sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Serpe

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Avenida Egas Moniz, à entrada do Jardim do Calvário, Penafiel.
Obra de arte inaugurada a 21 de junho de 2014, da autoria de José de Guimarães.
Escultura em aço pintado, dividida em três módulos. Atinge quatro metros de altura.
Recorda a Bicha Serpe, um dos elementos tradicionais do cortejo do Corpo de Deus, sendo aquele que a encabeça, conduzida pelo seu Juiz ou Mordomo, vestido à moda do século XVIII e que, brandindo um espadalhão, simula dominar e segurar o dragão. A sua participação no cortejo remonta, pelo menos, ao último quartel do século XVIII, ainda no tempo de Arrifana de Sousa. No final da década de 1930 caiu em desuso, acabando por desaparecer do cortejo, para reaparecer no desfile de 1989.

Paço Episcopal de Penafiel

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Rua do Paço e Largo Padre Américo, Penafiel.
Edifício adaptado no século XVIII para residência do primeiro e único bispo de Penafiel, frei Inácio de São Caetano, durante a curta diocese que vigorou entre 1770 e 1778. Nunca foi ocupado pelo bispo, que era confessor da princesa Dona Maria. Residia na corte e nunca se interessou pelo seu bispado. Quando Dona Maria I subiu ao trono, conseguiu a renúncia do Frei e pouco depois pediu a abolição da diocese ao Papa.
A casa anterior pertencia a José de Beça Veloso de Barbosa, Morgado da Venda do Campo (São Martinho de Recezinhos), que a vendeu à mitra de Penafiel. A fachada ostentava o brasão daquela família e, depois de transformada em paço episcopal, passou a exibir no portal da quinta, as armas do ausente bispo.
Mais tarde albergou o Magistério Primário, altura em que lhe foi anexada um pombal ao prédio, e depois foi polo da Universidade Portucalense (entre 1990 e 2004) e albergou ainda serviços administrativos da Câmara Municipal, que acabou por comprar o edifício. Entretanto o pombal foi retirado e edificado no seu lugar um inestético prédio novo. Atualmente hospeda o CESPU-IINFACTS.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Santuário de Nossa Senhora da Piedade e dos Santos Passos

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel


Avenida Zeferino de Oliveira, Penafiel, implantado no monte de São Bartolomeu, o ponto mais alto da cidade.
É também conhecida por Igreja ou Santuário do Sameiro.
Templo romântico iniciado em 1886 e concluído apenas na primeira metade do século XX, obra da autoria do Eng.º Jorge Ferreira Leite, numa versão simplificada e menos dispendiosa do projeto do Eng.º Manuel Maria Ricardo Correia. Foi construído para substituir as primitivas capelas da Piedade e dos Santos Passos, demolidas para a edificação do mercado público.
A torre foi construída em 1898, enquanto a capela-mor data de 1895.
Durante a abertura das valas dos alicerces foi encontrada uma estatueta do deus romano da guerra, Marte, atribuível aos séculos II-III, atualmente exposta no Museu Municipal.
Está rodeado pelo frondoso parque Zeferino de Oliveira, popularmente conhecido por Jardim do Sameiro.
Do seu alto avista-se um excelente panorama sobre a cidade.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Igreja da Misericórdia de Penafiel

Portugal \ Porto \ Penafiel \ Penafiel

Largo Padre Américo e Praça do Município, Penafiel.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 26 de fevereiro de 1982.
É dedicada a Nossa Senhora do Amparo.
Foi construída entre 1621 e 1631 por iniciativa de Amaro Moreira, abade de Ermelo (Mondim de Basto).
O aparecimento de uma imagem de Nossa Senhora da Lapa, em 1764, motivou a construção da torre e da fachada lateral voltada para a Praça da República que, por falta de verbas, não foi acabada.
Entre 1770 e 1778, durante a existência do bispado de Penafiel, foi adaptada a Sé Catedral sob invocação de Nossa Senhora e São José.
A fachada principal, toda em cantaria, é ritmada por pilastras e termina em frontão triangular onde surgem as armas da misericórdia. Ao nível do segundo piso, ostenta um grande nicho com a imagem da padroeira.
A altaneira torre sineira é coberta por cúpula bolbosa forrada a azulejos azuis e brancos.
O alçado lateral inacabado, voltado para os Paços do Concelho, apresenta elementos barrocos. Destaque para a composição central formada pela porta, nicho e óculo. Na parte da fachada que ficou por levantar, ergueu-se a capela de Nossa Senhora da Lapa.
Na cabeceira situa-se a capela do Senhor dos Passos.
A antiga casa do sacristão foi transformada em núcleo museológico de Arte Sacra.

