quarta-feira, 14 de março de 2018

Casa Museu Fernando Namora

Portugal \ Coimbra \ Condeixa-a-Nova \ União das Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova

Largo Artur Barreto e Rua Dona Maria Elsa Franco Sotto Mayor, Condeixa-a-Nova.
Casa onde nasceu, a 15 de abril de 1919, o escritor, poeta, pintor e médico Fernando Gonçalves Namora. Foi aqui que viveu até aos 10 anos de idade.
O rés-do-chão da habitação chegou a ser utilizado para a atividade comercial, tendo ali funcionado um pequeno estabelecimento comercial de lanifícios, calçado e miudezas.
Acolhe desde 30 de junho de 1990 a Casa Museu homenageando a figura ilustre da terra, autor duma extensa obra, das mais divulgadas e traduzidas nas décadas de 1970 e 1980.
O espaço não é muito grande mas o seu conteúdo é de grande dimensão cultural. É constituído pelo acervo do seu escritório transferido da residência de Lisboa, por um conjunto bibliográfico que contempla cerca de 4000 exemplares de livros revistas da sua biblioteca pessoal, uma coleção de manuscritos, apontamentos tipográficos, livros publicados e anotados para futuras edições, pinturas da sua autoria e de outros autores nacionais e estrangeiros, bem como esculturas, em parte exibindo dedicatórias a Namora. Exibe também objetos pessoais como condecorações. 
Está aberto todos os dias até às 17h. A entrada é gratuita.

domingo, 11 de março de 2018

Palácio do Conde de Podentes

Portugal \ Coimbra \ Condeixa-a-Nova \ União das Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova

Rua Dr. Simão da Cunha nº 92 e Largo do Conde de Podentes, Condeixa-a-Nova.
Imóvel construído em finais do século XVII, inícios do XVIII, para servir como hospício-asilo de frades antoninos-franciscanos. Ainda nos dias de hoje a população designa o palácio por “hospício”.
Em 1841, já depois da extinção das ordens religiosas, foi adquirido pelo Conde de Podentes, bacharel em medicina e revolucionário liberal, que aí mandou construir o palácio.
Durante as invasões francesas foi parcialmente destruído e mais tarde reconstruído mantendo a traça setecentista.
Durante o século XIX por aqui passaram figuras régias como Dom Pedro V e Dom Luís. Foi também aqui, a 19 de dezembro de 1863, que se assinou o decreto que extinguiu o exame privado na Universidade, substituindo-o pelo ato de licenciatura. 
O palácio é delimitado por alto muro, interrompido por portão em ferro forjado, encimado por coroa, tendo no tímpano o monograma com as letras CP. No interior, uma pequena mata e um jardim formal antecipam a fachada principal, de onde se destaca o brasão de armas e as obreiras das janelas, em estilo barroco. 
No lado posterior do imóvel localiza-se a quinta, com construções diversas de apoio à produção agrícola.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Praia da Frente Azul

Portugal \ Aveiro \ Espinho \ Espinho

Acesso pela Rua 6 e Avenida 8, Espinho.
Praia urbana constituída por um extenso e amplo areal. O mar é agitado e tem águas frias.
É delimitada a norte pela ribeira do Mocho, que separa o concelho de Espinho do de Vila Nova de Gaia, e a sul pelo pontão da Baía de Espinho, junto à piscina municipal Solário Atlântico.
Está dividido de norte para sul, pelas praias de Marbelo, Pop Norte, Pop Sul, Azul Norte, Azul Sul, Seca e Costa Verde.
Conta com boas infraestruturas de apoio como bar, duches, instalações sanitárias, toldos e espreguiçadeiras. Tem bons acessos para deficientes e é vigiada por nadadores salvadores. Hasteia bandeira azul.
Durante a época balnear são montadas infraestruturas que permitem a prática de variados desportos de areia, nomeadamente futebol, voleibol e basquetebol. 
O seu mar agitado proporciona excelentes condições para a prática de surf ou bodyboard.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Barrinha de Esmoriz / Lagoa de Paramos

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Esmoriz
Portugal \ Aveiro \ Espinho \ Paramos


