quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Barrinha de Esmoriz / Lagoa de Paramos

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Esmoriz
Portugal \ Aveiro \ Espinho \ Paramos


Canal lagunar com cerca de 397 hectares de área, localizada entre as praias de Esmoriz e de Paramos, nos limites dos concelhos de Ovar e Espinho. É considerada a maior lagoa da região norte do país.
Em 2003 foi classificada como área crítica de recuperação ambiental e integrada na Rede Natura 2000. 
Entre 2016 e 2017 beneficiou de uma importante requalificação ambiental pela Polis Litoral Ria de Aveiro, que visou eliminar a poluição e abrir a lagoa ao público, após muitos anos fustigada com focos poluentes de várias proveniências. 
A lagoa é alimentada a norte pelas águas da vala de Silvalde, e a sul pela vala de Maceda. Sazonalmente, o cordão dunar é aberto para renovação da água. 
Conta com cerca de 8 km de passadiços, inaugurados em 2017, que atravessam a lagoa e fazem ligação com os passadiços de Espinho e daí até Vila Nova de Gaia. É um percurso circular que permite ainda aos visitantes visitar as praias vizinhas, o aeródromo de Paramos e a Estação Ferroviária de Esmoriz. 
Por cima da Barrinha existem três pontes de madeira. A maior, com mais de 40 metros de comprimento, foi colocada precisamente no lugar onde outrora existiu uma passagem semelhante. Do seu alto avista-se praticamente toda a lagoa e os seus caniços, a espécie de flora mais dominante. 
Inclui postos de descanso e de um observatório de avifauna que permite a observação de aves que fazem da Barrinha o seu habitat.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Praia Fluvial da Lomba

Portugal \ Porto \ Gondomar \ Lomba

Rua da Bouça, Lomba.
Praia situada na margem esquerda do rio Douro, numa zona em que este faz um U invertido. 
Conta com um extenso areal de areia grossa e uma área delimitada para banhos, vigiada por nadadores salvadores. 
Na zona alta, sob as sombras de imensos pinheiros altos, existem mesas para piqueniques e churrasqueiras. No local existe também um bar com esplanada e casas de banho com chuveiros. Apesar de proibido, é comum a prática de campismo. 
No verão é muito procurada pelos turistas, havendo dificuldades em estacionar, embora haja um grande parque de estacionamento pago (2€). 
Uma atenção à qualidade da água, pois é comum a passagem de barcos de recreio e de cruzeiro perto da praia. 
Está rodeada por uma paisagem bonita, muito agradável para caminhadas.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Antiga Cadeia de Albergaria-a-Velha

Portugal \ Aveiro \ Albergaria-a-Velha \ Albergaria-a-Velha e Valmaior

Rua Dr. Castro Matoso, Albergaria-a-Velha. 
Alberga o Arquivo Municipal. 
Edifício construído entre 1901 e 1906 para funcionar como cadeia. Os primeiros presos foram transferidos a 10 de março desse ano, oriundos na velha cadeia. Desempenhou estas funções até 1974 mas os antigos carcereiros continuaram a habitar o primeiro piso até 1983. Posteriormente albergou famílias retornadas de África. 
Entre 1986 e 1993 funcionou como sede da Câmara e da Assembleia Municipal, enquanto decorriam obras no edifício dos Paços do Concelho. Esta requalificação esteve a cargo do engenheiro Carlos Moura. 
Mais tarde albergou, no rés-do-chão, a Escola Básica proveniente da antiga Escola Conde de Ferreira e, no andar nobre, a sede da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha. 
A partir de 2006 passou a albergar o Arquivo Municipal, adaptação do arquiteto Eduardo Costa Ferreira. Foi inaugurado a 21 de novembro de 2008. 
Ostenta no frontão da fachada, as armas reais de Portugal, do reinado de Dom Carlos (1889-1908). 
O Arquivo Municipal distribui-se por três pisos: no piso térreo encontra-se a receção, o depósito de documentos e um espaço para exposições; no piso um está a zona de trabalho com os gabinetes de classificação e tratamento de documentos, salas de leitura e multiusos; e no piso dois funciona a área de depósito de suportes audiovisuais e digitais. O edifício armazena um conjunto de fundos arquivísticos que datam desde a fundação do Concelho, em 1835, e guarda documentação histórica do seu território, como a Carta de Foral concedida pelo rei Dom Manuel I à Vila e Concelho de Frossos, datado de 1514.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Cineteatro Alba

