terça-feira, 21 de abril de 2015

Vista Alegre

País: Portugal
Concelho: Ílhavo
Freguesia: Ílhavo (São Salvador)

Lugar da Vista Alegre, Ílhavo.
Conjunto fabril composto por fábrica, palácio,  capela, museu, teatro e bairro habitacional.
É mundialmente famosa devido à porcelana fina ali fabricada.
A fábrica da Vista Alegre foi fundada em 1824 por José Ferreira Pinto Basto, no lugar da Quinta da Vista Alegre, que pertencera ao bispo de Miranda, Dom Manuel de Moura Manuel.
Este local foi escolhido devido à existência de caulino nas barreiras da ria, à erva barrilha abundante na Gafanha e às matas que davam lenha para aquecer os fornos.

A capela, dedicada a Nossa Senhora da Penha de França, é uma construção do século XVII. 
A fachada é flanqueada por duas torres sineiras corpadas de coruchéus. Sobre o portal encima-se uma grande imagem da padroeira, em calcário de Ançã. 
O interior, encimado por teto  com frescos, é revestido a azulejos. Conserva belas mármores e talha dourada no altar-mor. Num belíssimo túmulo, classificado como Monumento nacional, está sepultado o bispo de Miranda, Dom Manuel de Moura Manuel, obra do escultor francês Claude de Laprade.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Percurso de Salreu

País: Portugal
Concelho: Estarreja
Freguesia: Salreu


Partida/chegada: Centro de Interpretação Ambiental do Bioria, Salreu
Distância: 8,5 km
Duração: 2h30
Dificuldade: fácil
Tipo de percurso: circular, pedonal e ciclável.
Desníveis: inexistentes


Percurso pedestre com início e término no Centro de Interpretação Ambiental do Bioria, junto ao antigo porto de Salreu, na boca do Esteiro homónimo. 
Atravessa várias áreas de enorme beleza paisagística, como campos de arroz, caniçais, juncais e sapais. 
A presença do rio Antuã e do Esteiro de Salreu, ligados por uma rede de valas, permite a comunicação entre todos os habitats, justificando os elevados índices de biodiversidade existentes.
Todo este percurso é acompanhado por placas ilustradas com informações sobre os ecossistemas, as espécies animais e vegetais, os seus costumes, bem como a melhor forma de os observar. 

domingo, 19 de abril de 2015

Praia de Espinho

País: Portugal
Concelho: Espinho
Freguesia: Espinho

Praia urbana situada junto à cidade de Espinho.
Também conhecida por praia da Baía.
Famosa praia composta por um areal extenso de areia fina. É recortada por paredões que tornam o mar manso.
É vigiada e dispõe de vários bares e barracas para alugar.
No areal, é costume encontrar-se diversos campos para a prática de voleibol e futebol de praia.
O seu mar agitado e frio, exibe uma ondulação adequada à prática de desportos aquáticos como o surf ou o bodyboard.
É reconhecida internacionalmente por ser palco de campeonatos europeus e mundiais de bodyboard, surf, voleibol e futebol de praia.

sábado, 18 de abril de 2015

Castelo de Paiva

País: Portugal
Concelho: Castelo de Paiva
Freguesia: União das Freguesias de Sobrado e Bairros

Vila situada a 93 km a nordeste de Aveiro.
É sede de um concelho pertencente ao distrito de Aveiro.
A vila, situada em Sobrado, encontra-se a 253 metros de altitude, rodeada por encostas cobertas de vinhas de enforcado, muito próximo do rio Douro.
O concelho está situado na fronteira entre os distritos de Aveiro, Porto e Viseu.
É limitado a norte pelos municípios de Penafiel e Marco de Canaveses, a este por Cinfães, a sul por Arouca e a oeste por Gondomar.
Supõem-se que topónimo provenha do lugar de Castelo, situado junto à foz do rio Paiva.
O seu território é ocupado desde a pré-história. Abundam no concelho inúmeros vestígios desse período, como mamoas, dólmens e outros monumentos pré-históricos.
Até ao início do século XIX, o concelho era apenas designado por Paiva.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Aveiro

País: Portugal
Concelho: Aveiro
Freguesia: União das Freguesias de Glória e Vera Cruz


