domingo, 16 de dezembro de 2018

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Largo Padre Américo e Praça do Município, Penafiel.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 26 de fevereiro de 1982.
É dedicada a Nossa Senhora do Amparo.
Foi construída entre 1621 e 1631 por iniciativa de Amaro Moreira, abade de Ermelo (Mondim de Basto).
O aparecimento de uma imagem de Nossa Senhora da Lapa, em 1764, motivou a construção da torre e da fachada lateral voltada para a Praça da República que, por falta de verbas, não foi acabada.
Entre 1770 e 1778, durante a existência do bispado de Penafiel, foi adaptada a Sé Catedral sob invocação de Nossa Senhora e São José.
A fachada principal, toda em cantaria, é ritmada por pilastras e termina em frontão triangular onde surgem as armas da misericórdia. Ao nível do segundo piso, ostenta um grande nicho com a imagem da padroeira.
A altaneira torre sineira é coberta por cúpula bolbosa forrada a azulejos azuis e brancos.
O alçado lateral inacabado, voltado para os Paços do Concelho, apresenta elementos barrocos. Destaque para a composição central formada pela porta, nicho e óculo. Na parte da fachada que ficou por levantar, ergueu-se a capela de Nossa Senhora da Lapa.
Na cabeceira situa-se a capela do Senhor dos Passos.
A antiga casa do sacristão foi transformada em núcleo museológico de Arte Sacra.

domingo, 11 de novembro de 2018

Praia do Areal da Marinha

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ São Félix da Marinha

Rua Areal da Marinha e Avenida da Liberdade, São Félix da Marinha.
É a praia mais a sul do distrito do Porto. Situa-se entre a Praia das Pedras da Maré (a norte) e a praia da Frente Azul (a sul), separada desta pela ribeira do Mocho, que divide o concelho de Vila Nova de Gaia do de Espinho.
O seu acesso é feito a pé, atravessando a linha de comboio ou pelos passadiços.
Praia sossegada, com um areal muito extenso e espaçoso. Está protegida por um longo sistema dunar repleto de vegetação.
Estacionamento na Rua dos Limites ou na Avenida da Liberdade, no cruzamento com a Rua Principal.

domingo, 4 de novembro de 2018

Estátua do Visconde de Barreiros

Portugal \ Porto \ Maia \ Cidade da Maia

Avenida Visconde de Barreiros e Praça Dr. José Vieira de Carvalho, Maia.
Monumento erguido no século XIX, em honra de José da Silva Figueira, Visconde de Barreiros (1838-1892), uma das figuras mais importantes da história da Maia. Ainda jovem, partiu para o Brasil para construir fortuna, regressando posteriormente para a cidade natal, ajudando a construir várias infraestruturas.
O monumento é composto por uma estátua do Visconde, em mármore, sobre pedestal alto de granito. A figura apresenta uma postura elegante, com o braço direito por entre botões do casaco e o braço esquerdo sobre um pedestal com dois livros. Um relógio de bolso reforça a exuberância do seu vestuário. 
Foi colocada originalmente no frontão de uma escola primária mandada edificar pelo próprio. Após a demolição da escola, ficou num pequeno jardim, passando mais tarde para o centro da Avenida Visconde de Barreiros, num separador central e, posteriormente para o local atual.

sábado, 27 de outubro de 2018

Sobral de Monte Agraço

Portugal \ Lisboa \ Sobral de Monte Agraço \ Sobral de Monte Agraço


Vila sede de concelho, localizada a 46 km a norte de Lisboa. 
O aglomerado urbano situa-se junto da margem direita do rio Sizandro.
A urbe tem o seu coração na Praça Dr. Eugénio Dias, marcada pela traça tardia, contemporânea de Dom José, onde se destacam os paços do concelho, a igreja e o chafariz, todos mandados edificar em 1771 por Inácio da Cruz Sobral.

