terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Palácio da Justiça de Ovar

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ União das Freguesia de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã

Rua Alexandre Herculano e Largo Família Soares Pinto, Ovar.
Tribunal Judicial de Ovar. Pertence à comarca do Baixo Vouga.
O Palácio da Justiça de Ovar foi construído entre 1961 e 1966, projeto do conceituado arquiteto de Válega, Januário Godinho. Trata-se de um exemplar típico das linhas clássicas do Estado Novo. Foi erigido no local da antiga Escola Conde Ferreira.
A loggia está decorada com seis painéis de cerâmica de Jorge Barradas. No corpo de ligação da loggia com a zona administrativa destaca-se um pano arquitetónico composto por blocos vazados de forma trapezoidal que permitem a entrada de luz no interior. Este efeito tem influências nas paredes com textile blocks de Lloyd Whrigth. A cúpula denota semelhanças com as cúpulas de Hagia Sofia, em Istambul, Turquia. 
No interior, na sala de audiência, existe um fresco com temática marítima, obra de Guilherme Camarinha, da Escola do Porto.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Esmoriz

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Esmoriz

Cidade marítima situada a 12 km a norte de Ovar, sua sede de concelho, no extremo norte do município. 
Encontra-se à beira-mar, em fértil planície, abrigada por densos pinheirais.
Junto à praia encontram-se um conjunto interessante de palheiros, abrigos de pescadores no passado.

A primeira referência ao seu território remonta às Inquirições de 1288. Nela é referida a existência da freguesia e de uma lagoa procurada pelos "homens d’el-rei e por outros da terra, para colher o carocil". Terá sido esta lagoa e as férteis terras circundantes fatores determinantes para a fixação da população nesta zona.
Em 1514 é referida no foral Novo da Feira, outorgado por Dom Manuel. 
No século XVIII apareceram dezenas de tanoarias que fabricavam barricas para armazenar as carnes que eram transportadas em navios abastecidos nas cidades do Porto e Gaia e que passavam do Mediterrâneo para o Norte da Europa. Posteriormente estas barricas passaram a armazenar o famoso vinho do Porto. 
A 21 de julho de 1879 passou a pertencer ao concelho de Ovar.
O século XX foi um período durante o qual apareceu um considerável aglomerado de fábricas e de homens.
A 10 de fevereiro de 1926 passou a fazer parte do concelho de Espinho.
A 14 de abril de 1928 passou novamente a pertencer ao concelho de Ovar.
Em 29 de março de 1955 ascendeu ao estatuto de vila. 
Na década de 1960 atingiu o estatuto de maior centro produtor de tanoaria do país.
A 2 de junho de 1993 foi elevada à categoria de cidade. 

Se até algumas décadas atrás, as principais atividades económicas centravam-se na pesca de Arte Xávega, na tanoaria e na cordoaria, atualmente, essas atividades deram lugar a novas indústrias como a construção de móveis, confeções ou construção civil.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Igreja Matriz de Ferragudo

Portugal \ Faro \ Lagoa \ Ferragudo

Rua da Igreja, Ferragudo. 
É dedicada a Nossa Senhora da Conceição. 
A igreja de Ferragudo tem origem num templo construído em 1320, em estilo gótico. 
Em 1520 foi completamente reformado, a requerimento da Câmara de Silves, com o privilégio de nunca ser desanexada do seu termo. 
Em 1755 foi bastante destruída pelo terramoto, tendo sido posteriormente reconstruída com as atuais caraterísticas. 
Na fachada norte encontra-se um nicho com a imagem da padroeira, sobrepujada pelo Espírito Santo. 
O interior alberga um rico conjunto de retábulos de talha dourada e polícroma em estilo rococó, um fragmento de cruzeiro do século XV ou XVI com bela representação em dupla face representando Nossa Senhora e Cristo Crucificado, uma imagem do século XVI de São Sebastião e outras dos séculos XVII e XVIII, bem como uma grande coleção de ex-votos (quadros de autoria popular) de mareantes e pescadores dos séculos XVIII e XIX (os mais antigos remontam a 1744) que refletem a sua devoção à padroeira. 
É palco de uma festa anual, em honra da sua padroeira, que tem lugar a 15 de agosto.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Praia de São Pedro de Maceda