Canal lagunar com cerca de 397 hectares de área, localizada entre as praias de Esmoriz e de Paramos, nos limites dos concelhos de Ovar e Espinho. É considerada a maior lagoa da região norte do país.
Em 2003 foi classificada como área crítica de recuperação ambiental e integrada na Rede Natura 2000. 
Entre 2016 e 2017 beneficiou de uma importante requalificação ambiental pela Polis Litoral Ria de Aveiro, que visou eliminar a poluição e abrir a lagoa ao público, após muitos anos fustigada com focos poluentes de várias proveniências. 
A lagoa é alimentada a norte pelas águas da vala de Silvalde, e a sul pela vala de Maceda. Sazonalmente, o cordão dunar é aberto para renovação da água. 
Conta com cerca de 8 km de passadiços, inaugurados em 2017, que atravessam a lagoa e fazem ligação com os passadiços de Espinho e daí até Vila Nova de Gaia. É um percurso circular que permite ainda aos visitantes visitar as praias vizinhas, o aeródromo de Paramos e a Estação Ferroviária de Esmoriz. 
Por cima da Barrinha existem três pontes de madeira. A maior, com mais de 40 metros de comprimento, foi colocada precisamente no lugar onde outrora existiu uma passagem semelhante. Do seu alto avista-se praticamente toda a lagoa e os seus caniços, a espécie de flora mais dominante. 
Inclui postos de descanso e de um observatório de avifauna que permite a observação de aves que fazem da Barrinha o seu habitat.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Praia Fluvial da Lomba

Portugal \ Porto \ Gondomar \ Lomba

Rua da Bouça, Lomba.
Praia situada na margem esquerda do rio Douro, numa zona em que este faz um U invertido. 
Conta com um extenso areal de areia grossa e uma área delimitada para banhos, vigiada por nadadores salvadores. 
Na zona alta, sob as sombras de imensos pinheiros altos, existem mesas para piqueniques e churrasqueiras. No local existe também um bar com esplanada e casas de banho com chuveiros. Apesar de proibido, é comum a prática de campismo. 
No verão é muito procurada pelos turistas, havendo dificuldades em estacionar, embora haja um grande parque de estacionamento pago (2€). 
Uma atenção à qualidade da água, pois é comum a passagem de barcos de recreio e de cruzeiro perto da praia. 
Está rodeada por uma paisagem bonita, muito agradável para caminhadas.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Antiga Cadeia de Albergaria-a-Velha

Portugal \ Aveiro \ Albergaria-a-Velha \ Albergaria-a-Velha e Valmaior

Rua Dr. Castro Matoso, Albergaria-a-Velha. 
Alberga o Arquivo Municipal. 
Edifício construído entre 1901 e 1906 para funcionar como cadeia. Os primeiros presos foram transferidos a 10 de março desse ano, oriundos na velha cadeia. Desempenhou estas funções até 1974 mas os antigos carcereiros continuaram a habitar o primeiro piso até 1983. Posteriormente albergou famílias retornadas de África. 
Entre 1986 e 1993 funcionou como sede da Câmara e da Assembleia Municipal, enquanto decorriam obras no edifício dos Paços do Concelho. Esta requalificação esteve a cargo do engenheiro Carlos Moura. 
Mais tarde albergou, no rés-do-chão, a Escola Básica proveniente da antiga Escola Conde de Ferreira e, no andar nobre, a sede da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha. 
A partir de 2006 passou a albergar o Arquivo Municipal, adaptação do arquiteto Eduardo Costa Ferreira. Foi inaugurado a 21 de novembro de 2008. 
Ostenta no frontão da fachada, as armas reais de Portugal, do reinado de Dom Carlos (1889-1908). 
O Arquivo Municipal distribui-se por três pisos: no piso térreo encontra-se a receção, o depósito de documentos e um espaço para exposições; no piso um está a zona de trabalho com os gabinetes de classificação e tratamento de documentos, salas de leitura e multiusos; e no piso dois funciona a área de depósito de suportes audiovisuais e digitais. O edifício armazena um conjunto de fundos arquivísticos que datam desde a fundação do Concelho, em 1835, e guarda documentação histórica do seu território, como a Carta de Foral concedida pelo rei Dom Manuel I à Vila e Concelho de Frossos, datado de 1514.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Cineteatro Alba

Portugal \ Aveiro \ Albergaria-a-Velha \ Albergaria-a-Velha e Valmaior

Alameda 5 de outubro, Albergaria-a-Velha. 
Sala de espetáculos mandada construir na década de 1950, pelo Comendador Augusto Martins Pereira e seus filhos Américo e Albérico, para substituir o velho Teatro Albergariense, construído na década de 1920, que se situava no mesmo local. Foi projetado em maio de 1945 pelo arquiteto Júlio José de Brito, autor de outros projetos similares como o Rivoli, no Porto, o Cineteatro de Espinho ou o Teatro Jordão, em Guimarães. A obra decorreu entre 1945 e 1950 e foi inaugurado a 11 de fevereiro do último ano. Era, à época, considerado uma das melhores, mais modernas e mais luxuosas casas de espetáculos de todo o país, dotada de excelentes condições técnicas. 
Foi palco de um enorme reportório cultural, com a passagem de muitos nomes sonantes do teatro e da revista. Também o cinema teve um papel preponderante na sua dinamização.
A partir da década de 1980, o cineteatro começou a entrar em declínio. 
A 28 de julho de 1995 foi adquirido pela autarquia, que o mandou requalificar sob projeto do arquiteto Rui Miguel Rosmaninho Gonçalves, sendo reinaugurado a 27 de abril de 2012. Foram preservados os elementos mais genuínos e introduzidos pormenores inovadores nas áreas que se construíram de raiz, fruto das exigências da legislação em vigor. 
Para além do auditório principal, possui espaços para a organização de eventos e uma sala de café-concerto, no andar nobre.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Palácio da Justiça de Ovar