Portugal \ Aveiro \ Albergaria-a-Velha \ Albergaria-a-Velha e Valmaior

Alameda 5 de outubro, Albergaria-a-Velha. 
Sala de espetáculos mandada construir na década de 1950, pelo Comendador Augusto Martins Pereira e seus filhos Américo e Albérico, para substituir o velho Teatro Albergariense, construído na década de 1920, que se situava no mesmo local. Foi projetado em maio de 1945 pelo arquiteto Júlio José de Brito, autor de outros projetos similares como o Rivoli, no Porto, o Cineteatro de Espinho ou o Teatro Jordão, em Guimarães. A obra decorreu entre 1945 e 1950 e foi inaugurado a 11 de fevereiro do último ano. Era, à época, considerado uma das melhores, mais modernas e mais luxuosas casas de espetáculos de todo o país, dotada de excelentes condições técnicas. 
Foi palco de um enorme reportório cultural, com a passagem de muitos nomes sonantes do teatro e da revista. Também o cinema teve um papel preponderante na sua dinamização.
A partir da década de 1980, o cineteatro começou a entrar em declínio. 
A 28 de julho de 1995 foi adquirido pela autarquia, que o mandou requalificar sob projeto do arquiteto Rui Miguel Rosmaninho Gonçalves, sendo reinaugurado a 27 de abril de 2012. Foram preservados os elementos mais genuínos e introduzidos pormenores inovadores nas áreas que se construíram de raiz, fruto das exigências da legislação em vigor. 
Para além do auditório principal, possui espaços para a organização de eventos e uma sala de café-concerto, no andar nobre.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Palácio da Justiça de Ovar

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ União das Freguesia de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã

Rua Alexandre Herculano e Largo Família Soares Pinto, Ovar.
Tribunal Judicial de Ovar. Pertence à comarca do Baixo Vouga.
O Palácio da Justiça de Ovar foi construído entre 1961 e 1966, projeto do conceituado arquiteto de Válega, Januário Godinho. Trata-se de um exemplar típico das linhas clássicas do Estado Novo. Foi erigido no local da antiga Escola Conde Ferreira.
A loggia está decorada com seis painéis de cerâmica de Jorge Barradas. No corpo de ligação da loggia com a zona administrativa destaca-se um pano arquitetónico composto por blocos vazados de forma trapezoidal que permitem a entrada de luz no interior. Este efeito tem influências nas paredes com textile blocks de Lloyd Whrigth. A cúpula denota semelhanças com as cúpulas de Hagia Sofia, em Istambul, Turquia. 
No interior, na sala de audiência, existe um fresco com temática marítima, obra de Guilherme Camarinha, da Escola do Porto.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Esmoriz

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Esmoriz

Cidade marítima situada a 12 km a norte de Ovar, sua sede de concelho, no extremo norte do município. 
Encontra-se à beira-mar, em fértil planície, abrigada por densos pinheirais.
Junto à praia encontram-se um conjunto interessante de palheiros, abrigos de pescadores no passado.