O primitivo povoamento terá começado a partir do Monte Agraço, a cerca de quatro quilómetros da atual sede de concelho. A instalação humana no local deveu-se às terras férteis e irrigadas do vale do Sizandro, muito favorável à agricultura.
Em 1186, o então reguengo do Soveral foi doada pelo rei Dom Sancho I ao bispo e cabido de Évora.
Durante as Inquisições de Dom Afonso III, no século XIII, surgem referências à povoação, relativas à igreja de Santa Maria de Monteagraço.
Data de 1352 um trespasse do rossio de Montagraço a Gonçalo Pires Ribeiro, confirmado por Dom Dinis.
A partir do século XV, o povoamento que era até então disperso, começou a ser concentrado.
Em 1518 recebeu foral Novo pelo rei Dom Manuel. Por esta altura apresentava para além da Igreja Paroquial, o pelourinho e uns paços pertencentes ao bispo e cabido de Évora. O seu termo, nessa altura, era maior do que na atualidade, pois era constituído pelas aldeias de Vila Galega, Soveral, Barqueira, Cavela, Patameira, Bespeira e Cardosa. Estendia-se por uma légua e era delimitado pelos concelhos de Lisboa, Arruda e Torres Vedras, ao qual pertencera antes da atribuição do foral.
Em 1527 aparece no Cadastro (censo da população) com o título de vila, sendo o seu donatário o conde de Sortelha. O lugar mais importante da vila já era Sobral.
A 20 de agosto de 1654, a freguesia de Sobral de Monte Agraço foi integrada no termo de Lisboa.
Em 1771 o seu senhorio foi dado a Joaquim Inácio da Cruz Sobral, tesoureiro do Real Erário.
Em finais do século XVIII, inícios do XIX, a sede do concelho foi transferida do Lugar de São Salvador do Mundo, onde ainda se encontra a antiga Igreja Paroquial, para o Lugar de Sobral que entretanto aumentou de importância.
Em 1809, aquando das invasões napoleónicas, foi levantada nas suas imediações uma fortificação abaluartada, o Forte de Alqueidão, inserida no sistema defensivo das linhas de Torres Vedras. Foi no Sobral que morreu em combate o general Sainte-Croix, conselheiro do marechal Massena.
            Em 1844 tornou-se cabeça de condado.
            Em 1855 o seu concelho foi extinto.
            Em 1898 o seu antigo concelho foi restaurado com um aumento do seu território, passando a anexar a freguesia de Sapataria, que pertencia a Torres Vedras.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Jardim Zoológico de Lisboa

