sábado, 5 de janeiro de 2019

Ruinas Romanas da Raposeira

Portugal \ Viseu \ Mangualde \ União das Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta

Quinta da Raposeira, Avenida de Nossa Senhora do Castelo, Mangualde.
As primeiras sondagens arqueológicas ao local deram-se em 1889 por José Alberto Osório de Castro. Mais tarde foram votadas ao esquecimento, sendo retomadas entre 1985 e 1997 sob direção da investigadora Clara Portas.
Os vestígios existentes recordam uma estalagem situada junto ao cruzamento de duas importantes estradas imperiais que ligavam Vissaium (Viseu) a outras cidades romanas vizinhas. Terá sido construída nos inícios do século I, durante o império de Caesar Octavianus Augustos, primeiro imperador romano.
O primeiro espaço corresponde à área de serviços e aposentos destinados aos proprietários e seus criados. Ao centro situavam-se as termas, com o seu espaço aquecido e água sempre corrente. Do outro lado do pátio dispunham-se os aposentos dos hóspedes e, nas traseiras, numa área composta por um outro pátio mais amplo, os estábulos para acolher os animais.

Ermida de Nossa Senhora do Castelo (Mangualde)

Portugal \ Viseu \ Mangualde \ União das Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta

Templo implantado no topo do Monte da Senhora do Castelo, Mangualde, dominando uma vasta região. 
O conjunto composto pela igreja, escadório e capelas anexas e Casa do Ermitão está classificado como Monumento de Interesse Público desde 29 de abril de 2013.
A ermida da Senhora do Castelo foi inaugurada em 1832, a mando de Miguel Paes Sá de Meneses. Substituiu uma pequena capela edificada em finais do século XIV, ex-voto pela batalha de Trancoso em 1385, que existia junto à Casa do Ermitão, demolida após a conclusão da atual.
É antecedida por monumental escadaria de granito decorada por pináculos e dividido em lanços entre os quais surgem quatro capelas (dedicadas respetivamente a Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Encarnação, Nossa Senhora da Visitação e Nossa Senhora da Assunção) decoradas de azulejos rococó que narram os passos mais significativos da Vida da Virgem, terminando na sua glorificação no interior da ermida. A construção do escadório e capelas foram iniciadas em meados do século XVIII.
A igreja, em estilo neoclássico, apresenta linhas graciosas mas simples. Destaque para a sua altíssima torre ameada de 38 metros, elevada a prumo sobre a fachada principal.
O interior, coberto por teto pintado, alberga três retábulos. Uma majestosa imagem de Nossa Senhora do Castelo, datada do século XV e proveniente da anterior igreja, eleva-se no altar-mor, amparando com a mão esquerda o Menino e com a direita, uma romã.
Em 10 de agosto de 1882 recebeu a visita dos monarcas Dom Luiz I e Dona Maria Pia, e dos príncipes Dom Carlos e Dom Afonso.
A 10 de junho de 1896, foi a vez da rainha Dona Amélia e os príncipes Dom Luiz Filipe e Dom Manuel visitarem o local.
O templo é rodeado por frondoso parque.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Penafiel

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Cidade sede de concelho e capital do Vale do Sousa.
Localiza-se a 41 km a Este do Porto, sua sede de distrito.
A urbe está situada numa colina, entre os rios Sousa e Cavalum, sobranceira ao imponente santuário de Nossa Senhora da Piedade.
A cidade é composta por um interessante centro histórico e monumental.

As suas terras são habitadas desde tempos pré-históricos.
Ainda não era chegado o ano 1000 e já as terras de Penafiel sobressaiam entre as mais importantes de Entre-Douro-e-Minho.
Apesar do atual topónimo ser posterior à povoação de Arrifana, que está na origem de Penafiel, esta já aparece em documentos de 1064.
Foi cabeça de Terra (julgado), pelo menos desde 1384, altura em que incluía a freguesia de São Martinho de Moazares e o lugar de Arrifana.
Em 1519 recebeu foral de Dom Manuel I. A sede da paróquia é transferida de São Martinho de Moazares para Arrifana, passando a designar-se São Martinho de Arrifana de Sousa.
Em março de 1741, Arrifana de Sousa foi elevada à categoria de vila por decreto de Dom João V, após deliberação negativa em 1723.
A 3 de março de 1770, Dom José escolhe Arrifana de Sousa para sede episcopal e eleva-a à categoria de cidade, tornando-a na segunda mais antiga do distrito, a seguir ao Porto. Toma o nome do julgado: Penafiel.
A 1 de junho do mesmo ano, o papa Clemente XIV confirma a nova sede episcopal, desanexando-a do Porto. A sua criação ficou em parte a dever-se ao desejo do Marquês de Pombal de afrontar o bispo do Porto, com o qual digladiava havia algum tempo, retirando-lhe assim uma fatia muito significativa da sua diocese e, mais importante que isso, os respetivos rendimentos. A sua área estendia-se até à entrada do Porto, incluindo ainda uma parte da freguesia de Campanhã.
Em 1778, o papa Pio VI extingue a diocese e reintegra-a no Porto.
A 28 de janeiro de 2013, a freguesia de Penafiel passou a agregar as antigas freguesias de Milhundos, Marecos, Novelas, Santa Marta e Santiago de Subarrifana.