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Maceda


Praia selvagem situada numa zona de pinhal, em plena Mata Nacional das Dunas de Ovar. O acesso é feito pela Avenida da NATO, Maceda. 
É a mais famosa praia da freguesia de Maceda e a única a ostentar bandeira azul, galardoada pela primeira vez em 2016.
Esta é a praia ideal para os que procuram o contacto com a natureza, longe da urbe.
Tem uma imensa extensão de areal e as suas altas dunas mostram claros sinais da fustigação a que estão sujeitas pelas águas do mar no inverno. Todos os anos, o seu areal perde vários metros para o mar.
O mar é perigoso e frio. 
Tem bar de apoio, instalações sanitárias, parque infantil, de merendas e estacionamento amplo.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Marmoiral de Sobrado

Portugal \ Aveiro \ Castelo de Paiva \ União das Freguesias de Sobrado e Bairros


Rua Dom José da Arrochela, no sítio da Meia-Laranja, junto à entrada da Quinta da Boavista, Castelo de Paiva.
Está classificado como Monumento Nacional desde 5 de janeiro de 1950.
Monumento erguido por volta do século XII. Um documento existente na Torre do Tombo, datado de 1191, refere a existência de um marco de delimitação de propriedade de um Mosteiro vizinho, que poderá ser o de Sobrado, onde terá repousado o corpo de Dona Mafalda, filha de Dom Sancho e neta de Dom Afonso Henriques, na sua viagem final do Mosteiro de Alpendurada para o Mosteiro de Arouca, onde foi sepultada.
Faz parte de um grupo de memoriais que demarcavam os limites territoriais da área jurisdicional do Mosteiro de Arouca. Além deste, são conhecidos os Memoriais de Ermida, Arouca (Burgo), Alpendurada e Lordelo.
O Mairmoral da Boavista, como também é conhecido, apresenta uma tipologia diferente dos restantes, uma vez que não apresenta arco. É formado por duas cabeceiras verticais em forma de estela funerária, com remates circulares, onde foram gravadas, em cada face, cruzes latinas. Servem de apoio a duas lajes horizontais, cujas faces externas foram gravadas espadas. A laje superior é retangular e possui uma figura geométrica em ponta de lança que inclui uma cruz interior. A inferior, correspondente a uma tampa sepulcral, apresenta formato convexo na superfície e possui gravada uma longa espada e uma cruz grega inscrita em círculo, elemento habitual no românico, tanto na arte tumular como nas paredes dos templos.
Integra a Rota do Românico do Vale do Sousa.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Palácio Sotto Maior (Condeixa-a-Nova)

Portugal \ Coimbra \ Condeixa-a-Nova \ União das Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova

Rua de Dom Francisco de Lemos, Condeixa-a-Nova.
É também conhecido por Palácio dos Ramalhos ou dos Lemos.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 21 de dezembro de 1974.
Edifício construido no século XVII. Era então conhecido como solar de Nossa Senhora da Piedade ou Palácio dos Ramalhos de Condeixa. Tinha entrada lateral.
Na segunda metade do século XVIII, durante a época pombalina, foi reestruturada por ordem do bispo-conde Dom Francisco de Lemos Faria Pereira Coutinho que mandou duplicar a fachada e construir um corpo central, em estilo barroco. Estas obras terão sido feitas com a intenção de receber o rei Dom José, visita que nunca se terá concretizado.
Durante as invasões francesas, o palácio escapou incólume, contrariamente ao que se passou na vila, que foi praticamente desvastada pelas forças napoleónicas, o que fez levantar suspeições quanto à fidelidade do seu proprietário, Manuel Pereira Ramos de Azeredo Coutinho Ramalho, à causa nacional, suspeitando-se de uma aliança estratégica com o quartel de Massena.
Em 1920 foi adquirido pelo banqueiro Cândido Sotto Maior, passando a ser também conhecido por esta denominação.
Em 1950, com o falecimento do banqueiro, o palácio passou para a posse do comandante José Correia Matoso, seu genro.
É composto por uma longa fachada de dois pisos, de carater austero, composto por simples aberturas retangulares no piso térreo e janelas de sacada no andar nobre. Apresentando apenas alguma preocupação de elementos decorativos, ao estilo barroco, no corpo central. A entrada faz-se através de uma porta retangular, ladeada por colunas coríntias que suportam uma varanda com janela de sacada e molduras em forma de volutas. Este pano termina em frontão triangular onde se destacam os brasões das famílias Ramalhos (junto à janela) e Lemos (mais acima). A longa fachada é encerrada por dois torreões de planta quadrada com telhado piramidal.
No prolongamento da fachada do palácio, encontra-se a entrada lateral de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade. Foi construída em 1737 e substituiu uma anterior, de onde terá sido transferida a escultura em pedra de Nossa Senhora da Conceição. É rasgada por um portal de verga reta encimada por frontão de enrolamentos interrompidos. No interior, as paredes são revestidas por azulejos de cerca de 1740, de fabrico coimbrão. Os painéis exibem cenas da vida da Virgem. Sob a tribuna, um outro painel representa o brasão dos Ramalhos. Destaque para uma Pietá datada de 1922, do escultor espanhol José Planas.
O palácio é rodeado por pomares e belos jardins. 
Ao longo dos séculos, e à semelhança de outros solares que recebiam com certa regularidade visitas régias, o palácio hospedou destacadas figuras ilustres da nação como Dom João VI (então principe regente), Dom Miguel I, Dona Maria II, Dom Pedro V, Dom Carlos e seu filho Dom Luis Filipe, Alexandre Herculano, entre outros.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Igreja Matriz de Silvares (Lousada)

