Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Esmoriz
Portugal \ Aveiro \ Espinho \ Paramos
Canal lagunar
com cerca de 397 hectares de área, localizada entre as praias de Esmoriz e de
Paramos, nos limites dos concelhos de Ovar e Espinho. É considerada a maior lagoa
da região norte do país.
Em 2003 foi
classificada como área crítica de recuperação ambiental e integrada na Rede
Natura 2000.
Entre 2016 e
2017 beneficiou de uma importante requalificação ambiental pela Polis Litoral
Ria de Aveiro, que visou eliminar a poluição e abrir a lagoa ao público, após
muitos anos fustigada com focos poluentes de várias proveniências.
A lagoa é
alimentada a norte pelas águas da vala de Silvalde, e a sul pela vala de
Maceda. Sazonalmente, o cordão dunar é aberto para renovação da água.
Conta com cerca de 8 km de
passadiços, inaugurados em 2017, que atravessam a lagoa e fazem ligação com os
passadiços de Espinho e daí até Vila Nova de Gaia. É um percurso circular que
permite ainda aos visitantes visitar as praias vizinhas, o aeródromo de Paramos
e a Estação Ferroviária de Esmoriz.
Por
cima da Barrinha existem três pontes de madeira. A maior, com mais de 40 metros
de comprimento, foi colocada precisamente no lugar onde outrora existiu uma
passagem semelhante. Do seu alto avista-se praticamente toda a lagoa e os seus caniços,
a espécie de flora mais dominante.
Inclui postos de descanso e de um observatório de
avifauna que permite a observação de aves que fazem da Barrinha o seu habitat.
lugares, património, lazer, artesanato, gastronomia, figuras, festas e tradições
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Praia Fluvial da Lomba
Portugal \ Porto \ Gondomar \ Lomba
Rua da Bouça, Lomba.
Praia situada
na margem esquerda do rio Douro, numa zona em que este faz um U invertido.
Conta com um
extenso areal de areia grossa e uma área delimitada para banhos, vigiada por
nadadores salvadores.
Na zona alta,
sob as sombras de imensos pinheiros altos, existem mesas para piqueniques e
churrasqueiras. No local existe também um bar com esplanada e casas de banho
com chuveiros. Apesar de proibido, é comum a prática de campismo.
No verão é
muito procurada pelos turistas, havendo dificuldades em estacionar, embora haja um grande parque de estacionamento pago (2€).
Uma atenção à
qualidade da água, pois é comum a passagem de barcos de recreio e de cruzeiro
perto da praia.
Está rodeada por uma paisagem bonita, muito
agradável para caminhadas.
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Antiga Cadeia de Albergaria-a-Velha
Portugal \ Aveiro \ Albergaria-a-Velha \ Albergaria-a-Velha
e Valmaior
Rua Dr. Castro Matoso, Albergaria-a-Velha.
Alberga o
Arquivo Municipal.
Edifício
construído entre 1901 e 1906 para funcionar como cadeia. Os primeiros presos
foram transferidos a 10 de março desse ano, oriundos na velha cadeia.
Desempenhou estas funções até 1974 mas os antigos carcereiros continuaram a
habitar o primeiro piso até 1983. Posteriormente albergou famílias retornadas
de África.
Entre 1986 e
1993 funcionou como sede da Câmara e da Assembleia Municipal, enquanto
decorriam obras no edifício dos Paços do Concelho. Esta requalificação esteve a
cargo do engenheiro Carlos Moura.
Mais tarde albergou,
no rés-do-chão, a Escola Básica proveniente da antiga Escola Conde de Ferreira
e, no andar nobre, a sede da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha.
A partir de
2006 passou a albergar o Arquivo Municipal, adaptação do arquiteto Eduardo
Costa Ferreira. Foi inaugurado a 21 de novembro de 2008.
Ostenta no
frontão da fachada, as armas reais de Portugal, do reinado de Dom Carlos
(1889-1908).
