terça-feira, 4 de junho de 2019

Lenda do Rio Lethes

Portugal \ Viana do Castelo \ Ponte de Lima \ Arca e Ponte de Lima

Parque do Areal, na margem do rio Lima, Ponte de Lima.
Recorda a lenda do rio Lethes, o rio do Esquecimento.
Monumento inaugurado a 10 de junho de 2009. Na margem direita está o general Brutus e na esquerda os soldados romanos.
Reza a lenda que, em 135 a.C., as hostes romanas comandadas por Decius Junius Brutus ao atingirem a margem esquerda do rio Lima, ficaram fascinados com a beleza do lugar, julgando-se perante o lendário rio Lethes, fronteira para o mundo inferior, o mundo dos mortos, que apagava todas as lembranças da memória a quem o atravessasse. Os soldados negaram-se a atravessá-lo e só quando o comandante passou e, da outra margem chamou a cada um pelo seu nome, provando não ser este o rio do Esquecimento, é que os soldados aceitaram atravessar.
Junto aos soldados encontra-se um marco miliar romano.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Praia de Canide Sul

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ Canidelo

Avenida da Beira-Mar, Canidelo. Confina a sul com a praia de Marbelo e a norte com a praia de Canide Norte.
É também conhecida por Praia de Canidelo Sul.
Tem um extenso areal de areia fina e branca, protegida a norte por um paredão. A sul, é limitada pela ribeira de Canide.
As suas águas agitadas merecem cuidados especiais devido às suas correntes. É boa para a prática de desportos náuticos como surf, bodyboard ou kitesurf.
O acesso à praia é feito por passadiços de madeira que dão proteção ao sistema dunar existente.
Tem bons apoios de praia.
Conta com um parque camarário gratuito para mais de 50 viaturas.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Sanatório Marítimo do Norte

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ União das Freguesias de Gulpilhares e Valadares

Avenida Infante Sagres, Valadares.
Alberga o Centro de Reabilitação do Norte Dr. Ferreira Alves.
Sanatório fundado pelo médico Joaquim Gomes Ferreira Alves. Foi inaugurado em Agosto de 1917, projeto do arquiteto Francisco de Oliveira Ferreira.
O gigante com muitas janelas e portas, outrora casa de cura para muitos males ortopédicos, nomeadamente para o tratamento da tuberculose com aproveitamento dos ares marítimos, acolheu mais de três mil doentes até à morte do seu fundador, em 1978. O espaço foi então doado ao Estado, sendo vontade do benemérito que continuasse a ter utilidade social ligada à saúde. A partir dessa data deixou de funcionar, sendo cedido em 1988 pelo Ministério da Saúde, mercê de um protocolo que levantou dúvidas pela então ministra Leonor Beleza, à Associação São João de Deus para ali instalar a Casa do Enfermeiro. O projeto nunca foi em frente e, sem ocupação, o edifício foi-se degradando, situação só travada com a decisão governamental de ali instalar o Centro de Reabilitação Física do Norte, iniciado em junho de 2010.
O complexo está rodeado de majestosa área verde que se divide entre Francelos e Valadares.

domingo, 7 de abril de 2019

Capela do Senhor da Pedra

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ União das Freguesias de Gulpilhares e Valadares

Alameda do Senhor da Pedra, localizada no areal da praia homónima, Gulpilhares.
Assenta sobre um afloramento rochoso, muito fustigado pelas águas do oceano Atlântico.
Foi edificada em 1686 no local onde terá existido um altar pagão, beneficiando de obras em 1936.
O acesso à capela é feito por escadaria a partir do areal.
Templo de planta hexagonal composto por alpendre antecedendo a entrada principal, sineira em cantaria de granito e sacristia. A ladear o pórtico surgem painéis de azulejos, monocromáticos, de cor azul, com inscrições.
A romaria ao Senhor da Pedra realiza-se no domingo da Santíssima Trindade (domingo anterior ao Corpo de Deus) e tem a duração de três dias. As festividades têm início no sábado com a noite de folclore que encerra à meia-noite com um espetáculo de fogo-de-artifício. No dia seguinte, domingo, desfilam as rusgas ao Senhor da Pedra, tradição que perdura ao longo dos anos e que atrai centenas de pessoas, e ao meio-dia há missa solene na capela. As festas terminam na terça-feira com a procissão e bênção de mar.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Praia da Granja