Portugal \ Lisboa \ Lisboa \ São Domingos de Benfica

Praça Marechal Humberto Delgado, Lisboa.
Ocupa a antiga quinta do Conde de Farrobo ou das Laranjeiras, sendo delimitada a sul pela Estrada das Laranjeiras e a oeste pela Estrada de Benfica.
Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 21 de dezembro de 1974.
O Jardim Zoológico de Lisboa foi fundado a 28 de maio de 1884 por Pedro Van der Laan e José Thomaz Sousa Martins, tornando-se no primeiro parque da Península Ibérica, dedicado à fauna e flora.
A 13 de maio de 1894 foi transferido para o Parque de Palhavã, onde atualmente se situa a Praça de Espanha.
Só em 1905, é que foi transferido definitivamente para a Quinta das Laranjeiras, após contrato de arrendamento com o Conde de Burnay. As novas instalações foram inauguradas a 28 de maio.
Em 1912, o local sofreu uma importante adaptação, projeto do conceituado arquiteto Raul Lino.
Durante várias décadas, as remessas de animais provenientes de África e do Brasil contribuíram para que aquele que foi o primeiro parque com flora e fauna da Península Ibérica tivesse uma coleção de espécies vasta e diversificada. 
A partir de 1991, quando se tornou membro da Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), teve inicio a modernização do espaço do zoo, com a criação de áreas de trabalho específicas destinadas a melhorar a coleção e o bem-estar animal, a sua alimentação e os cuidados veterinários.
Se nas primeiras décadas de existência o objetivo era mostrar simplesmente os animais aos visitantes, hoje em dia já não existem tigres fechados em jaulas, nem chimpanzés a serem alimentados por quem visita o espaço, ou o elefante que tocava a sineta quando recebia uma moedinha.
Possui uma das melhores coleções de animais do mundo, com cerca de 2000 animais de 324 espécies diferentes, entre as quais se destacam os mamíferos, as aves, os répteis, os anfíbios e os antrópodes.
Disponibiliza diversas atividades tais como a observação de golfinhos e leões-marinhos, apresentação de aves em voo de livre, alimentação de pelicanos, visita ao Parque Arco-Íris, à Quintinha Pedagógica e ao reptilário, bem como viagens de comboio e de teleférico.
A primeira área, logo após o portão de entrada, é de ingresso livre. Neste local existem espaços de restauração, carroceis e lojas.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Museu Militar de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça de Camões, no interior da Torre de Menagem do Castelo de Chaves.
Museu fundado em 1978.
Conserva diversos objetos da História Militar Portuguesa, desde a Idade Média aos nossos dias. Do acervo fazem parte armas, uniformes, bandeiras, desenhos e plantas.
O primeiro piso alberga a sala de Dom João I, dedicada à época da Reconquista. Exibe diversos materiais dessa época, com destaque para uma réplica do elmo e espada de Dom João I, uma bandeira da fundação de Portugal e da Ordem de Avis, uma armadura e espadas do século XVII, e miniaturas de guerreiros dos povos que passaram por Chaves até ao século XIV.
O segundo piso é dedicado à temática das Guerras Peninsulares (1808-1815). Foi através da cidade de Chaves que a II Invasão Francesa, liderada pelo Marechal Soult, penetrou em Portugal. O acervo é variado: um Sarilho composto por três Carabinas de Artilharia, uniformes de Infantaria e da Companhia dos Caçadores de Chaves, quadros relativos ao General Silveira, I Marquês de Chaves, e diversas peças de campanha do século XVIII.
O terceiro piso é dedicado à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Alberga o espólio do General José Celestino da Silva, um capacete das tropas alemãs, espingardas, uniformes e várias peças de artilharia.
No piso superior encontra-se a sala dedicada à Guerra Colonial (1961-1974). Trata-se de espólio usado nas províncias ultramarinas pelas forças inimigas, como canhangulos, uma espada gentílica, uma metralhadora ligeira, uma espingarda de repetição, uma pistola-metralhadora de tambor, azagaias, catanas e mocas gentílicas.
Ainda é possível ver nos jardins exteriores, os canhões utilizados para defender os limites da cidade, quer dos espanhóis, quer das invasões francesas.

Capela de Santa Catarina (Chaves)

Portugal \ Vila Real \ Chaves | Santa Maria Maior

Rua 1º Dezembro, Chaves.
Tem origem numa capela mandada construir em 1249, junto ao castelo, por Dom Lourenço Pires de Chaves.
Em 1681, Gregório de Castro Moraes, governador da Província, ordenou a trasladação para a atual localização, dado que interferia com a estrutura defensiva da Praça de Chaves.
O atual templo é uma construção maneirista e barroca, de planta longitudinal simples, com coro-alto. A fachada principal, em cantaria, é rasgada por portal de verga reta enquadrada por pilastras que suportam entablamento onde assenta frontão triangular encimado por cruz e pináculos e, sobre estes, um óculo circular. Os alçados são circunscritos por cunhais apilastrados e termina em empena recortada encimada por sineira albergando a imagem pétrea da padroeira e por catavento de ferro.
O interior é coberto com falsa abóbada de berço em estuque e acolhe um retábulo de talha dourada.