O Arquivo Municipal distribui-se por três pisos: no
piso térreo encontra-se a receção, o depósito de documentos e um espaço para
exposições; no piso um está a zona de trabalho com os gabinetes de classificação
e tratamento de documentos, salas de leitura e multiusos; e no piso dois
funciona a área de depósito de suportes audiovisuais e digitais. O edifício
armazena um conjunto de fundos arquivísticos que datam desde a fundação do
Concelho, em 1835, e guarda documentação histórica do seu território, como a
Carta de Foral concedida pelo rei Dom Manuel I à Vila e Concelho de Frossos,
datado de 1514.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Cineteatro Alba
Portugal \ Aveiro \ Albergaria-a-Velha \ Albergaria-a-Velha
e Valmaior
Alameda 5 de outubro, Albergaria-a-Velha.
Alameda 5 de outubro, Albergaria-a-Velha.
Sala
de espetáculos mandada construir na década de 1950, pelo Comendador Augusto
Martins Pereira e seus filhos Américo e Albérico, para substituir o velho
Teatro Albergariense, construído na década de 1920, que se situava no mesmo
local. Foi projetado em maio de 1945 pelo arquiteto Júlio José de Brito, autor
de outros projetos similares como o Rivoli, no Porto, o Cineteatro de Espinho ou
o Teatro Jordão, em Guimarães. A obra decorreu entre 1945 e 1950 e foi inaugurado
a 11 de fevereiro do último ano. Era, à época, considerado uma das melhores,
mais modernas e mais luxuosas casas de espetáculos de todo o país, dotada de
excelentes condições técnicas.
Foi palco de um enorme reportório cultural, com a
passagem de muitos nomes sonantes do teatro e da revista. Também o cinema teve
um papel preponderante na sua dinamização.
A
partir da década de 1980, o cineteatro começou a entrar em declínio.
A 28 de julho
de 1995 foi adquirido pela autarquia, que o mandou requalificar sob projeto do
arquiteto Rui Miguel Rosmaninho Gonçalves, sendo reinaugurado a 27 de abril de
2012. Foram preservados os elementos mais genuínos e introduzidos pormenores
inovadores nas áreas que se construíram de raiz, fruto das exigências da
legislação em vigor.
Para além do auditório principal, possui espaços
para a organização de eventos e uma sala de café-concerto, no andar nobre.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Palácio da Justiça de Ovar
Portugal \ Aveiro \ Ovar \ União das Freguesia de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã
Rua Alexandre Herculano e Largo Família
Soares Pinto, Ovar.
Tribunal Judicial de Ovar. Pertence à
comarca do Baixo Vouga.
O Palácio da Justiça de Ovar foi
construído entre 1961 e 1966, projeto do conceituado arquiteto de Válega,
Januário Godinho. Trata-se de um exemplar típico das linhas clássicas do Estado
Novo. Foi erigido no local da antiga Escola Conde Ferreira.
A loggia
está decorada com seis painéis de cerâmica de Jorge Barradas. No corpo de
ligação da loggia com a zona
administrativa destaca-se um pano arquitetónico composto por blocos vazados de
forma trapezoidal que permitem a entrada de luz no interior. Este efeito tem
influências nas paredes com textile
blocks de Lloyd Whrigth. A cúpula denota semelhanças com as cúpulas de Hagia Sofia, em Istambul, Turquia.
No interior, na sala de
audiência, existe um fresco com temática marítima, obra de Guilherme Camarinha,
da Escola do Porto.
sábado, 13 de janeiro de 2018
Esmoriz
Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Esmoriz
Cidade marítima situada a 12 km a norte de Ovar, sua sede de
concelho, no extremo norte do município.
Encontra-se à
beira-mar, em fértil planície, abrigada por densos
pinheirais.
Junto à praia
encontram-se um conjunto interessante de palheiros, abrigos de pescadores no
passado.
A primeira referência ao seu
território remonta às Inquirições de 1288. Nela é referida a existência da
freguesia e de uma lagoa procurada pelos "homens d’el-rei e por outros da terra,
para colher o carocil". Terá sido esta lagoa e as férteis terras circundantes
fatores determinantes para a fixação da população nesta zona.
Em 1514 é
referida no foral Novo da Feira, outorgado por Dom Manuel.
