
O casario, rural, foi bastante alterado com novos materiais utilizados no segundo quartel do século XX e ainda nas muitas intervenções recentes. No entanto, ainda denota alguma da sua importância passada, confirmada na existência de algumas quintas mais ou menos senhoriais.
É essencialmente agrícola, inserida numa região vinhateira que se prolonga por toda a ribeira de Oura e pelas margens do Tâmega até Vilarinho das Paranheiras e Anelhe. Além da vinha, é também rica em oliveiras e nas mais variadas árvores de fruto.
A maioria dos habitantes trabalha na vizinha vila de Vidago.

A povoação é antiquíssima, anterior à nacionalidade.
Em 1 de outubro de 1835, Dona Maria II agraciou o arcossense Pedro António Machado Pinto de Sousa Canavarro com o título de Barão de Vila Pouca de Aguiar, mudado posteriormente, a seu pedido, para Barão de Arcossó. Foi o seu único Barão.
Em 31 de dezembro de 1853 foi anexada ao concelho de Vila Pouca de Aguiar.
A 20 de junho de 1925, o então lugar de Vidago cresceu imenso, sendo desanexado da freguesia.
Em 24 de outubro de 1955 voltou a integrar o concelho de Chaves.
Em 2013 a sua freguesia foi anexada à de Vidago.