sábado, 22 de setembro de 2018

Pelourinho de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça da República, Chaves, junto à Igreja Matriz de Santa Maria Maior.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 11 de outubro de 1933.
O pelourinho original foi erguido em 1515, um ano após a atribuição do foral concedido por Dom Manuel, em frente aos então Paços do Concelho (demolidos em 1864), na atual Praça onde ainda permanece.
Em 1870 foi apeado e erguido no pequeno largo da Madalena, colocando-se um catavento de ferro cravado no capitel. Mais tarde foi novamente apeado para a construção de um fontanário local.
Em 1911 foi reerguido no Largo de Camões, aproveitando os originais fuste e capitel que estavam guardados, e adicionados a base de um antigo cruzeiro existente próximo da Capela do Pópulo, um pequeno plinto no meio do capitel, uma esfera armilar oriundo de um chafariz e quatro pináculos.
Em 1920 voltou a ser apeado e novamente reerguido em 1934 no mesmo local onde foi erigido o primitivo monumento.

De base cúbica, assenta numa plataforma quadrangular de cinco degraus quadrangulares, possuindo mais um degrau do lado Este, devido ao declive do pavimento da Praça. É encimado por coluna de fuste torçado constituído por três elementos e rematado por capitel onde coexiste uma pirâmide truncada invertida, lavrada nas faces, uma das quais ostentando o brasão real e outra com o brasão de Chaves, encimado por colunelos torcidos nos cantos e um quinto, ao centro, liso e maior, a suportar a esfera armilar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Forte de São Neutel

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Avenida dos Heróis de Chaves, Chaves.
Classificado como Monumento Nacional desde 22 de março de 1938, conjuntamente com o Castelo de Chaves e restos da fortificação abaluartada na cidade, e o Forte de São Francisco.
Foi a configuração do terreno que obrigou à sua construção durante as Guerras da Restauração. A sua edificação, tipo Vauban, foi construída entre 1664 e 1668 sob a orientação do Governador Militar, General Andrade e Sousa.
Em julho de 1912 foi palco de combate entre as forças realistas, comandadas por Paiva Couceiro, e as tropas fieis ao regime republicano.
A partir de 1925 passou a albergar a cadeia comarcã de Chaves, apeada em 1964, sendo a pedra aproveitada nas obras de recuperação do Forte de São Francisco e do muro de suporte do Largo da Lapa.

O traçado geral é relativamente comum, um quadrado com quatro baluartes, de configuração estrelada com dupla linha defensiva e fosso interno, apresentando nos ângulos, guaritas hexagonais. O que lhe dá especial notoriedade são as suas dimensões invulgares, cerca de 200 metros de longo, e o muro na crista da esplanada, que não consta dos tratados de arquitetura militar.
Apresenta uma única entrada, ladeada por possantes pilares, com remates em aleta, os quais amparavam a estrutura da sustentação da ponte levadiça. O portal, em arco de volta perfeita, é encimado por escudo real, ladeado por uma inscrição alusiva à sua edificação e, sobre este, um nicho em arco de volta perfeita.
No interior encontra-se a capela maneirista de Nossa Senhora das Brotas (1611), um antigo edifício militar e um anfiteatro composto por bancadas e palco circular (1994). No fosso interior, junto ao baluarte sudeste, situa-se uma fonte de mergulho. 

domingo, 19 de agosto de 2018

Igreja de Santa Maria Maior de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça de Camões, Chaves.
Igreja Matriz de Chaves.
Classificada como Monumento Nacional.
Templo construído no século XII, em estilo românico, sobre a primitiva igreja de Aquae Flaviae, destruída durante as invasões bárbaras.
Em 1258/9 foi beneficiada de obras, ao mesmo tempo que o castelo.
Em 1462, Dom Afonso, Duque de Bragança é enterrado numa campa rasa da igreja.
Em 1561, o licenciado Domingos Gonçalves, prior da igreja, manda, à sua custa, ampliar e beneficiar a igreja e construir a capela-mor, alterando-lhe o estilo para renascentista e maneirista.