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ São Félix da Marinha

Rua da Esplanada Fernando Ermida, Granja.
Emblemática praia outrora conhecida como o bidé dos marqueses.
Foi muito frequentada e teve grande prestígio entre o último quartel do século XIX e inícios do XX. Por esta praia passaram e veranearam ilustres figuras, como por exemplo: el-rei Dom Luís, a rainha Dona Maria Pia e seu filho infante Dom Afonso de Bragança, o príncipe real Dom Luiz Filipe, Mouzinho de Albuquerque, ou o famoso Grupo dos Cinco: Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Oliveira Martins, Antero de Quental e Guerra Junqueiro. Muitas outras famílias da nobreza do Porto, Lisboa, Santarém, Castelo Branco e da vizinha Espanha também passaram férias no local.
Atualmente é uma praia que hasteia bandeira azul, composta por uma zona rochosa que aparece e desaparece ao sabor da maré.

Praia da Aguda

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ Arcozelo

Rua do Mar, Aguda.
Praia situada entre a praia da Sétima Arte (a sul) e a praia da Areia Branca (a norte).
Um enorme paredão construído em 2002, fez com que o mar não inundasse mais as ruas e criou um “gigante” areal.
É caracterizada pelos seus afloramentos rochosos que proporcionam uma proteção parcial ao seu mar agitado.
Dispõe de toldos, barracas, posto de socorro, saneamento básico, três campos de voleibol e um de futebol.
É procurada pelos praticantes de surf e oferece boas condições para a pesca submarina.
A praia é ocupada por muitos barcos, ou não fosse esta uma zona piscatória, outrora (entre 1920 e 1980) puxados por bois, na chamada Arte Xávega.

Aguda

Portugal \ Porto \ Vila Nova de Gaia \ Arcozelo

Lugar situado à beira-mar, sendo a única zona piscatória da freguesia de Arcozelo, Vila Nova de Gaia.
A sua origem remonta aos finais do século XIX, como comunidade piscatória, quando em 1870, pescadores da Afurada e de Espinho, aqui se instalaram para a pesca do caranguejo “pilado”, que vendiam aos lavradores locais, para servir como adubo fertilizante.
As formações e afloramentos rochosos naturais, destacados da praia e dispostos paralelamente a esta, proporcionavam uma proteção parcial em relação à agitação, o que motivou a fixação das primeiras famílias de pescadores. Um dos rochedos pontiagudos, a Aguda, deu o nome ao local. O núcleo urbano inicia-se mesmo junto à praia, possivelmente onde outrora se localizavam as dunas primárias.
A urbe é composta por diversos chalés e vivendas de notável valor arquitetónico.
A comunidade dedica-se principalmente à pesca.

terça-feira, 5 de março de 2019

Igrexa de San Xés (Sanxenxo)

España \ Galicia \ Pontevedra \ Sanxenxo \ Padriñan

Rúa San Isidro, Sanxenxo.
Pequeno templo construído entre os séculos XIV-XVI, em estilo mariñeiro, muito comum na costa galega na época. Foi erguida no lugar de Aldariz e transferida para este local entre 1670 e 1780.
A fachada é rasgada por um pórtico plano, encimado por nicho com a imagem da Virxe do Carmen, e sobre este um óculo. À esquerda situa-se uma torre barroca coroada por uma balaustrada pétrea.
O interior, de uma só nave e abside mais estreita, possui duas capelas laterais (dedicadas a São José e à Purificação) que correspondem aos braços da cruz, e um altar que repousa sobre a urna de um Cristo deitado. 