A primeira referência ao seu território remonta às Inquirições de 1288. Nela é referida a existência da freguesia e de uma lagoa procurada pelos "homens d’el-rei e por outros da terra, para colher o carocil". Terá sido esta lagoa e as férteis terras circundantes fatores determinantes para a fixação da população nesta zona.
Em 1514 é referida no foral Novo da Feira, outorgado por Dom Manuel. 
No século XVIII apareceram dezenas de tanoarias que fabricavam barricas para armazenar as carnes que eram transportadas em navios abastecidos nas cidades do Porto e Gaia e que passavam do Mediterrâneo para o Norte da Europa. Posteriormente estas barricas passaram a armazenar o famoso vinho do Porto. 
A 21 de julho de 1879 passou a pertencer ao concelho de Ovar.
O século XX foi um período durante o qual apareceu um considerável aglomerado de fábricas e de homens.
A 10 de fevereiro de 1926 passou a fazer parte do concelho de Espinho.
A 14 de abril de 1928 passou novamente a pertencer ao concelho de Ovar.
Em 29 de março de 1955 ascendeu ao estatuto de vila. 
Na década de 1960 atingiu o estatuto de maior centro produtor de tanoaria do país.
A 2 de junho de 1993 foi elevada à categoria de cidade. 

Se até algumas décadas atrás, as principais atividades económicas centravam-se na pesca de Arte Xávega, na tanoaria e na cordoaria, atualmente, essas atividades deram lugar a novas indústrias como a construção de móveis, confeções ou construção civil.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Igreja Matriz de Ferragudo

Portugal \ Faro \ Lagoa \ Ferragudo

Rua da Igreja, Ferragudo. 
É dedicada a Nossa Senhora da Conceição. 
A igreja de Ferragudo tem origem num templo construído em 1320, em estilo gótico. 
Em 1520 foi completamente reformado, a requerimento da Câmara de Silves, com o privilégio de nunca ser desanexada do seu termo. 
Em 1755 foi bastante destruída pelo terramoto, tendo sido posteriormente reconstruída com as atuais caraterísticas. 
Na fachada norte encontra-se um nicho com a imagem da padroeira, sobrepujada pelo Espírito Santo. 
O interior alberga um rico conjunto de retábulos de talha dourada e polícroma em estilo rococó, um fragmento de cruzeiro do século XV ou XVI com bela representação em dupla face representando Nossa Senhora e Cristo Crucificado, uma imagem do século XVI de São Sebastião e outras dos séculos XVII e XVIII, bem como uma grande coleção de ex-votos (quadros de autoria popular) de mareantes e pescadores dos séculos XVIII e XIX (os mais antigos remontam a 1744) que refletem a sua devoção à padroeira. 
É palco de uma festa anual, em honra da sua padroeira, que tem lugar a 15 de agosto.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Praia de São Pedro de Maceda

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Maceda


Praia selvagem situada numa zona de pinhal, em plena Mata Nacional das Dunas de Ovar. O acesso é feito pela Avenida da NATO, Maceda. 
É a mais famosa praia da freguesia de Maceda e a única a ostentar bandeira azul, galardoada pela primeira vez em 2016.
Esta é a praia ideal para os que procuram o contacto com a natureza, longe da urbe.
Tem uma imensa extensão de areal e as suas altas dunas mostram claros sinais da fustigação a que estão sujeitas pelas águas do mar no inverno. Todos os anos, o seu areal perde vários metros para o mar.
O mar é perigoso e frio. 
Tem bar de apoio, instalações sanitárias, parque infantil, de merendas e estacionamento amplo.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Marmoiral de Sobrado