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ União das Freguesia de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã

Rua Alexandre Herculano e Largo Família Soares Pinto, Ovar.
Tribunal Judicial de Ovar. Pertence à comarca do Baixo Vouga.
O Palácio da Justiça de Ovar foi construído entre 1961 e 1966, projeto do conceituado arquiteto de Válega, Januário Godinho. Trata-se de um exemplar típico das linhas clássicas do Estado Novo. Foi erigido no local da antiga Escola Conde Ferreira.
A loggia está decorada com seis painéis de cerâmica de Jorge Barradas. No corpo de ligação da loggia com a zona administrativa destaca-se um pano arquitetónico composto por blocos vazados de forma trapezoidal que permitem a entrada de luz no interior. Este efeito tem influências nas paredes com textile blocks de Lloyd Whrigth. A cúpula denota semelhanças com as cúpulas de Hagia Sofia, em Istambul, Turquia. 
No interior, na sala de audiência, existe um fresco com temática marítima, obra de Guilherme Camarinha, da Escola do Porto.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Esmoriz

Portugal \ Aveiro \ Ovar \ Esmoriz

Cidade marítima situada a 12 km a norte de Ovar, sua sede de concelho, no extremo norte do município. 
Encontra-se à beira-mar, em fértil planície, abrigada por densos pinheirais.
Junto à praia encontram-se um conjunto interessante de palheiros, abrigos de pescadores no passado.

A primeira referência ao seu território remonta às Inquirições de 1288. Nela é referida a existência da freguesia e de uma lagoa procurada pelos "homens d’el-rei e por outros da terra, para colher o carocil". Terá sido esta lagoa e as férteis terras circundantes fatores determinantes para a fixação da população nesta zona.
Em 1514 é referida no foral Novo da Feira, outorgado por Dom Manuel. 
No século XVIII apareceram dezenas de tanoarias que fabricavam barricas para armazenar as carnes que eram transportadas em navios abastecidos nas cidades do Porto e Gaia e que passavam do Mediterrâneo para o Norte da Europa. Posteriormente estas barricas passaram a armazenar o famoso vinho do Porto. 
A 21 de julho de 1879 passou a pertencer ao concelho de Ovar.
O século XX foi um período durante o qual apareceu um considerável aglomerado de fábricas e de homens.
A 10 de fevereiro de 1926 passou a fazer parte do concelho de Espinho.
A 14 de abril de 1928 passou novamente a pertencer ao concelho de Ovar.
Em 29 de março de 1955 ascendeu ao estatuto de vila. 
Na década de 1960 atingiu o estatuto de maior centro produtor de tanoaria do país.
A 2 de junho de 1993 foi elevada à categoria de cidade. 

Se até algumas décadas atrás, as principais atividades económicas centravam-se na pesca de Arte Xávega, na tanoaria e na cordoaria, atualmente, essas atividades deram lugar a novas indústrias como a construção de móveis, confeções ou construção civil.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Igreja Matriz de Ferragudo

Portugal \ Faro \ Lagoa \ Ferragudo

Rua da Igreja, Ferragudo. 
É dedicada a Nossa Senhora da Conceição. 
A igreja de Ferragudo tem origem num templo construído em 1320, em estilo gótico. 
Em 1520 foi completamente reformado, a requerimento da Câmara de Silves, com o privilégio de nunca ser desanexada do seu termo. 
Em 1755 foi bastante destruída pelo terramoto, tendo sido posteriormente reconstruída com as atuais caraterísticas. 
Na fachada norte encontra-se um nicho com a imagem da padroeira, sobrepujada pelo Espírito Santo. 
O interior alberga um rico conjunto de retábulos de talha dourada e polícroma em estilo rococó, um fragmento de cruzeiro do século XV ou XVI com bela representação em dupla face representando Nossa Senhora e Cristo Crucificado, uma imagem do século XVI de São Sebastião e outras dos séculos XVII e XVIII, bem como uma grande coleção de ex-votos (quadros de autoria popular) de mareantes e pescadores dos séculos XVIII e XIX (os mais antigos remontam a 1744) que refletem a sua devoção à padroeira. 
É palco de uma festa anual, em honra da sua padroeira, que tem lugar a 15 de agosto.