No
século XVIII apareceram dezenas de tanoarias que fabricavam barricas para
armazenar as carnes que eram transportadas em navios abastecidos nas cidades do
Porto e Gaia e que passavam do Mediterrâneo para o Norte da Europa.
Posteriormente estas barricas passaram a armazenar o famoso vinho do Porto.
A 21 de julho de 1879 passou a
pertencer ao concelho de Ovar.
O
século XX foi um período durante o qual apareceu um considerável aglomerado de
fábricas e de homens.
A
10 de fevereiro de 1926 passou a fazer parte do concelho de Espinho.
A
14 de abril de 1928 passou novamente a pertencer ao concelho de Ovar.
Em
29 de março de 1955 ascendeu ao estatuto de vila.
Na
década de 1960 atingiu o estatuto de maior centro produtor de tanoaria do país.
A 2 de junho
de 1993 foi elevada à categoria de cidade.
Se até algumas décadas atrás, as principais
atividades económicas centravam-se na pesca de Arte Xávega, na tanoaria e na
cordoaria, atualmente, essas atividades deram lugar a novas indústrias como a
construção de móveis, confeções ou construção civil.
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Igreja Matriz de Ferragudo
Portugal \ Faro \ Lagoa \ Ferragudo
Rua
da Igreja, Ferragudo.
É dedicada a Nossa Senhora da Conceição.
A igreja de Ferragudo tem origem num templo construído
em 1320, em estilo gótico.
Em 1520 foi completamente reformado,
a requerimento da Câmara de Silves, com o privilégio de nunca ser desanexada do
seu termo.
Em 1755 foi bastante destruída pelo
terramoto, tendo sido posteriormente reconstruída com as atuais caraterísticas.
Na fachada norte encontra-se um nicho com
a imagem da padroeira, sobrepujada pelo Espírito Santo.
O interior alberga um rico conjunto de retábulos
de talha dourada e polícroma em estilo rococó, um fragmento de cruzeiro do
século XV ou XVI com bela representação em dupla face representando Nossa
Senhora e Cristo Crucificado, uma imagem do século XVI de São Sebastião e
outras dos séculos XVII e XVIII, bem como uma grande coleção de ex-votos
(quadros de autoria popular) de mareantes e pescadores dos séculos XVIII e XIX
(os mais antigos remontam a 1744) que refletem a sua devoção à padroeira.
É palco de uma festa anual,
em honra da sua padroeira, que tem lugar a 15 de agosto.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
Praia de São Pedro de Maceda
Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Maceda
Praia selvagem situada numa zona de pinhal,
em plena Mata Nacional das Dunas de Ovar. O acesso é feito pela Avenida da
NATO, Maceda.
É
a mais famosa praia da freguesia de Maceda e a única a ostentar bandeira azul,
galardoada pela primeira vez em 2016.
Esta
é a praia ideal para os que procuram o contacto com a natureza, longe da urbe.
Tem uma imensa extensão de areal e
as suas altas dunas mostram claros sinais da fustigação a que estão sujeitas
pelas águas do mar no inverno. Todos os anos, o seu areal perde vários metros
para o mar.
O
mar é perigoso e frio.
Tem bar de apoio, instalações
sanitárias, parque infantil, de merendas e estacionamento amplo.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
Marmoiral de Sobrado
Portugal \ Aveiro \ Castelo de Paiva \ União das
Freguesias de Sobrado e Bairros
Rua Dom José
da Arrochela, no sítio da Meia-Laranja, junto à entrada da Quinta da Boavista, Castelo de Paiva.
Está
classificado como Monumento Nacional desde 5 de janeiro de 1950.
Monumento erguido
por volta do século XII. Um documento existente na Torre do Tombo, datado de
1191, refere a existência de um marco de delimitação de propriedade de um
Mosteiro vizinho, que poderá ser o de Sobrado, onde terá repousado o corpo de
Dona Mafalda, filha de Dom Sancho e neta de Dom Afonso Henriques, na sua viagem
final do Mosteiro de Alpendurada para o Mosteiro de Arouca, onde foi sepultada.