Cidade.
Situa-se a 72 km a sul do Porto e a 245 km a norte de Lisboa.
Famosa pela sua ria.
É a cidade dos canais e Capital da Arte Nova.
Está situada em área plana, a 12 metros de altitude, na foz do rio Vouga, sendo porto lagunar e marítimo, em comunicação com a ria através de três canais – o das Pirâmides, o de São Roque e o dos Santos Mártires ou do Matadouro – merecendo por isso o epíteto de Veneza portuguesa.
Aveiro é um município territorialmente descontínuo, visto que compreende algumas ilhas na Ria de Aveiro, e uma porção de península costeira com quase 25 km de extensão que fecha a ria a ocidente.
É limitado a norte pelo município da Murtosa, a nordeste por Albergaria-a-Velha, a leste por Águeda, a sul por Oliveira do Bairro, a sueste por Vagos e por Ílhavo, e com uma faixa relativamente estreita de litoral no Oceano Atlântico, a oeste.
A sua origem está relacionada com um povoado de pescadores, provavelmente anterior aos romanos.
A configuração atual da ria é relativamente recente, pois outrora o mar atingia povoações atualmente situadas muito longe da costa, como por exemplo Alquerubim que dista de Aveiro 15 km para este, atingida pela linha da maré ainda no século XI.
A magnífica situação geográfica propiciou, desde muito cedo, a fixação da população, sendo a salinagem, as pescas e o comércio marítimo fatores determinantes de desenvolvimento.
Aveiro e as suas salinas surgem mencionadas pela primeira vez no testamento da condessa Mumadona Dias, feito a 26 de Fevereiro de 959. Nesse testamento, são legadas ao Convento de Guimarães, salinas em Allavarium. 
A produção de sal, bem essencial para a conservação dos alimentos, e a situação geográfica viriam a transformar a cidade num importante centro marítimo e comercial desde a nacionalidade.
A povoação desenvolveu-se à volta da igreja consagrada a São Miguel (demolida em 1835), que se situava onde hoje é a Praça da Republica.
Em 24 de Abril de 1187, Dom Sancho I doa Aveiro à sua irmã Dona Urraca Afonso.
No século XIV foi doada por Dom João I a seu filho o infante Dom Pedro, duque de Coimbra. Este, no século XV cingiu Aveiro de robustas muralhas e mandou construir vários monumentos.
Em 1434, Dom Duarte promoveu a criação de uma feira franca anual, que se manteve até hoje, a conhecida Feira de Março.
Em 1472, com a vinda da princesa Santa Joana, irmã do rei Dom João II para o Mosteiro de Jesus, Aveiro passou a ter bastante notoriedade. Em 1485, o monarca doou o senhorio da então vila à sua irmã que acabaria por falecer no convento, em 1490.
Em 1495 Dom João II, ao estabelecer o património do seu filho bastardo Dom Jorge, nele incluiu Aveiro.
Em 27 de Maio de 1500 Dom Manuel I confirmou quase totalmente o largo património dado a Dom Jorge, constituindo deste modo os domínios do ducado de Aveiro.
No início do século XVI, era uma vila considerável e próspera, com muitos conventos, igrejas e capelas, enriquecida pelo sal e pelos navios que pescavam o bacalhau na descoberta Terra Nova, fundamental para o seu desenvolvimento.
Em 4 de Agosto de 1515 recebeu o primeiro foral conhecido, dado por Dom Manuel.
Em 1575 a sua riqueza desapareceu de um dia para o outro quando violentas tempestades se abateram sobre a região e assorearam o porto. O canal que até então era navegado pelos barcos de grande envergadura que chegavam à cidade e que fazia a ligação entre a ria e Oceano Atlântico, foi destruído. A partir de então, a ria passou a ser propriedade quase exclusiva dos moliceiros.
A 11 de Abril de 1759, mesmo empobrecida, Aveiro foi elevada a cidade por Dom José.
A 13 de Junho de 1759, Dom José fez executar o último duque de Aveiro, titulo criado em 1547 por Dom João III, cujos bens foram confiscados a favor da Coroa.
A 3 de Abril de 1808, e após várias tentativas, a barra nova de Aveiro foi aberta, tendo sido aproveitada para o efeito muita pedra das muralhas medievais. Com a abertura da nova barra, a cidade conheceu um novo impulso e cresce. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Paradinha

País: Portugal
Concelho: Arouca
Freguesia: Alvarenga

Aldeia tradicional de xisto e lousa, situada num pequeno vale, a escassos metros da margem do rio Paiva, Alvarenga.
A Paradinha é uma aldeia rural que foi constituída ao longo de séculos, por gente que se dedicava ao trabalho da terra. Viviam do gado arouquês e pastorícia, do mel, da cera, da pesca no rio e da caça. Tinham moinhos para moer os cereais, a azenha comunitária para o fabrico do azeite e um lagar para vinho em cada casa.
Os habitantes descolavam-se às feiras e às lojas da freguesia para trocarem os produtos que produziam por outros como o sal, açúcar, arroz, massas, bacalhau, etc. 
Durante a II Guerra Mundial foi atravessada por trabalhadores da exploração do volfrâmio, provenientes de todo o país.
As difíceis condições de vida fizeram com que partissem em busca de uma oportunidade. A maioria emigrou para o Brasil.
No início da década de 1990 não passava de uma aldeia fantasma. Dos 30 moradores que Paradinha tinha na década de 1950 sobraram três que, em 1993, se deslocaram para outro lugar da freguesia. 
Nos anos seguintes, a aldeia transformou-se num amontoado de habitações degradadas e cobertas por denso silvado. 
Na última década, gente da cidade, sedenta de um lugar calmo e paradisíaco, acabou por adquirir as casas.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Praça Visconde de Seabra

País: Portugal
Concelho: Anadia
Freguesia: União das Freguesias de Arcos e Mogofores


Praça Visconde de Seabra, Anadia.
Espaço agradável situado no coração da cidade de Anadia, muito próximo dos Paços do Concelho.
Tem ao centro o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, contornada por repuxos de água. 
Dispõe de zona verde com árvores e canteiros, e bancos de jardim.
A praça está rodeada por interessantes edifícios como o Palácio da Justiça, a Capela de São Sebastião ou a Vila Alegre.