Portugal \ Aveiro \ Castelo de Paiva \ União das Freguesias de Sobrado e Bairros


Rua Dom José da Arrochela, no sítio da Meia-Laranja, junto à entrada da Quinta da Boavista, Castelo de Paiva.
Está classificado como Monumento Nacional desde 5 de janeiro de 1950.
Monumento erguido por volta do século XII. Um documento existente na Torre do Tombo, datado de 1191, refere a existência de um marco de delimitação de propriedade de um Mosteiro vizinho, que poderá ser o de Sobrado, onde terá repousado o corpo de Dona Mafalda, filha de Dom Sancho e neta de Dom Afonso Henriques, na sua viagem final do Mosteiro de Alpendurada para o Mosteiro de Arouca, onde foi sepultada.
Faz parte de um grupo de memoriais que demarcavam os limites territoriais da área jurisdicional do Mosteiro de Arouca. Além deste, são conhecidos os Memoriais de Ermida, Arouca (Burgo), Alpendurada e Lordelo.
O Mairmoral da Boavista, como também é conhecido, apresenta uma tipologia diferente dos restantes, uma vez que não apresenta arco. É formado por duas cabeceiras verticais em forma de estela funerária, com remates circulares, onde foram gravadas, em cada face, cruzes latinas. Servem de apoio a duas lajes horizontais, cujas faces externas foram gravadas espadas. A laje superior é retangular e possui uma figura geométrica em ponta de lança que inclui uma cruz interior. A inferior, correspondente a uma tampa sepulcral, apresenta formato convexo na superfície e possui gravada uma longa espada e uma cruz grega inscrita em círculo, elemento habitual no românico, tanto na arte tumular como nas paredes dos templos.
Integra a Rota do Românico do Vale do Sousa.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Palácio Sotto Maior (Condeixa-a-Nova)

Portugal \ Coimbra \ Condeixa-a-Nova \ União das Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova

Rua de Dom Francisco de Lemos, Condeixa-a-Nova.
É também conhecido por Palácio dos Ramalhos ou dos Lemos.
Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 21 de dezembro de 1974.
Edifício construido no século XVII. Era então conhecido como solar de Nossa Senhora da Piedade ou Palácio dos Ramalhos de Condeixa. Tinha entrada lateral.
Na segunda metade do século XVIII, durante a época pombalina, foi reestruturada por ordem do bispo-conde Dom Francisco de Lemos Faria Pereira Coutinho que mandou duplicar a fachada e construir um corpo central, em estilo barroco. Estas obras terão sido feitas com a intenção de receber o rei Dom José, visita que nunca se terá concretizado.
Durante as invasões francesas, o palácio escapou incólume, contrariamente ao que se passou na vila, que foi praticamente desvastada pelas forças napoleónicas, o que fez levantar suspeições quanto à fidelidade do seu proprietário, Manuel Pereira Ramos de Azeredo Coutinho Ramalho, à causa nacional, suspeitando-se de uma aliança estratégica com o quartel de Massena.
Em 1920 foi adquirido pelo banqueiro Cândido Sotto Maior, passando a ser também conhecido por esta denominação.
Em 1950, com o falecimento do banqueiro, o palácio passou para a posse do comandante José Correia Matoso, seu genro.
É composto por uma longa fachada de dois pisos, de carater austero, composto por simples aberturas retangulares no piso térreo e janelas de sacada no andar nobre. Apresentando apenas alguma preocupação de elementos decorativos, ao estilo barroco, no corpo central. A entrada faz-se através de uma porta retangular, ladeada por colunas coríntias que suportam uma varanda com janela de sacada e molduras em forma de volutas. Este pano termina em frontão triangular onde se destacam os brasões das famílias Ramalhos (junto à janela) e Lemos (mais acima). A longa fachada é encerrada por dois torreões de planta quadrada com telhado piramidal.
No prolongamento da fachada do palácio, encontra-se a entrada lateral de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade. Foi construída em 1737 e substituiu uma anterior, de onde terá sido transferida a escultura em pedra de Nossa Senhora da Conceição. É rasgada por um portal de verga reta encimada por frontão de enrolamentos interrompidos. No interior, as paredes são revestidas por azulejos de cerca de 1740, de fabrico coimbrão. Os painéis exibem cenas da vida da Virgem. Sob a tribuna, um outro painel representa o brasão dos Ramalhos. Destaque para uma Pietá datada de 1922, do escultor espanhol José Planas.
O palácio é rodeado por pomares e belos jardins. 
Ao longo dos séculos, e à semelhança de outros solares que recebiam com certa regularidade visitas régias, o palácio hospedou destacadas figuras ilustres da nação como Dom João VI (então principe regente), Dom Miguel I, Dona Maria II, Dom Pedro V, Dom Carlos e seu filho Dom Luis Filipe, Alexandre Herculano, entre outros.