domingo, 27 de janeiro de 2019

Igreja de São Vicente de Bragança

Portugal \ Bragança \ Bragança \ União de Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo

Largo do Principal, Bragança.
Está classificado como Imóvel de Interesse Público.
Da sua estrutura original, em estilo românico, só resta partes da cabeceira (abside trilobulada).
Um portal maneirista rasga a fachada, onde se encontra um painel de azulejos, descerrado em 1929, que recorda a proclamação do General Sepúlveda contra a Invasão Francesa em 1808.
No interior, destaca-se a capela seiscentista dedicada a Santo Cristo e a capela-mor com altar em talha dourada barroca, da primeira metade do século XVIII.
Segundo a tradição, terá sido nesta igreja que se realizou o casamento secreto do príncipe Dom Pedro com Dona Inês de Castro.
Junto à entrada do templo encontra-se um chafariz e um Passo da Via-Sacra.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Igreja de Santa Maria de Bragança

Portugal \ Bragança \ Bragança \ União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo

Rua Dom Fernão, no interior da Cidadela de Bragança.
É dedicada a Santa Maria da Assunção ou do Sardão.
Remonta à fase da reconquista do território pelos guerreiros neocristãos das Astúrias. Da sua primitiva traça nada resta, existindo apenas vestígios das intervenções ocorridas entre os séculos XVI e XVIII.
Apresenta uma fachada, tipo retabular, rasgada por um volumoso portal pseudobarroco (1701-1715) com colunas pseudosalomónicas e enrolamentos dos frontões. A ladear o portal situam-se quatro nichos emoldurados como janelas.
O interior, de três naves, é dividido por arcos apoiados em colunas de tijoleira mudéjar, com datado do século XVII.
A capela-mor, datada de 1580, conserva um retábulo joanino com uma expressiva imagem de Santa Maria Madalena, da escola de Gregório Fernandez ou Pedro de Mena, Valladolid, que traduz a força simbólica do arrependimento.
A capela dos Figueiredos, dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, foi mandada construir em 1585 por Pêro de Figueiredo, alcaide-mor de Bragança.

Domus Municipalis de Bragança

Portugal \ Bragança \ Bragança \ União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo

Rua Infante Dom Pedro, no interior da Cidadela de Bragança, junto à Igreja de Santa Maria.
Outrora serviu como albergue de peregrinos de Santiago e Paços do Concelho.
Está classificado como Monumento Nacional.
Foi construído no século XII, sendo o único monumento de arquitetura civil, em estilo românico, existente em toda a Península Ibérica.
Apresenta planta pentagonal e exteriormente é composta por cinco faces de dimensões diferentes, sendo composta por duas partes distintas, uma delas, subterrânea. O piso aéreo, conhecido como Casa da Câmara, é constituído pelo salão fenestrado e terá sido utilizado para as reuniões dos homens-bons da cidade, decisores da política e das leis. As suas paredes são abertas por fiadas de arcos assentes em pilares e no interior suportam uma bancada corrida, de granito. O pavimento lajeado é o extradorso de abóbada de berço que cobre a parte subterrânea, denominada de Cisterna ou Sala de Água, coberta por abóbada de berço reforçada com arcos.

Bragança

Portugal \ Bragança \ Bragança

Cidade transmontana, sede de concelho e de distrito, localizada na raia, a cerca de 485 km a nordeste da capital Lisboa.

O primitivo núcleo populacional terá sido Celiobriga e depois Brigância.
Os romanos valorizaram-na e deram-lhe o nome de Juliobriga, em homenagem a Júlio César.
Após a queda do Império Romano, voltaria a ser Brigância
Já em domínio português, Dom Sancho I (1185-1211) manda construir, à volta da vila, uma linha defensiva de altas muralhas, e outorga-lhe o seu primeiro foral (1187).
Em 1199, Afonso IX de Leão, veio sitiar Bragança, mas a tropa enviada por Dom Sancho levou os leoneses a abandonar o intento.
Em finais do século XIII, Dom Dinis (1279-1325), manda construir o primeiro castelo e erguer uma nova linha de muralhas à volta do burgo, que entretanto cresceu.
No século XIV, o infante Dom Afonso Sanches, meio-irmão de Dom Afonso IV, em resposta à confiscação de seus bens pelo monarca e depois de algum tempo fora do País, onde conseguiu reunir auxílios, escolheu como vitimas para vingativa punição, Bragança, mais a sua região, e por aqui andou a queimar e destruir, até que a intervenção pacificadora da Rainha Santa alcançou a reconciliação entre seu filho, o rei, e o enteado.
Em 1377, Dom Fernando mandou ampliar a cerca. Durante o reinado deste rei, Bragança viria a ser tomada pelo exército do rei de Castela, Enrique I, numa daquelas desastradas guerras em grande parte provocadas pelo monarca, por nada e para nada.
Em 1409, foram iniciadas as obras do atual castelo, erguidas sobre o primitivo castelo de Dom Dinis. Só terminam 40 anos depois.
Em 1442, o infante Dom Afonso, filho natural de Dom João I e de Dona Inês Pires, funda a Casa de Bragança.
No reinado de Dom Afonso V (1438-1481) foram construídas a fonte d’el Rei (ou Poço do Rei) e os panos de muralha que a cercam. Este rei outorgou-lhe Foral Novo (1464), a pedido de Dom Fernando, II Duque de Bragança e eleva-a à categoria de cidade.
Nos finais do século XV e inícios do século XVI, começa a afirmar-se a supremacia económica do arrabalde em detrimento da “vila”. No século XVII é já dominante.
A partir de 1640 até à implantação da República, o seu nome ganhou mais visibilidade, com a coroação de Dom João, VIII duque de Bragança, iniciando a Dinastia de Bragança que reinou durante esse período. 
Durante cerca de 15 anos, o distrito esteve dividido em dois bispados – Bragança e Miranda -, até que, em Setembro de 1780, se fundiram num só.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Palácio dos Condes de Anadia