Faz parte de
um grupo de memoriais que demarcavam os limites territoriais da área
jurisdicional do Mosteiro de Arouca. Além deste, são conhecidos os Memoriais de
Ermida, Arouca (Burgo), Alpendurada e Lordelo.
O Mairmoral
da Boavista, como também é conhecido, apresenta uma tipologia diferente dos
restantes, uma vez que não apresenta arco. É formado por duas cabeceiras
verticais em forma de estela funerária, com remates circulares, onde foram
gravadas, em cada face, cruzes latinas. Servem de apoio a duas lajes
horizontais, cujas faces externas foram gravadas espadas. A laje superior é
retangular e possui uma figura geométrica em ponta de lança que inclui uma cruz
interior. A inferior, correspondente a uma tampa sepulcral, apresenta formato
convexo na superfície e possui gravada uma longa espada e uma cruz grega
inscrita em círculo, elemento habitual no românico, tanto na arte tumular como
nas paredes dos templos.
Integra a Rota do Românico do Vale do Sousa.
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
Palácio Sotto Maior (Condeixa-a-Nova)
Portugal \ Coimbra \ Condeixa-a-Nova \ União das
Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova
Rua de Dom Francisco de Lemos, Condeixa-a-Nova.
É também conhecido por Palácio dos Ramalhos ou dos Lemos.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 21 de dezembro de
1974.
Edifício construido no século XVII. Era então conhecido como solar de
Nossa Senhora da Piedade ou Palácio dos Ramalhos de Condeixa. Tinha entrada
lateral.
Na segunda metade do século XVIII, durante a época pombalina, foi
reestruturada por ordem do bispo-conde Dom Francisco de Lemos Faria Pereira
Coutinho que mandou duplicar a fachada e construir um corpo central, em estilo
barroco. Estas obras terão sido feitas com a intenção de receber o rei Dom
José, visita que nunca se terá concretizado.
Durante as invasões francesas, o palácio escapou incólume, contrariamente
ao que se passou na vila, que foi praticamente desvastada pelas forças
napoleónicas, o que fez levantar suspeições quanto à fidelidade do seu
proprietário, Manuel Pereira Ramos de Azeredo Coutinho Ramalho, à causa
nacional, suspeitando-se de uma aliança estratégica com o quartel de Massena.
Em 1920 foi adquirido pelo banqueiro Cândido Sotto Maior, passando a ser
também conhecido por esta denominação.
Em 1950, com o falecimento do banqueiro, o palácio passou para a posse do
comandante José Correia Matoso, seu genro.
É composto por uma longa fachada de dois pisos, de carater austero,
composto por simples aberturas retangulares no piso térreo e janelas de sacada
no andar nobre. Apresentando apenas alguma preocupação de elementos
decorativos, ao estilo barroco, no corpo central. A entrada faz-se através de
uma porta retangular, ladeada por colunas coríntias que suportam uma varanda
com janela de sacada e molduras em forma de volutas. Este pano termina em
frontão triangular onde se destacam os brasões das famílias Ramalhos (junto à
janela) e Lemos (mais acima). A longa fachada é encerrada por dois torreões de
planta quadrada com telhado piramidal.
No prolongamento da fachada do palácio, encontra-se a entrada lateral de
uma capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade. Foi construída em 1737 e
substituiu uma anterior, de onde terá sido transferida a escultura em pedra de
Nossa Senhora da Conceição. É rasgada por um portal de verga reta encimada por
frontão de enrolamentos interrompidos. No interior, as paredes são revestidas
por azulejos de cerca de 1740, de fabrico coimbrão. Os painéis exibem cenas da
vida da Virgem. Sob a tribuna, um outro painel representa o brasão dos
Ramalhos. Destaque para uma Pietá
datada de 1922, do escultor espanhol José Planas.
O palácio é rodeado por pomares e belos jardins.
Ao longo dos séculos, e à
semelhança de outros solares que recebiam com certa regularidade visitas
régias, o palácio hospedou destacadas figuras ilustres da nação como Dom João
VI (então principe regente), Dom Miguel I, Dona Maria II, Dom Pedro V, Dom
Carlos e seu filho Dom Luis Filipe, Alexandre Herculano, entre outros.
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