segunda-feira, 4 de março de 2019

Praia da Lanzada

España \ Galicia \ Pontevedra \ O Grove \ San Vicente

PO-308, localizada entre a Punta de Raeiros (a norte) e a Praia do Espiñeiro (a sul), em frente à bonita Illa de Ons.
É uma das mais conhecidas praias da Galiza, muito aprazível e em estado semisselvagem. Ventosa, composta por um extenso areal de cerca de 3 km de areia muito fina, águas frias e com alguma ondulação.
É abrigada por um longo cordão dunar onde se situa um extenso passadiço de madeira ao longo da praia.
No extremo norte, junto à Punta de Caeiros, forma uma pequena baía, ideal para as crianças.
É recomendável para a prática de desportos náuticos como o mergulho, o bodyboard, o windsurf, o surf e o paddle surf.
O limite sul da praia, junto ao Espiñeiro, já pertence ao concello de Sanxenxo, mais propriamente à parróquia de Noalla.
Dispõe de um grande estacionamento gratuito.

domingo, 3 de março de 2019

Combarro

España \ Galicia \ Pontevedra \ Poio \ Combarro

San Roque de Combarro é uma parroquia do concello de Poio, situada a 6 km a oeste da sede do município.
O centro histórico de Combarro, localizado na margem direita da ria de Pontevedra, é um espaço singular que combina na perfeição, a arquitetura popular galega com a arquitetura piscatória europeia. Pelo seu valor arquitetónico e beleza, foi declarado como Conjunto Histórico-Artístico no ano 1972.
O mar e o campo são os dois principais fatores que modelaram a estrutura urbanística de Combarro, a qual se manteve em perfeito estado até aos nossos dias, possibilitando admirar as típicas casas mariñeiras, os cruzeiros e os espigueiros.
O casario é composto por pequenas casas mariñeiras dos séculos XVII-XVIII, com delicados trabalhos de cantaria em que se destacam as suas varandas balconadas de pedra, ao estilo barroco, idênticas aos dos paços. Todas elas estão orientadas ao mar e os seus interiores revelam-se humildes, com piso térreo em terra e sem divisões, destinadas a armazenar os utensílios de pesca e os seus apetrechos.
A rúa do Mar é a mais comercial, juntamente com a paralela rúa de San Roque. Nela observam-se numerosos espigueiros alinhados sobre o muro costeiro e as rampas utilizadas para subir e baixar os barcos e para lançar os apetrechos e redes ao mar.
Os hórreos de Combarro, datados do século XVIII, são cerca de trinta e formam o maior conjunto da Galiza, com a singularidade de se situarem junto à costa. Serviam para armazenar e secar o milho, as batatas, o presunto e o peixe. Por isso eram construídos sobre colunas de uma certa altura para os separar do chão e evitar a entrada de humidade ou ratos. Ainda que atualmente a madeira e a pedra são os materiais mais frequentes, originalmente as paredes eram de canas trançadas e o telhado em palha, daí o nome de palleiras como são conhecidos na vila. 
A rúa Cega deve o seu nome ao facto de ser a única zona de Combarro antigo em que as casas não estão orientadas ao mar. A sua orientação para o interior não é caprichosa nem casual, pois os seus habitantes não se dedicavam às tarefas do mar mas aos labores da terra. A amplitude das portas destas casas permitia a fácil entrada do gado e dos carros.
São sete, o número de cruzeiros existentes no casco velho, construídos entre os séculos XVIII-XIX. Todos eles representam a crucificação de Cristo no seu anverso, virado ao interior, e a figura da Virgem no reverso, olhando o mar. Alguns possuem um altar com funções sobretudo ornamentais para a procissão do Corpus.
A grande praza de Chousa é o local de encontro dos combarrosenses, lugar onde se celebram as festas, feiras e um sem número de atividades.
As primeiras referencias escritas à vila remontam a 1105.