Portugal \ Viseu \ Mangualde \ União das Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta

Largo Condes de Anadia e Avenida dos Capitães, Mangualde.
É também chamado de Solar ou Palácio dos Paes do Amaral.
Está classificado como de Imóvel de Interesse Público desde 1997.
É considerado um dos mais sumptuosos solares da Beira.
Foi construído ao longo do século XVIII, a mando de Simão Paes do Amaral.
Destaca-se pela elegância das suas fachadas e pelo magnífico recheio, com excelente azulejaria e mobiliário da época.
A capela de São Bernardo, anexa ao Palácio, foi edificada no século XVII. Guarda um retábulo original com um São Bernardo pintado por W. Machado.
O palácio é visitável. Dispõe de jardins e mata.

Ruinas Romanas da Raposeira

Portugal \ Viseu \ Mangualde \ União das Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta

Quinta da Raposeira, Avenida de Nossa Senhora do Castelo, Mangualde.
As primeiras sondagens arqueológicas ao local deram-se em 1889 por José Alberto Osório de Castro. Mais tarde foram votadas ao esquecimento, sendo retomadas entre 1985 e 1997 sob direção da investigadora Clara Portas.
Os vestígios existentes recordam uma estalagem situada junto ao cruzamento de duas importantes estradas imperiais que ligavam Vissaium (Viseu) a outras cidades romanas vizinhas. Terá sido construída nos inícios do século I, durante o império de Caesar Octavianus Augustos, primeiro imperador romano.
O primeiro espaço corresponde à área de serviços e aposentos destinados aos proprietários e seus criados. Ao centro situavam-se as termas, com o seu espaço aquecido e água sempre corrente. Do outro lado do pátio dispunham-se os aposentos dos hóspedes e, nas traseiras, numa área composta por um outro pátio mais amplo, os estábulos para acolher os animais.

Ermida de Nossa Senhora do Castelo (Mangualde)

Portugal \ Viseu \ Mangualde \ União das Freguesias de Mangualde, Mesquitela e Cunha Alta

Templo implantado no topo do Monte da Senhora do Castelo, Mangualde, dominando uma vasta região. 
O conjunto composto pela igreja, escadório e capelas anexas e Casa do Ermitão está classificado como Monumento de Interesse Público desde 29 de abril de 2013.
A ermida da Senhora do Castelo foi inaugurada em 1832, a mando de Miguel Paes Sá de Meneses. Substituiu uma pequena capela edificada em finais do século XIV, ex-voto pela batalha de Trancoso em 1385, que existia junto à Casa do Ermitão, demolida após a conclusão da atual.
É antecedida por monumental escadaria de granito decorada por pináculos e dividido em lanços entre os quais surgem quatro capelas (dedicadas respetivamente a Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Encarnação, Nossa Senhora da Visitação e Nossa Senhora da Assunção) decoradas de azulejos rococó que narram os passos mais significativos da Vida da Virgem, terminando na sua glorificação no interior da ermida. A construção do escadório e capelas foram iniciadas em meados do século XVIII.
A igreja, em estilo neoclássico, apresenta linhas graciosas mas simples. Destaque para a sua altíssima torre ameada de 38 metros, elevada a prumo sobre a fachada principal.
O interior, coberto por teto pintado, alberga três retábulos. Uma majestosa imagem de Nossa Senhora do Castelo, datada do século XV e proveniente da anterior igreja, eleva-se no altar-mor, amparando com a mão esquerda o Menino e com a direita, uma romã.
Em 10 de agosto de 1882 recebeu a visita dos monarcas Dom Luiz I e Dona Maria Pia, e dos príncipes Dom Carlos e Dom Afonso.
A 10 de junho de 1896, foi a vez da rainha Dona Amélia e os príncipes Dom Luiz Filipe e Dom Manuel visitarem o local.
O templo é rodeado por frondoso parque.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Penafiel