domingo, 11 de novembro de 2018

Praia do Areal da Marinha

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ São Félix da Marinha

Rua Areal da Marinha e Avenida da Liberdade, São Félix da Marinha.
É a praia mais a sul do distrito do Porto. Situa-se entre a Praia das Pedras da Maré (a norte) e a praia da Frente Azul (a sul), separada desta pela ribeira do Mocho, que divide o concelho de Vila Nova de Gaia do de Espinho.
O seu acesso é feito a pé, atravessando a linha de comboio ou pelos passadiços.
Praia sossegada, com um areal muito extenso e espaçoso. Está protegida por um longo sistema dunar repleto de vegetação.
Estacionamento na Rua dos Limites ou na Avenida da Liberdade, no cruzamento com a Rua Principal.

domingo, 4 de novembro de 2018

Estátua do Visconde de Barreiros

Portugal \ Porto \ Maia \ Cidade da Maia

Avenida Visconde de Barreiros e Praça Dr. José Vieira de Carvalho, Maia.
Monumento erguido no século XIX, em honra de José da Silva Figueira, Visconde de Barreiros (1838-1892), uma das figuras mais importantes da história da Maia. Ainda jovem, partiu para o Brasil para construir fortuna, regressando posteriormente para a cidade natal, ajudando a construir várias infraestruturas.
O monumento é composto por uma estátua do Visconde, em mármore, sobre pedestal alto de granito. A figura apresenta uma postura elegante, com o braço direito por entre botões do casaco e o braço esquerdo sobre um pedestal com dois livros. Um relógio de bolso reforça a exuberância do seu vestuário. 
Foi colocada originalmente no frontão de uma escola primária mandada edificar pelo próprio. Após a demolição da escola, ficou num pequeno jardim, passando mais tarde para o centro da Avenida Visconde de Barreiros, num separador central e, posteriormente para o local atual.

sábado, 27 de outubro de 2018

Sobral de Monte Agraço

Portugal \ Lisboa \ Sobral de Monte Agraço \ Sobral de Monte Agraço


Vila sede de concelho, localizada a 46 km a norte de Lisboa. 
O aglomerado urbano situa-se junto da margem direita do rio Sizandro.
A urbe tem o seu coração na Praça Dr. Eugénio Dias, marcada pela traça tardia, contemporânea de Dom José, onde se destacam os paços do concelho, a igreja e o chafariz, todos mandados edificar em 1771 por Inácio da Cruz Sobral.

O primitivo povoamento terá começado a partir do Monte Agraço, a cerca de quatro quilómetros da atual sede de concelho. A instalação humana no local deveu-se às terras férteis e irrigadas do vale do Sizandro, muito favorável à agricultura.
Em 1186, o então reguengo do Soveral foi doada pelo rei Dom Sancho I ao bispo e cabido de Évora.
Durante as Inquisições de Dom Afonso III, no século XIII, surgem referências à povoação, relativas à igreja de Santa Maria de Monteagraço.
Data de 1352 um trespasse do rossio de Montagraço a Gonçalo Pires Ribeiro, confirmado por Dom Dinis.
A partir do século XV, o povoamento que era até então disperso, começou a ser concentrado.
Em 1518 recebeu foral Novo pelo rei Dom Manuel. Por esta altura apresentava para além da Igreja Paroquial, o pelourinho e uns paços pertencentes ao bispo e cabido de Évora. O seu termo, nessa altura, era maior do que na atualidade, pois era constituído pelas aldeias de Vila Galega, Soveral, Barqueira, Cavela, Patameira, Bespeira e Cardosa. Estendia-se por uma légua e era delimitado pelos concelhos de Lisboa, Arruda e Torres Vedras, ao qual pertencera antes da atribuição do foral.
Em 1527 aparece no Cadastro (censo da população) com o título de vila, sendo o seu donatário o conde de Sortelha. O lugar mais importante da vila já era Sobral.
A 20 de agosto de 1654, a freguesia de Sobral de Monte Agraço foi integrada no termo de Lisboa.
Em 1771 o seu senhorio foi dado a Joaquim Inácio da Cruz Sobral, tesoureiro do Real Erário.
Em finais do século XVIII, inícios do XIX, a sede do concelho foi transferida do Lugar de São Salvador do Mundo, onde ainda se encontra a antiga Igreja Paroquial, para o Lugar de Sobral que entretanto aumentou de importância.
Em 1809, aquando das invasões napoleónicas, foi levantada nas suas imediações uma fortificação abaluartada, o Forte de Alqueidão, inserida no sistema defensivo das linhas de Torres Vedras. Foi no Sobral que morreu em combate o general Sainte-Croix, conselheiro do marechal Massena.
            Em 1844 tornou-se cabeça de condado.
            Em 1855 o seu concelho foi extinto.
            Em 1898 o seu antigo concelho foi restaurado com um aumento do seu território, passando a anexar a freguesia de Sapataria, que pertencia a Torres Vedras.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Jardim Zoológico de Lisboa