Serpe

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Avenida Egas Moniz, à entrada do Jardim do Calvário, Penafiel.
Obra de arte inaugurada a 21 de junho de 2014, da autoria de José de Guimarães.
Escultura em aço pintado, dividida em três módulos. Atinge quatro metros de altura.
Recorda a Bicha Serpe, um dos elementos tradicionais do cortejo do Corpo de Deus, sendo aquele que a encabeça, conduzida pelo seu Juiz ou Mordomo, vestido à moda do século XVIII e que, brandindo um espadalhão, simula dominar e segurar o dragão. A sua participação no cortejo remonta, pelo menos, ao último quartel do século XVIII, ainda no tempo de Arrifana de Sousa. No final da década de 1930 caiu em desuso, acabando por desaparecer do cortejo, para reaparecer no desfile de 1989.

Paço Episcopal de Penafiel

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Rua do Paço e Largo Padre Américo, Penafiel.
Edifício adaptado no século XVIII para residência do primeiro e único bispo de Penafiel, frei Inácio de São Caetano, durante a curta diocese que vigorou entre 1770 e 1778. Nunca foi ocupado pelo bispo, que era confessor da princesa Dona Maria. Residia na corte e nunca se interessou pelo seu bispado. Quando Dona Maria I subiu ao trono, conseguiu a renúncia do Frei e pouco depois pediu a abolição da diocese ao Papa.
A casa anterior pertencia a José de Beça Veloso de Barbosa, Morgado da Venda do Campo (São Martinho de Recezinhos), que a vendeu à mitra de Penafiel. A fachada ostentava o brasão daquela família e, depois de transformada em paço episcopal, passou a exibir no portal da quinta, as armas do ausente bispo.
Mais tarde albergou o Magistério Primário, altura em que lhe foi anexada um pombal ao prédio, e depois foi polo da Universidade Portucalense (entre 1990 e 2004) e albergou ainda serviços administrativos da Câmara Municipal, que acabou por comprar o edifício. Entretanto o pombal foi retirado e edificado no seu lugar um inestético prédio novo. Atualmente hospeda o CESPU-IINFACTS.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Santuário de Nossa Senhora da Piedade e dos Santos Passos

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel


Avenida Zeferino de Oliveira, Penafiel, implantado no monte de São Bartolomeu, o ponto mais alto da cidade.
É também conhecida por Igreja ou Santuário do Sameiro.
Templo romântico iniciado em 1886 e concluído apenas na primeira metade do século XX, obra da autoria do Eng.º Jorge Ferreira Leite, numa versão simplificada e menos dispendiosa do projeto do Eng.º Manuel Maria Ricardo Correia. Foi construído para substituir as primitivas capelas da Piedade e dos Santos Passos, demolidas para a edificação do mercado público.
A torre foi construída em 1898, enquanto a capela-mor data de 1895.
Durante a abertura das valas dos alicerces foi encontrada uma estatueta do deus romano da guerra, Marte, atribuível aos séculos II-III, atualmente exposta no Museu Municipal.
Está rodeado pelo frondoso parque Zeferino de Oliveira, popularmente conhecido por Jardim do Sameiro.
Do seu alto avista-se um excelente panorama sobre a cidade.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Largo Padre Américo e Praça do Município, Penafiel.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 26 de fevereiro de 1982.
É dedicada a Nossa Senhora do Amparo.
Foi construída entre 1621 e 1631 por iniciativa de Amaro Moreira, abade de Ermelo (Mondim de Basto).
O aparecimento de uma imagem de Nossa Senhora da Lapa, em 1764, motivou a construção da torre e da fachada lateral voltada para a Praça da República que, por falta de verbas, não foi acabada.
Entre 1770 e 1778, durante a existência do bispado de Penafiel, foi adaptada a Sé Catedral sob invocação de Nossa Senhora e São José.
A fachada principal, toda em cantaria, é ritmada por pilastras e termina em frontão triangular onde surgem as armas da misericórdia. Ao nível do segundo piso, ostenta um grande nicho com a imagem da padroeira.
A altaneira torre sineira é coberta por cúpula bolbosa forrada a azulejos azuis e brancos.
O alçado lateral inacabado, voltado para os Paços do Concelho, apresenta elementos barrocos. Destaque para a composição central formada pela porta, nicho e óculo. Na parte da fachada que ficou por levantar, ergueu-se a capela de Nossa Senhora da Lapa.
Na cabeceira situa-se a capela do Senhor dos Passos.
A antiga casa do sacristão foi transformada em núcleo museológico de Arte Sacra.