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Cidade sede de concelho e capital do Vale do Sousa.
Localiza-se a 41 km a Este do Porto, sua sede de distrito.
A urbe está situada numa colina, entre os rios Sousa e Cavalum, sobranceira ao imponente santuário de Nossa Senhora da Piedade.
A cidade é composta por um interessante centro histórico e monumental.

As suas terras são habitadas desde tempos pré-históricos.
Ainda não era chegado o ano 1000 e já as terras de Penafiel sobressaiam entre as mais importantes de Entre-Douro-e-Minho.
Apesar do atual topónimo ser posterior à povoação de Arrifana, que está na origem de Penafiel, esta já aparece em documentos de 1064.
Foi cabeça de Terra (julgado), pelo menos desde 1384, altura em que incluía a freguesia de São Martinho de Moazares e o lugar de Arrifana.
Em 1519 recebeu foral de Dom Manuel I. A sede da paróquia é transferida de São Martinho de Moazares para Arrifana, passando a designar-se São Martinho de Arrifana de Sousa.
Em março de 1741, Arrifana de Sousa foi elevada à categoria de vila por decreto de Dom João V, após deliberação negativa em 1723.
A 3 de março de 1770, Dom José escolhe Arrifana de Sousa para sede episcopal e eleva-a à categoria de cidade, tornando-a na segunda mais antiga do distrito, a seguir ao Porto. Toma o nome do julgado: Penafiel.
A 1 de junho do mesmo ano, o papa Clemente XIV confirma a nova sede episcopal, desanexando-a do Porto. A sua criação ficou em parte a dever-se ao desejo do Marquês de Pombal de afrontar o bispo do Porto, com o qual digladiava havia algum tempo, retirando-lhe assim uma fatia muito significativa da sua diocese e, mais importante que isso, os respetivos rendimentos. A sua área estendia-se até à entrada do Porto, incluindo ainda uma parte da freguesia de Campanhã.
Em 1778, o papa Pio VI extingue a diocese e reintegra-a no Porto.
A 28 de janeiro de 2013, a freguesia de Penafiel passou a agregar as antigas freguesias de Milhundos, Marecos, Novelas, Santa Marta e Santiago de Subarrifana.

Serpe

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Avenida Egas Moniz, à entrada do Jardim do Calvário, Penafiel.
Obra de arte inaugurada a 21 de junho de 2014, da autoria de José de Guimarães.
Escultura em aço pintado, dividida em três módulos. Atinge quatro metros de altura.
Recorda a Bicha Serpe, um dos elementos tradicionais do cortejo do Corpo de Deus, sendo aquele que a encabeça, conduzida pelo seu Juiz ou Mordomo, vestido à moda do século XVIII e que, brandindo um espadalhão, simula dominar e segurar o dragão. A sua participação no cortejo remonta, pelo menos, ao último quartel do século XVIII, ainda no tempo de Arrifana de Sousa. No final da década de 1930 caiu em desuso, acabando por desaparecer do cortejo, para reaparecer no desfile de 1989.

Paço Episcopal de Penafiel

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Rua do Paço e Largo Padre Américo, Penafiel.
Edifício adaptado no século XVIII para residência do primeiro e único bispo de Penafiel, frei Inácio de São Caetano, durante a curta diocese que vigorou entre 1770 e 1778. Nunca foi ocupado pelo bispo, que era confessor da princesa Dona Maria. Residia na corte e nunca se interessou pelo seu bispado. Quando Dona Maria I subiu ao trono, conseguiu a renúncia do Frei e pouco depois pediu a abolição da diocese ao Papa.
A casa anterior pertencia a José de Beça Veloso de Barbosa, Morgado da Venda do Campo (São Martinho de Recezinhos), que a vendeu à mitra de Penafiel. A fachada ostentava o brasão daquela família e, depois de transformada em paço episcopal, passou a exibir no portal da quinta, as armas do ausente bispo.
Mais tarde albergou o Magistério Primário, altura em que lhe foi anexada um pombal ao prédio, e depois foi polo da Universidade Portucalense (entre 1990 e 2004) e albergou ainda serviços administrativos da Câmara Municipal, que acabou por comprar o edifício. Entretanto o pombal foi retirado e edificado no seu lugar um inestético prédio novo. Atualmente hospeda o CESPU-IINFACTS.