O monumento aos Mortos da Grande Guerra foi inaugurado a 8 de dezembro de 1929, da autoria do anadiense António Joaquim da Conceição. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Capela das Almas da Areosa

País: Portugal
Concelho: Águeda
Freguesia: Aguada de Cima


Rua Vale da Areosa, Lugar de Almas da Areosa, Aguada de Cima.
Templo barroco construído em 1769.
Apresenta planta poligonal composta por nave octogonal e capela-mor retangular, encimada por cupulim.
A fachada principal é rasgada por portal em arco abatido, encimado por janela igualmente em arco abatido ladeada por aletas decoradas com berloques e concheados.
É constituída por abóbada e cantarias em grés regional de tonalidade branca.
Os retábulos datam da segunda metade do século XVIII.
O seu terreiro é palco de uma feira mensal e das festas em honra de São Miguel Arcanjo que tem lugar no último domingo de Setembro.

domingo, 12 de abril de 2015

Chichén Itzá

País: México
Estado: Yucatán
Municipio: Tinum

Chichén Itzá é a mais famosa e mais importante zona arqueológica do mundo Maya-Tolteca. 
É a ruína maya mais bem preservada do México e uma das mais visitadas.
Está classificada como Património da Humanidade pela UNESCO e é considerada como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo.
O nome Chichén Itzá significa “na beirada do poço do povo Itza”.
A data da primeira povoação, na parte sul (a mais antiga), é incerta. A secção norte foi construída durante o século XI.
Centro comercial, religioso e militar, e com uma população superior a 40 000 habitantes, tornou-se na cidade mais poderosa de Yucatán nos últimos séculos da era maya clássica (até ao século XIII), derrotando Cobá, Izamal e outras cidades em guerra.
É a ruína maya com mais imagens arrepiantes da guerra e de sacrifícios.

A grandiosa pirâmide El Castillo de Kukulcán foi construída em 800. Era originalmente coberta de gesso e pintada de vermelho-vivo. Tem 24 metros e engloba uma pirâmide mais antiga, interior, à qual se pode aceder através de uma escadaria estreita a partir do topo do Castillo. O templo situado no cimo desta pirâmide interior contém um chacmool e um trono vermelho-vivo esculpido em forma de jaguar e incrustado com jade. 
Tem um traçado astronómico: as quatro escadarias estão viradas para os pontos cardeais.
Carateriza-se por um conjunto de símbolos do calendário maya: cada escadaria é constituída por 91 degraus, assim as quatro escadarias e a plataforma no topo perfazem 365 degraus, um por cada dia do ano; os 52 painéis em cada um dos lados da pirâmide representam o número de anos do ciclo maya sagrado; e os nove patamares com escadas de cada lado da pirâmide eram divididos pela escadaria em 18 socalcos que simbolizavam os 18 meses do calendário maya.
As serpentes gigantes representavam Serpentes de Visão (elos entre os homens e os deuses, invocados pelos lordes e pelos xamãs durante os rituais) mas também foram associados ao deus serpente mexicano Quetzalcoatl.
No equinócio da Primavera (21 de Março), ocorre uma ilusão de óptica: o sol da tarde incide sobre as caudas das serpentes que ladeiam a escadaria norte do Castillo, e desce pelas suas cabeças mesmo antes do acaso, criando a ilusão de que as duas serpentes estão a subir a pirâmide. No equinócio do Outono (21 de Setembro), ocorre o efeito contrário.

O Observatório, também chamado El Caracol devido à sua forma redonda com escadaria em caracol, era um observatório astronómico. As três fendas nas paredes do seu andar superior apontam para sul e para o sol poente e para a lua nos equinócios da Primavera e do Outono.

sábado, 11 de abril de 2015

Ek'Balam

País: México
Estado: Yucatán
Municipio: Temozón

Ek’Balam (jaguar preto) foi uma cidade e um centro religioso maya importante, que remonta a 600-1000, anterior a Chichen Itzá.
Foi escavada recentemente.
Abarca uma superfície de cerca de 15 km².
É compacta e tem uma invulgar muralha dupla como reforço de defesa. Nas muralhas há fendas no sentido dos pontos cardeais, de onde partem estradas processionais mayas, ou sacheobes (estradas brancas) com mais de 1,5 km. 

A Acrópole é o edifício mais imponente. Trata-se de um palácio pirâmide em plataformas com 30 metros de altura, onde é possível subir. Conserva espetaculares esculturas, especialmente no El Trono, a maior e mais extravagante entrada do templo que se crê ser o túmulo de Ukit-Kan-Lek-Tok, um poderoso governante por volta de 800. Em cada uma das plataformas da pirâmide há bucacos que se pensa serem chultunes (cisternas mayas).