domingo, 11 de novembro de 2018

Praia do Areal da Marinha

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ São Félix da Marinha

Rua Areal da Marinha e Avenida da Liberdade, São Félix da Marinha.
É a praia mais a sul do distrito do Porto. Situa-se entre a Praia das Pedras da Maré (a norte) e a praia da Frente Azul (a sul), separada desta pela ribeira do Mocho, que divide o concelho de Vila Nova de Gaia do de Espinho.
O seu acesso é feito a pé, atravessando a linha de comboio ou pelos passadiços.
Praia sossegada, com um areal muito extenso e espaçoso. Está protegida por um longo sistema dunar repleto de vegetação.
Estacionamento na Rua dos Limites ou na Avenida da Liberdade, no cruzamento com a Rua Principal.

domingo, 4 de novembro de 2018

Estátua do Visconde de Barreiros

Portugal \ Porto \ Maia \ Cidade da Maia

Avenida Visconde de Barreiros e Praça Dr. José Vieira de Carvalho, Maia.
Monumento erguido no século XIX, em honra de José da Silva Figueira, Visconde de Barreiros (1838-1892), uma das figuras mais importantes da história da Maia. Ainda jovem, partiu para o Brasil para construir fortuna, regressando posteriormente para a cidade natal, ajudando a construir várias infraestruturas.
O monumento é composto por uma estátua do Visconde, em mármore, sobre pedestal alto de granito. A figura apresenta uma postura elegante, com o braço direito por entre botões do casaco e o braço esquerdo sobre um pedestal com dois livros. Um relógio de bolso reforça a exuberância do seu vestuário. 
Foi colocada originalmente no frontão de uma escola primária mandada edificar pelo próprio. Após a demolição da escola, ficou num pequeno jardim, passando mais tarde para o centro da Avenida Visconde de Barreiros, num separador central e, posteriormente para o local atual.

sábado, 27 de outubro de 2018

Sobral de Monte Agraço

Portugal \ Lisboa \ Sobral de Monte Agraço \ Sobral de Monte Agraço


Vila sede de concelho, localizada a 46 km a norte de Lisboa. 
O aglomerado urbano situa-se junto da margem direita do rio Sizandro.
A urbe tem o seu coração na Praça Dr. Eugénio Dias, marcada pela traça tardia, contemporânea de Dom José, onde se destacam os paços do concelho, a igreja e o chafariz, todos mandados edificar em 1771 por Inácio da Cruz Sobral.

O primitivo povoamento terá começado a partir do Monte Agraço, a cerca de quatro quilómetros da atual sede de concelho. A instalação humana no local deveu-se às terras férteis e irrigadas do vale do Sizandro, muito favorável à agricultura.
Em 1186, o então reguengo do Soveral foi doada pelo rei Dom Sancho I ao bispo e cabido de Évora.
Durante as Inquisições de Dom Afonso III, no século XIII, surgem referências à povoação, relativas à igreja de Santa Maria de Monteagraço.
Data de 1352 um trespasse do rossio de Montagraço a Gonçalo Pires Ribeiro, confirmado por Dom Dinis.
A partir do século XV, o povoamento que era até então disperso, começou a ser concentrado.
Em 1518 recebeu foral Novo pelo rei Dom Manuel. Por esta altura apresentava para além da Igreja Paroquial, o pelourinho e uns paços pertencentes ao bispo e cabido de Évora. O seu termo, nessa altura, era maior do que na atualidade, pois era constituído pelas aldeias de Vila Galega, Soveral, Barqueira, Cavela, Patameira, Bespeira e Cardosa. Estendia-se por uma légua e era delimitado pelos concelhos de Lisboa, Arruda e Torres Vedras, ao qual pertencera antes da atribuição do foral.
Em 1527 aparece no Cadastro (censo da população) com o título de vila, sendo o seu donatário o conde de Sortelha. O lugar mais importante da vila já era Sobral.
A 20 de agosto de 1654, a freguesia de Sobral de Monte Agraço foi integrada no termo de Lisboa.
Em 1771 o seu senhorio foi dado a Joaquim Inácio da Cruz Sobral, tesoureiro do Real Erário.
Em finais do século XVIII, inícios do XIX, a sede do concelho foi transferida do Lugar de São Salvador do Mundo, onde ainda se encontra a antiga Igreja Paroquial, para o Lugar de Sobral que entretanto aumentou de importância.
Em 1809, aquando das invasões napoleónicas, foi levantada nas suas imediações uma fortificação abaluartada, o Forte de Alqueidão, inserida no sistema defensivo das linhas de Torres Vedras. Foi no Sobral que morreu em combate o general Sainte-Croix, conselheiro do marechal Massena.
            Em 1844 tornou-se cabeça de condado.
            Em 1855 o seu concelho foi extinto.
            Em 1898 o seu antigo concelho foi restaurado com um aumento do seu território, passando a anexar a freguesia de Sapataria, que pertencia a Torres Vedras.