Portugal \ Lisboa \ Lisboa \ São Domingos de Benfica

Praça Marechal Humberto Delgado, Lisboa.
Ocupa a antiga quinta do Conde de Farrobo ou das Laranjeiras, sendo delimitada a sul pela Estrada das Laranjeiras e a oeste pela Estrada de Benfica.
Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 21 de dezembro de 1974.
O Jardim Zoológico de Lisboa foi fundado a 28 de maio de 1884 por Pedro Van der Laan e José Thomaz Sousa Martins, tornando-se no primeiro parque da Península Ibérica, dedicado à fauna e flora.
A 13 de maio de 1894 foi transferido para o Parque de Palhavã, onde atualmente se situa a Praça de Espanha.
Só em 1905, é que foi transferido definitivamente para a Quinta das Laranjeiras, após contrato de arrendamento com o Conde de Burnay. As novas instalações foram inauguradas a 28 de maio.
Em 1912, o local sofreu uma importante adaptação, projeto do conceituado arquiteto Raul Lino.
Durante várias décadas, as remessas de animais provenientes de África e do Brasil contribuíram para que aquele que foi o primeiro parque com flora e fauna da Península Ibérica tivesse uma coleção de espécies vasta e diversificada. 
A partir de 1991, quando se tornou membro da Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), teve inicio a modernização do espaço do zoo, com a criação de áreas de trabalho específicas destinadas a melhorar a coleção e o bem-estar animal, a sua alimentação e os cuidados veterinários.
Se nas primeiras décadas de existência o objetivo era mostrar simplesmente os animais aos visitantes, hoje em dia já não existem tigres fechados em jaulas, nem chimpanzés a serem alimentados por quem visita o espaço, ou o elefante que tocava a sineta quando recebia uma moedinha.
Possui uma das melhores coleções de animais do mundo, com cerca de 2000 animais de 324 espécies diferentes, entre as quais se destacam os mamíferos, as aves, os répteis, os anfíbios e os antrópodes.
Disponibiliza diversas atividades tais como a observação de golfinhos e leões-marinhos, apresentação de aves em voo de livre, alimentação de pelicanos, visita ao Parque Arco-Íris, à Quintinha Pedagógica e ao reptilário, bem como viagens de comboio e de teleférico.
A primeira área, logo após o portão de entrada, é de ingresso livre. Neste local existem espaços de restauração, carroceis e lojas.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Museu Militar de Chaves

Portugal \ Vila Real \ Chaves \ Santa Maria Maior

Praça de Camões, no interior da Torre de Menagem do Castelo de Chaves.
Museu fundado em 1978.
Conserva diversos objetos da História Militar Portuguesa, desde a Idade Média aos nossos dias. Do acervo fazem parte armas, uniformes, bandeiras, desenhos e plantas.
O primeiro piso alberga a sala de Dom João I, dedicada à época da Reconquista. Exibe diversos materiais dessa época, com destaque para uma réplica do elmo e espada de Dom João I, uma bandeira da fundação de Portugal e da Ordem de Avis, uma armadura e espadas do século XVII, e miniaturas de guerreiros dos povos que passaram por Chaves até ao século XIV.
O segundo piso é dedicado à temática das Guerras Peninsulares (1808-1815). Foi através da cidade de Chaves que a II Invasão Francesa, liderada pelo Marechal Soult, penetrou em Portugal. O acervo é variado: um Sarilho composto por três Carabinas de Artilharia, uniformes de Infantaria e da Companhia dos Caçadores de Chaves, quadros relativos ao General Silveira, I Marquês de Chaves, e diversas peças de campanha do século XVIII.
O terceiro piso é dedicado à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Alberga o espólio do General José Celestino da Silva, um capacete das tropas alemãs, espingardas, uniformes e várias peças de artilharia.
No piso superior encontra-se a sala dedicada à Guerra Colonial (1961-1974). Trata-se de espólio usado nas províncias ultramarinas pelas forças inimigas, como canhangulos, uma espada gentílica, uma metralhadora ligeira, uma espingarda de repetição, uma pistola-metralhadora de tambor, azagaias, catanas e mocas gentílicas.
Ainda é possível ver nos jardins exteriores, os canhões utilizados para defender os limites da cidade, quer dos espanhóis, quer das invasões francesas.

Capela de Santa Catarina (Chaves)

Portugal \ Vila Real \ Chaves | Santa Maria Maior

Rua 1º Dezembro, Chaves.
Tem origem numa capela mandada construir em 1249, junto ao castelo, por Dom Lourenço Pires de Chaves.
Em 1681, Gregório de Castro Moraes, governador da Província, ordenou a trasladação para a atual localização, dado que interferia com a estrutura defensiva da Praça de Chaves.
O atual templo é uma construção maneirista e barroca, de planta longitudinal simples, com coro-alto. A fachada principal, em cantaria, é rasgada por portal de verga reta enquadrada por pilastras que suportam entablamento onde assenta frontão triangular encimado por cruz e pináculos e, sobre estes, um óculo circular. Os alçados são circunscritos por cunhais apilastrados e termina em empena recortada encimada por sineira albergando a imagem pétrea da padroeira e por catavento de ferro.
O interior é coberto com falsa abóbada de berço em estuque e acolhe um retábulo de talha dourada.