A fachada principal é rasgada por um portal maneirista edificado durante a reconstrução do século XVI. Apresenta arco de volta perfeita, ladeada por pilastras suportando frontão triangular e encimada por óculo circular.
A imponente torre, à esquerda, é um dos vestígios que resta da construção original. É rasgada por duas sineiras por face, em arco de volta perfeita, com molduras e frisos de interligação decorados com boleados, motivos vegetalistas e em ziguezague, tendo na fachada principal uma imagem esculpida de Cristo. O portal da torre, precedido por nártex, tem arco de volta perfeita e tímpano liso, com quatro arquivoltas e molduras decoradas com motivos geométricos ou vegetalistas, assentes em colunelos com capitéis esculpidos de estilização vegetal. A torre tem cobertura em coruchéu.
O portal lateral virado para a Praça da República, data também do século XVI, e é mais rico que o principal. É composto por arco de volta perfeita, moldurado e sobrepujado por dois medalhões com as imagens de São Paulo e São Pedro. Está enquadrada por pilastras assente em plintos, suportando frontão triangular, assente em friso com decoração vegetalista enrolada e zoomórfica.
O interior preserva a estrutura medieval, de três naves e cinco tramos, separados por colunas cilíndricas de granito, sob as quais assentam oito arcos de volta perfeita. Tem cobertura em madeira do século XIX, substituindo a original de abóbada de canhão.
À entrada, o coro-alto prolonga-se pelas três naves e tem balaustrada em madeira pintada. A pia batismal é composta por taça monolítica decorada com motivos vegetalistas e o órgão, datado do século XVII, em estilo tardo-barroco, é de influência alemã. Assenta em duas mísulas, típico da organaria nortenha e é composto por três castelos em meia cana, sendo o central mais elevado, com decoração antropomórfica e vegetalista e coreto de barriga curva.
Ao longo da nave rasgam-se seis capelas laterais e duas colaterais, em arco de volta perfeita, albergando retábulos tardo-barrocos. É iluminada por belos vitrais representando cenas da vida de Nossa Senhora.
O arco triunfal, quebrado, é encimado por painéis de azulejos rococós, monocromos azuis sobre fundo branco, dedicados à Assunção da Virgem.
A capela-mor, mandada construir em 1561, apresenta cobertura de abóbada estrelada em pedra polinervada e revestimento de um friso com inscrição. O retábulo-mor é recente e reaproveita elementos de talha em marmoreados fingidos e dourado, de três eixos, definidos por pilastras, que intercalam três nichos, coroada por Calvário. Ladeando o retábulo, do lado do Evangelho, rasga-se um nicho ladeado por pilastras suportando frontão triangular coroado por urnas laterais e cruz central, possuindo no seu interior fundo relevado com estrelas e o sol e, no teto, um querubim. A capela é antecedida por grade de comunhão, em pau-preto e ladeada por capela lateral e sacristia.
A capela do Santíssimo, adossada à capela-mor pelo lado do Evangelho, e comunicando com a mesma, é coberta por cúpula de pendentes com lanternim e teia em pau-preto com inscrição em metal. Alberga retábulo de talha policroma de três eixos. Os painéis de azulejos azuis e brancos, que ladeiam o vão, são rococós e apresentam temática às Virtudes.
Na parede posterior da capela-mor abre-se a meia altura, um nicho que abriga uma imagem de granito representando a padroeira Santa Maria Maior, considerada uma das mais antigas peças da nossa estatuária. Termina em friso com inscrição e cornija com duas gárgulas, reforçada por contrafortes nos cunhais e coroada por pináculos.
Na igreja encontram-se sepultados os lendários irmãos Ruy e Garcia Lopes que conquistaram a cidade aos sarracenos em 1160 e a entregaram a Dom Afonso Henriques. Por este feito, teriam sido recompensados pelo soberano com os domínios da povoação e seu castelo.