Portugal \ Porto \ Lousada \ União das Freguesias de Silvares, Pias, Nogueira e Alvarenga

Rua da Igreja e Rua de Esplendém, Lousada.
Encontra-se afastada do centro urbano.
É dedicada a São Miguel.
Igreja com raízes medievais. É referida desde as Inquirições de 1258.
As obras de restauro dos séculos XVII e XVIII alteraram-na profundamente, dando origem à estrutura atual.
Templo de planta retangular, composta por nave, capela-mor, torre sineira e anexo recente no lado direito.
A fachada principal é rasgada por portal de verga e janela com o mesmo perfil. É flanqueada por cunhais apilastrados, firmados por pináculos piramidais com bola. Termina em empena, com cruz latina sobre plinto galbado.
Adossado à esquerda da fachada principal, eleva-se a torre sineira, composta por três registos. Os inferiores são cegos e o superior dispõe de quatro ventanas de volta perfeita. Nos ângulos sobressaem gárgulas do tipo canhão, sendo as frontais, ornadas com carrancas. Sobre os cunhais elevam-se pináculos fusiformes. Termina em coruchéu piramidal, rematado por bola.
O interior da nave tem cobertura em falsa abóbada de berço, de madeira pintada no século XIX, exibindo moldura recortada com a figura de Nossa Senhora da Conceição ao centro. O pavimento está revestido a ladrilho cerâmico, com corredor central em granito. 
O coro-alto é de madeira e assenta em quatro mísulas de cantaria. É acedida por escadas de caracol metálicas.
Na base da torre sineira, situa-se o batistério. Um arco de volta perfeita permite aceder à pia batismal, em cantaria de granito, com coluna interrompida ao centro por anel e taça hemisférica, estriada.
Ao centro da nave, do lado do Evangelho, encontra-se um púlpito quadrangular com bacia e mísula de cantaria, com guarda de talha pintada de branco e dourado. Uma falsa porta em arco abatido e moldura recortada é encimada por guarda-voz de talha, ornada por acantos e querubins.
Inseridas nas paredes laterais estão duas capelas confrontantes: a de São Miguel a resgatar as Almas do Purgatório (lado do Evangelho) e o Crucificado, com a cidade de Jerusalém a servir de fundo à imagem (lado da Epístola). As capelas são semelhantes, com os fundos revestidos a azulejo em bicromia, azul e branco. Foram realizados em 1957 pela Fábrica Aleluia, de Aveiro, e substituíram dois altares. 
A ladear o arco triunfal de volta perfeita, encontram-se dois retábulos dispostos em ângulo, dedicadas ao Sagrado Coração de Jesus (lado do Evangelho) e a Nossa Senhora de Fátima (lado da Epístola). São semelhantes e datam do século XIX, em estilo tardo-barroco. Estão pintadas de branco e dourado. 
A capela-mor tem cobertura semelhante à da nave, composto por um painel ovalado com moldura de acantos e com uma alegoria a representar uma fonte e um rebanho que nela bebe, pintada no século XIX. Contém retábulo de talha rococó, pintada de branco, azul e dourado, composta por três eixos definidos por duas colunas de fustes lisos com marmoreados fingidos e capitéis coríntios, assentes em altos plintos galbados, e por moldura exterior, pontuada por acantos e tímpano decorado por concheados. Encontra-se encerrada por painel pintado, a representar a Última Ceia.

sábado, 28 de outubro de 2017

Capela do Senhor dos Aflitos (Lousada)

Portugal \ Porto \ Lousada \ União das Freguesias de Silvares, Pias, Nogueira e Alvarenga

Avenida Senhor dos Aflitos, Lousada, implantada no cimo de um pequeno monte arborizado.
É um templo de grande impacto cenográfico, caraterizado pela verticalidade dos volumes.
Foi construída no século XIX, em estilo neobarroco. Deve a sua edificação a Valentim de Sousa Correia, emigrante no Brasil, de onde enviou vários donativos para a construção do templo.
Capela composta por nave única, bastante elevada, e capela-mor ligeiramente mais baixa.
A fachada principal possui dois corpos tripartidos que termina numa elevada torre sineira. No primeiro piso, três arcos de volta perfeita permitem o acesso ao interior. 
Está rodeada por um belo jardim arborizado composto por árvores centenárias, um lago com repuxos de água, um bar com esplanada, parques infantis, bancos de jardim e pela emblemática fonte com um menino a fazer chichi. 
É local de romaria realizada no último domingo de julho.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Capela do Senhor da Fraga

Portugal \ Bragança \ Mogadouro \ Castro Vicente


Estrada do Cemitério, Castro Vicente, implantado no sopé oeste do Cabeço de Santo Cristo, nome pelo qual também é conhecida. 
Eleva-se num morro fronteiro à aldeia, no interior de um adro murado. 
Foi inicialmente a Igreja Matriz de Castro Vicente. A atual construção terá ocorrido no decorrer do século XVI, tendo sido sujeita a remodelação no ano de 1924. Está edificada sobre vestígios de muralhas e, segundo tradição popular, terá sido construída sobre uma antiga mesquita.
Trata-se de um templo de pequenas dimensões, com planta retangular.
A fachada principal é rasgada por um portal com viga, ladeada por pedras figurando pontas de diamantes. Na empena ostenta uma cartela com a data inscrita de 1924 (ano da sua reconstrução), encimada por uma figuração de relógio e rematada por um campanário.
Na parede da cabeceira, pelo exterior, ostenta três representações antropomórficas de granito, possivelmente elementos da cachorrada de um templo anterior ao atual.
No interior, existe uma estela romana que serve de pilastra ao arco da capela. Trata-se de uma estela dupla que contém a inscrição: D(iis) M(anibus) / VAL(eria) RVFINA RISIO [C]APITONI / AN(orum) XXXV. No mesmo templo foi ainda encontrada uma outra ara anepígrafa. 
Atrás do altar-mor de talha policroma, em estilo popular, possui pinturas murais quinhentistas. São visíveis a representação do mártir São Sebastião (a parte inferior do corpo e um braço atado) e uma outra figura que se julga ser um anjo de cruz alçada. É visível também um friso com ornamentação encanastrada, aos lados do altar e junto aos pés do santo. Predominam as cores laranja e verde.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Praia Fluvial da Ribeira (Azibo)

Portugal \ Bragança \ Macedo de Cavaleiros \ União das Freguesias de Podence e Santa Combinha


Praia fluvial situada na albufeira do Azibo, em Podence, em plena área classificada como Paisagem Protegida. Está localizada numa zona de rara beleza e enorme riqueza paisagística e biológica.
É uma das 7 Maravilhas – Praias de Portugal, sendo a única a norte do rio Tejo.
Foi a primeira praia fluvial a ser distinguida com a Bandeira Azul. Está classificada ainda como Praia para Todos e Praia Acessível, dispondo de infraestruturas de acesso a pessoas portadoras de deficiência.
Trata-se de uma praia rural com extensão de areia intervalada e uma grande área relvada com diversas árvores que, nas horas de mais calor, proporcionam uma agradável sombra. O espaço verde pode ser aproveitado para um piquenique em família ou simplesmente, para um jogo de futebol.
Dispõe de vários recursos complementares como uma plataforma com uma pequena piscina para os mais pequenos, e de onde os mais crescidos e os adultos podem aproveitar para dar uns mergulhos na albufeira, jardim infantil, campo de jogos, bares e instalações sanitárias. No local existe ainda disponíveis para aluguer: cabanas, chapéus-de-sol e espreguiçadeiras, insufláveis aquáticos, embarcações ligeiras sem motor, bicicletas e veículos a pedal.
Daqui partem diversos percursos pela área protegida, que poderão ser efetuados a pé ou de bicicleta. 
Desaguam nas proximidades as ribeiras de Azibeiro e de Reguendos.